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Após cinco anos de projeto voluntário orquestra expande e abre filial

O projeto nasceu em 2015, com aulas gratuitas de música para crianças carentes em Samambaia - DF

Por Jenny Vieira 2 de março de 2020

Orquestra da 423 Samambaia Norte. Projeto sem fins lucrativos expandiu e criou filial. (Foto: Divulgação)

A Orquestra da Igreja Adventista da quadra 423 de Samambaia Norte, em Brasília- DF, chama atenção dos membros e da comunidade local, todos os sábados e em momentos musicais dos cultos naquele templo. Composto por crianças, adolescentes e jovens, o grupo já soma 27 pessoas e continua crescendo.

O projeto voluntário teve início em 2015, com aulas de flauta doce, oferecidas gratuitamente por Daniel Lima e sua esposa, Maria Rita de Lima. Ambos, músicos, resolveram utilizar seus talentos para ajudar outras pessoas da igreja e da comunidade local que não tinham condições de pagar por aulas profissionais. O projeto cresceu, gerando a orquestra da igreja.

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Depois de cinco anos, os resultados são visíveis. Cerca de 15 alunos da orquestra fazem parte da Escola de Música de Brasília e passaram a ser professores de música na igreja para os alunos mais novos.
Há pouco mais de um mês, a orquestra recebeu a visita de um maestro profissional que se ofereceu para reger os músicos de forma voluntária.
O Maestro Leonardo Santos já trabalha com educação musical e regência de grupos há 22 anos. Quando ficou sabendo da existência de uma orquestra de cunho social, resolveu visitar e se encantou pelo projeto. “Me sensibilizei ao visitá-los e ver a disposição dos voluntários que ali estavam colaborando.  Músicos que ainda estão em formação, mas que não poupam esforços para usar a música como ferramenta no trabalho do Senhor. Deus tem me abençoado no meu trabalho e por que não dividir um pouco destas bênçãos com outros?”, refletiu Santos, que durante a semana é professor de Artes e Música na Escola Adventista da Asa Sul.
A novidade deu ainda mais vida ao projeto e animou os participantes. “Nós estamos tocando cada vez melhor e o nível está subindo. Até agora, nós fazíamos a regência da forma como sabíamos, mas nós somos músicos de instrumentos. Ter um profissional da área de regência faz toda a diferença”, explicou Daniel Lima, diretor da orquestra.

Novos horizontes

Professores da nova escola de música no Gama.

A mais ou menos 15km de distância, outra igreja no bairro Ponte Alta Norte, na cidade do Gama – DF, também se interessou pelo projeto e resolveu abrir uma escola de música filial com o apoio e direcionamento dos fundadores da orquestra de Samambaia. A primeira reunião do grupo aconteceu no último sábado, 29, e juntou mais de 50 alunos. “Nós vamos manter as duas escolas simultaneamente. Enquanto eu vou para a igreja do Ponte Alta, para ministrar o curso para os novos alunos, minha esposa continua tocando as aulas em Samambaia. Vamos nos dividindo pra multiplicar, e já temos planos de abrir outra escola de música em uma das igrejas de Ceilândia”, continua Daniel.

Um ministério intencional

 

Primeira reunião no bairro Ponte Alta Norte, no Gama, reúne 50 alunos.

As aulas de instrumentos oferecidas pelo casal Daniel e Rita, e pelos demais professores que foram formados por eles, não possuem apenas objetivos técnicos. A principal ênfase do projeto é a vida espiritual dos participantes. Todas as aulas de música e apresentações do grupo são precedidas por momentos de meditação na palavra de Deus e oração. Essa foi a forma que o casal encontrou para levar Jesus à crianças que não o conheciam e para reacender a chama no coração daqueles que já estavam afastados da igreja. “Hoje nós percebemos que a maior força da orquestra é a manutenção dos jovens na igreja, pois estão sempre envolvidos com as coisas de Deus”, ressalta Rita.
Bianca Gonçalves, 16, ainda não é batizada. Mas frequenta a igreja com a mãe e o irmão desde pequena. “No início, eu ia porque minha mãe me obrigava. Não tinha interesse nas coisas de Deus. Até que comecei a fazer aulas música na igreja e fiz amizade com as pessoas da orquestra. Me senti acolhida. O Daniel e a Rita estão sempre nos apoiando em tudo e chamando atenção quando necessário também”, fala, sorrindo. “A música me trouxe pra mais perto de Deus”, completa a adolescente, que pretende começar a estudar a Bíblia para se batizar em breve.
Já Leandro Gonçalves, 12, irmão de Bianca, afirmou que o envolvimento com a orquestra trouxe um novo sentido para o dia de sábado. “Antes o sábado à tarde era vazio. Agora sempre temos uma ocupação. Vou pra igreja de manhã, à tarde e no domingo, sempre envolvido com a música. E quando a gente toca, também é uma forma de louvarmos a Deus”, menciona.
Mais de 15 crianças e adolescentes não adventistas estão frequentando as aulas de música este ano nas duas unidades e ouvindo sobre Jesus em todas as reuniões.

“Eu e o Daniel somos apenas representantes de um grupo enorme de pessoas que trabalham pra que esses projetos funcionem. Todos são voluntários. Um dia foram alunos, hoje tocam na orquestra e se disponibilizam para ensinar na escola de música. Sem eles, o projeto não aconteceria”, destacou, Rita.

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