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Adventistas votam atualização de documento sobre política

Documento, de 2017, que orienta membros e funcionários a respeito de questões relacionadas à política e eleições passou por alguns ajustes.

Por Felipe Lemos 6 de agosto de 2020

Diretrizes adventistas a respeito do tema foram votadas em comissão de líderes sul-americanos. (Foto: Shutterstock)

O envolvimento político é inerente ao ser humano que vive em sociedade. Uma pesquisa do Center for Strategic and International Studies [1], divulgada em 2018, revelou o comportamento de pessoas em 14 países do mundo a respeito da política. Pelo menos 78%, em média, afirmaram que votaram em uma eleição e 33% disseram que se envolveram com algum evento de campanha. Por conta disso, em 2017, a Igreja Adventista votou um documento que norteia o pensamento da organização sobre o tema.

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Pastores e atividades de política partidária

Neste ano, o documento passa por uma atualização. Há alguns pontos importantes em uma nova versão, aprovada nesta semana pelos membros da Comissão Diretiva da Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul. Na seção que trata dos candidatos adventistas a cargos eletivos, por exemplo, houve alteração. Ficou estabelecido que pastores e outros obreiros, ao decidirem atuar em qualquer atividade direta ou indiretamente relacionada à política partidária, como assessorias, propaganda e publicidade, deverão se desvincular obrigatoriamente do trabalho na organização adventista.

O documento, ainda, estabelece mudanças no caso de pastores jubilados (aposentados), com credencial especial, que optarem por decidir lançar candidatura. Neste caso, ficou definido que a credencial destes pastores estará suspensa enquanto durar o envolvimento com esta atividade.

Manifestações em mídias sociais

Outra mudança importante na atualização do documento sobre política tem relação com as manifestações em mídias sociais. O documento, ao mesmo tempo em que fortalece a livre expressão do pensamento, inclusive em questões políticas, transmite orientações a membros em geral e funcionários que possuem algum tipo de vínculo profissional com a organização adventista.

O documento sugere prudência acerca de opiniões públicas e chama a atenção para a necessidade de compreensão do alcance deste tipo de mensagem em redes sociais virtuais. Além disso, frisa que a organização adventista, sempre que necessário, vai expressar seu posicionamento em relação a temas de interesse social.

Para o pastor Hélio Carnassale, diretor da área de Assuntos Públicos da sede sul-americana adventista, “em pouco mais de dois anos, houve mudanças significativas no cenário político mundial e nacional. Isso nos motivou a fazer uma revisão no documento, especialmente para acrescentar o posicionamento da Igreja referente ao uso das mídias sociais e a política”. Conforme Carnassale, os demais ajustes e adaptações feitos procuram tornar o documento mais adequado e inclusivo.

Veja live de 2018 intitulada O Cristão e as eleições:

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