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Conheça a história do presidente eleito pela Igreja Adventista no território paulista

O pastor e administrador Domingos José de Sousa é reconduzido para mais um período como presidente da Igreja Adventista.


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Com uma bola no pé e um sonho no coração, o adolescente Domingos José de Sousa mudou-se da pequena cidade de Unaí, no interior de Minas Gerais, para o Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), campus Hortolândia, na época conhecido como IASP, para estudar. "Meu pai achava que eu deveria ser pastor. Já, eu, achava que podia ser um jogador de futebol. Então, comecei a sonhar", conta ao lembrar de como tudo começou.

"Cresci no sítio e trabalhei na lavoura ajudando meu pai desde menino", lembra Domingos. 

Domingos é o mais velho de nove irmãos. Primogênito, nascido em 1957, teve uma infância difícil. "Nunca nos faltou nada. Mas passamos por inúmeras dificuldades. Imagina, cresci no sítio e trabalhei na lavoura ajudando meu pai desde menino", comenta. No entanto, a falta de dinheiro, a distância dos centros urbanos e o pouco estudo dos pais não foram argumentos suficientes para abandonar a escola.

Primeiro, Domingos sonhou em ser caminhoneiro, depois jogador de futebol. Quando criança, via as carretas chegando para levar os alimentos que produziam no sítio e admirava a profissão. Depois, percebeu que levava jeito com a bola. Então, decidiu insistir nesse sonho. Chegou a fazer testes para jogar profissionalmente no Cruzeiro - um dos maiores clubes de futebol de Minas Gerais - mas teve que desistir, afinal, não tinha dinheiro para se manter no centro de treinamento dos jogadores.

"Pois bem, cheguei em casa e fiz um combinado com Deus. Disse a Ele que se me ajudasse a estudar faria Teologia e depois outro curso que eu quisesse", conta. E foi exatamente isso que ele fez. Hoje, formado em Teologia e Administração pelo UNASP, acredita que sua educação só foi possível graças a Igreja. "Tudo que sou e tudo que tenho foi a Igreja que me deu. Por isso, eu só tenho gratidão no meu coração", comemora.

Ministério pastoral

A vida profissional também é motivo de orgulho para o mineiro, Domingos. Ele atuou como diretor interno no UNASP, campus Hortolândia, foi pastor distrital em Artur Nogueira-SP e líder de Publicações (colportagem), na região sul do Estado de São Paulo (Associação Paulista Sul). Então, foi chamado para atuar nas áreas financeira e administrativa, cuidando da tesouraria da Associação Paulista Sul e da Associação Paulistana, sede que contempla a região central do território paulista. Seu penúltimo trabalho foi presidir a Associação Paulista Sul, onde ficou por mais três anos. Também foi líder de Mordomia Cristã (setor responsável pelos dízimos e ofertas), além de trabalhar diretamente na Educação Adventista.

Em 2004, Domingos foi escolhido para ser presidente da União Central Brasileira, sede que administra a Igreja Adventista em todo o Estado de São Paulo. "Foi uma surpresa sem igual para mim e para muitas pessoas. A meu ver, havia pastores muito mais capacitadas para essa função do que eu. Mas fui escolhido! Então, só agradeci e me coloquei à serviço de Deus", compartilha.

Na história da humanidade, liderar nunca foi uma tarefa fácil. Para o presidente, o segredo da liderança está em se colocar nas mãos de Deus. "Liderança é a capacidade que Deus nos dá de ter a confiança das pessoas em nós e naquilo que fazemos", confia. Domingos também lidera outros líderes, o que para ele é um desafio maior ainda. "Mas hoje nós temos um time, pois conseguimos nos unir naquilo que acreditamos", complementa.

Em setembro de 2016, Domingos recebeu o título de cidadão paulistano pela prefeitura de São Paulo em reconhecimento ao seu trabalho como presidente da Igreja Adventista no estado paulista. Mas isso não é o que mais almejou na vida. "Sempre falo para Deus que antes de ser um administrador, quero ser um pastor. Quero cuidar de pessoas. Esse é o maior e mais alto privilégio que existe", diz emocionado.

"Sou bem humano, erro e acerto, mas sempre aprendo", confessa o líder Domingos. 

Legado

Para Domingos, seu ministério está baseado nas pessoas. "Sou bem humano, erro e acerto, mas sempre aprendo. E assim é a Igreja de Deus. Pois a igreja, não é a argamassa, o tijolo ou o templo. A Igreja somos nós, os seres humanos. Por isso, Deus espera muito de nós, sua Igreja na Terra", afirma.

Domingos segurando sua neta, Eva.

Como homem, pai, marido e avô, Domingos se sente realizado. Mesmo assim, ainda carrega traços de um menino e diz que ainda sonha: "Quando você começa a trabalhar, não para mais. Então, até morrer vou sonhar e trabalhar para realizar todos eles."

Como filho, o sonhador Domingos se entrega na lembrança de seu pai, um homem amável, trabalhador e inspirador. "Meu pai viveu pela Igreja até morrer. Tudo o que ele tinha era dedicado a Deus. Ao ser pastor, realizei o meu sonho, o sonho de Deus e o sonho de meu pai, que vi morrer feliz pela família que construiu", recorda.

Assim como o pai, Domingos também conhecido por sua simplicidade, sorriso fácil e vontade de trabalhar. Sua esposa e pedagoga, Ivete de Sousa, confirma seu jeito peculiar e leve de levar a vida. "Ele é um homem incansável. Ama seu trabalho, gosta de praticar esportes e agora, brincar com os netos. Admiro todas as versões do meu marido", elogia. 

Durante os próximos cinco anos, o presidente diz que se dedicará às pessoas. "A matéria prima de Deus são as pessoas. E a minha missão é cuidar delas com amor. Afinal, o que seria do ser humano sem uma família e sem Deus?", questiona.

"A matéria prima de Deus são as pessoas", diz o presidente Domingos. 

A maior realização de um mestre é ter um aprendiz. Dentro dos muros de uma Igreja, centenas de fiéis se sentem seguros, fora dela, sentem-se motivados a compartilhar a verdade que os transborda. Se a morte chega, sobra o legado. E é nele que as pessoas se inspiram. Por isso, Domingos termina dizendo: "Nós não convertemos pessoas, mas Deus pode nos usar para fazer isso. Então, até Ele voltar, será um mais um até que toda a Terra O conheça. Avancemos!"