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ADRA reinaugura sede no Espírito Santo

Localizado na cidade de Cariacica, ampliação favorece melhor atendimento à comunidade

Por Leonardo Saimon 26 de agosto de 2020

Descerramento da fita marca início da reinauguração da sede oficial da ADRA no Espírito Santo (Foto: Davner Toledo)

A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), regional Espírito Santo, reinaugurou a sede oficial da entidade nesta quarta-feira, 26. O prédio está localizado na cidade de Cariacica, na Grande Vitória. Com a ampliação, o local, que tinha 500 metros quadrados, passou a ter pouco mais de 800. O evento contou com a presença de autoridades públicas, eclesiásticas e denominacionais em uma programação que ocorreu em dois momentos: na parte da manhã e no período da tarde.

A regional Espírito Santo é o maior escritório da agência no Brasil e atualmente conta com 970 colaboradores. Cerca de 25 projetos são coordenados pelo poder público em parceria com a ADRA. A ampliação do prédio vai atender aproximadamente 50 colaboradores que fazem parte da equipe administrativa.

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O diretor da agência no Estado, pastor Clairton Oliveira, relembrou os desafios desta ampliação, que durou cerca de um ano e meio. “Assumimos o compromisso de continuar fazendo o nosso melhor pra que tenhamos um mundo cada vez mais igualitário; defendendo e preservando os direitos, socorrendo os vulneráveis, levando pão ao que não tem e ajudando ao que precisa”, sublinhou.

A programação começou com o descerramento da fita e das placas comemorativas e seguiu para as falas gerais das autoridades presentes, como o pastor Erton Köhler, presidente da Igreja Adventista para oito países da América do Sul; pastor Fábio Salles, diretor da ADRA Brasil;  pastor Hiram Kalbermatter, presidente da denominação para os Estados do RJ, MG e ES; Jacqueline Moraes (PSB), vice-governadora do Espírito Santo, e Juninho (PPS), prefeito da cidade de Cariacica (ES).

Vista da fachada da ADRA, localizada em Cariacica.  (Foto: Davner Toledo)

Em nome do poder público no Espírito Santo, a vice-governadora destacou o papel que a entidade tem desempenhado junto à população em uma das cidades com a menor renda per capita do Estado. “Isto nos enche de orgulho por termos, nessa dimensão, uma Igreja séria e comprometida com as causas sociais, ajudando no servir e no cuidar do próximo. Ganha a ADRA e ganha o nosso município com este trabalho de excelência e de comprometimento com o próximo”, pontuou.

A ADRA no Estado do Espírito Santo é uma das agências humanitárias mais antigas da América do Sul e cumpre suas atividades através de termos de colaboração com os municípios da Grande Vitória. Atua na proteção social básica, proteção social especial de média e alta complexidade, caracterizados na área da assistência social.

Autoridades públicas recebem lembranças durante a programação (Fotos: Davner Toledo)

O pastor  Erton Köhler corroborou a importância do trabalho da ADRA ao lembrar que a solidariedade está intimamente ligada à missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia. E reforçou que as conquistas da entidade são resultado de uma Igreja forte.

História de transformação

Um dos destaques da reinauguração ficou por conta da história de Juliana Silva. Um vídeo institucional retratou a infância difícil da capixaba. Após viver uma relação familiar baseada no abuso e no abandono, ela descobriu logo cedo as mazelas de um mundo violento. Viveu na casa de muitas pessoas até completar os 16 anos, quando foi recebida por uma das casas de acolhimento que está sob tutela da ADRA Espírito Santo.

Juliana se emociona ao receber homenageada durante a programação (Foto: Davner Toledo)

“Pra qualquer criança que tem a visão de que vai pra um abrigo é assim, de chorar. Eu cheguei lá chorando. Mesmo grande, com 16 anos, eu cheguei lá chorando. Porque a gente não tem noção de como a gente é tratado lá dentro”, detalha Juliana.

Ali ela finalmente encontrou um lar e, nele, uma família. Acontece que ela estava prestes a completar 18 anos e o trabalho de assistência, a partir desta idade, esbarra em algumas limitações. A preocupação era bilateral: de Juliana e seu futuro incerto e dos profissionais da ADRA em relação à Juliana.

A resposta que Juliana precisava veio do lar que a acolheu. Sua família agora cuidaria dela de uma outra forma, dando a ela uma profissão. A ADRA a contratou e agora ela atua como cuidadora social de uma das casas da instituição. As crianças e adolescentes passaram a enxergar, por meio da capixaba, que o passado não determina o futuro.

Confira fotos da programação: 

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