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Projeto Pegadas incentiva discipulado de pais para filhos no DF

Neste domingo, 10 de abril de 2016, 65 casais estão reunidos no Centro Adventista de Treinamento e Recreação (Catre), em Samambaia, para o lançamento do projeto Pegadas.


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Casais serão responsáveis por incentivar suas igrejas a participar do projeto. [André Azevedo]

Brasília, DF... Em meio a tantas distrações, o desafio de educar os filhos e discipulá-los tem aumentado com o passar dos anos. Por este motivo, neste domingo, 10 de abril de 2016, 65 casais estão reunidos no Centro Adventista de Treinamento e Recreação (Catre), em Samambaia, para o lançamento do projeto Pegadas.

O objetivo é capacitar os pais e chamar a atenção deles para sua maior responsabilidade: guiar os filhos nos caminhos de Deus. “Nós vemos pais se preocupando com tudo. Se você pegar a agenda de uma criança hoje, você vai ver natação, escola, inglês etc. Mas em que momento esse pai estuda a lição da Escola Sabatina com seu filho? Em que momento ele se preocupa em conhecer os professores, os conselheiros de seus filhos e estar com eles na igreja?”, questiona a professora Soraya Kassaoka, diretora do Ministério da Criança e do Adolescente no Planalto Central.

Professora Graciela Hein foi uma das palestrantes. [André Azevedo]

Professora Graciela Hein foi uma das palestrantes. [André Azevedo]

São justamente estas questões que serão trabalhadas durante 36 lições, primeiramente com os pais e as 24 restantes também com os filhos. Os casais presentes no lançamento serão incumbidos de incentivar o projeto nas igrejas locais. Para a implantação do protótipo foram escolhidas congregações do Recanto das Emas, Central de Brasília, Flores de Goiás, Novo Gama, Guará , Valparaíso, Sobradinho e Santo Antônio do Descoberto.

O Pegadas iniciou nos Estados Unidos através da iniciativa do pastor Don McLafferty. Porém a professora Graciela Hein, diretora do Ministério da Criança para toda a América do Sul, explica que a Igreja Adventista do Sétimo Dia também sentiu a necessidade de implementar o projeto nesta parte do globo. “Estamos perdendo nossos jovens, adolescentes e achamos que se nós não cuidarmos das famílias e conscientizarmos os pais para o preparo de seus filhos, nós vamos perder. A igreja pode fazer muito pelos filhos, mas se os pais não fizerem o que eles precisam, a igreja não vai conseguir resgatá-los”, alerta.

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Lucimara percebeu uma grande mudança em sua igreja após o Pegadas. [André Azevedo]

É a segunda vez que o programa é realizado na região do Planalto Central. Há dois anos atrás, Lucimara e seu esposo, o pastor André da Silva, responsáveis por cuidar das congregações do Recanto das Emas, iniciaram o projeto na igreja da 803. Segundo Lucimara, a principal diferença notada no local foi a conscientização da família. “Pai e mãe descobriram o valor de ter um relacionamento com Jesus, um tempo a sós com Deus e depois que eles começaram a assumir essa necessidade, passaram a ver que é fundamental que os filhos também sigam esse passos”, explica. Pais que estavam a ponto de se divorciar também tiveram a família restaurada. E o projeto não vale apenas para quem tem crianças. “Tivemos casos específicos de pais que não tinham comunicação com os filhos, desde que eles nasceram. Os filhos já com 20 anos não tinham acesso aos pais”, conta Lucimara feliz por ter presenciado o estabelecimento da comunicação entre essas famílias mesmo depois de tanto tempo.

Sônia foi a responsável por trazer o projeto para o Brasil. [André Azevedo]

Sônia Rigoli percorre o país orientando pais e professores sobre o projeto. [André Azevedo]

Sônia Rigoli foi quem esteve orientando os casais. A região em que atuava como diretora do Ministério da Criança e do Adolescente foi a primeira a receber o projeto. Por esse motivo, ela percorre o país realizando treinamentos sobre o Pegadas. Segundo Sônia, as atividades mexem com as famílias, porém todo este trabalho reflete na igreja como um todo. “Há uma renovação da vida espiritual, reaviva-se o culto doméstico, o relacionamento familiar. E isso tem levado as famílias a falar para outras, pois a mudança deles provoca reação, as pessoas percebem”, conclui. [Equipe ASN, Pâmela Meireles]