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Projeto instrui crianças a falar do amor de Deus

Pequenos cariocas querem falar mais de Jesus para seus amigos.

Por Fabiana Lopes

Uma das histórias bíblicas preferidas da criançada é a do jovem Davi, relatada no livro de I Samuel, capítulo 17, da Bíblia. O relato conta como o rapaz ruivo, corajoso e destemido derrotou o gigante Golias. Esta história é a inspiração do projeto Grande como Davi, criado pela Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul.

Na região sul do Rio de Janeiro, o treinamento do projeto Grande como Davi teve a participação de 390 crianças, entre 8 a 12 anos de idade, no último dia 08 de abril, no Colégio Adventista de Campo Grande. Muitas vieram de longe, Paraty por exemplo, fica a mais de 200km de distância de Campo Grande, e de lá vieram 10 crianças e 4 adultos.

O objetivo deste projeto é treinar crianças para serem evangelistas mirins, que envolve cinco tipos de ações: oração e estudo da Bíblia (comunhão pessoal da crianças com Deus); testemunho pessoal (obediência e bondade para com o próximo) e público (projeto do carteiro missionário, que entrega folhetos ou revistas infantis com conteúdo cristão); Pequenos Grupos, que devem ser dirigidos pelas crianças com supervisão de um ou mais adultos; o sábado de serviço, que engloba ações como visitas missionárias a amigos que faltaram à Escola Sabatina no sábado pela manhã e outro tipo de visitas; e por fim, ser um evangelista mirim na sua igreja.

Durante o treinamento para as crianças, o pastor Alcemir Malgueira, mencionou as características para que eles sejam bons evangelistas. Passou algumas dicas como: cuidar da aparência (roupas e sapatos limpos, cabelos alinhados, unhas cortadas); ser pontual (não chegar atrasado de forma alguma); apresentar ao público, ser agradável, conhecer bem o conteúdo que vai falar, levar uma colinha com as anotações, caso se esqueça de algo, e o principal: buscar muito a ajuda de Deus para ser usado por Ele e alcançar amigos para Jesus.

Fabíola Guedes, Janice Pareja, Leonardo (Davi) e Peter Miranda (Golias).

A líder do Ministério da Criança da Igreja Adventista do Sétimo Dia para três estados (RJ, ES e MG), Fabíola Guedes, elogiou a organização e o dinamismo do programa. “Acredito que este programa alcançou o coração destas crianças e juvenis. Temos diversos tipos de estímulos para que eles participem ativamente nas cinco áreas que foram trabalhadas. Oramos para todos se unam em prol das crianças: a igreja – dando oportunidade para que eles possam participar; os pais – motivados e com uma visão clara da função de discipuladores de seus filhos; e os professores – dedicados e diligentes com suas responsabilidades com seus alunos da Escola Sabatina.

“As crianças têm muita energia, e mesmo no final do evento, quando já tinham participado da parte recreativa, elas ainda tinham energia de sobra para correr e brincar mais um pouco”, relata Cleuza Gomes, que fez parte da equipe de apoio.

O evento contou com algumas palestras, encenações, muita música e entrega de materiais com um bóton para cada criança e juvenil que participou. “As crianças não precisam de muita teoria, uma encenação, algumas músicas e duas palestras, no máximo são suficientes para elas. Sabemos que elas gostam de brincar, mas uma menina comentou comigo que adorou as ‘dicas dadas para fazer um sermão’. Acredito que elas saíram motivadas a serem evangelizadores mirins”, comenta Janice Pareja, líder do Ministério da Criança para a região sul do Rio de Janeiro.

O evangelista mirim de 7 anos

Leo com sua mãe Eliane, o evangelista mirim que troca qualquer parque por uma livraria.

Leonardo Victor Silva dos Santos tem apenas 7 anos e começou a pregar no ano passado durante um culto jovem, na Igreja Adventista do Sétimo Dia de Santa Luzia, onde sua mãe congregava. Atualmente, eles são membros da Igreja Adventista em Campo Grande, onde ele continua desenvolvendo este talento. “Quer vê-lo feliz? Basta dar um livro novo! Leo ama as histórias da Bíblia e troca qualquer parque por uma livraria. Sua brincadeira predileta é viver os personagens bíblicos, ouvindo músicas ou histórias com as roupas que fiz para ele”, salienta Eliane Silva, sua mãe.

Eliane relembra que quando soube da gravidez, comprou juntamente com o pai, Jacson Gomes, a lição do Rol do Berço, que ela contava todos os dias as histórias para ele. “Eu prego desde que entrei para a igreja na minha adolescência. Leo também sempre acompanhou seu tio pregando e acho que esta junção de fatores fez com que ele se interessasse por isso”, conta a mãe, que fez a gravação do pequeno Leo participando no Grande como Davi, veja: https://youtu.be/fK-vfBVQ5Ds

Eliane agradece a ajuda que sempre recebeu dos tios de sangue e das professoras da Escola Sabatina, a influência positiva deles certamente ajudou o Leo a se tornar a criança que ele é hoje.

No final do evento, as crianças receberam materiais para poderem desenvolver seu próprio Pequeno Grupo e um bóton. Muitos deles saíram falando que queriam fazer até semana de oração em suas igrejas.

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