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Inclusão

“Lugar de autista é em todo lugar”, destaca diretora do MAP em Campo Bom no RS

Igreja adventista realiza palestra a membros no Dia Mundial de Conscientização do Autismo


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Membros se reúnem em prol do Dia Mundial de Conscientização do Autismo.

No último sábado (02), Dia Mundial de Conscientização do Autismo, a igreja adventista central de Campo Bom, no Norte do Rio Grande do Sul, se vestiu de “azul” a favor da causa do Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões de comportamentos repetitivos e dificuldade na interação social.

Desde a recepção da igreja, onde foram entregues adesivos com o símbolo do autismo, até a nave da congregação, todos estavam vestidos de azul, cor da logo oficial do autismo, para prestigiar o momento. A igreja foi decorada por Yasmin Ferraz Maciel, mãe de Antony Ferraz Maciel (04), garoto autista que motivou o evento.

Antony e sua família

A psicopedagoga e professora do AEE (Atendimento Educacional Especializado), Lia Isabel de Oliveira, que é membro do RAAFA (Rede de Apoio Adventista a Família Autista), realizou uma palestra educativa e de conscientização.  A psicopedagoga também faz parte da diretoria do MAP (Ministério Adventista das Possibilidades) em Campo Bom, juntamente com sua filha, Emily Adrielle Cardoso (25), que é surda oralizada e sinalizante.

Em sua fala, Lia frisou a importância de os membros da igreja estarem preparados para receber pessoas com autismo, não só as crianças, mas também adolescentes, jovens e adultos. Destacou ainda, a incidência de autismo entre crianças, significado da cor azul, história para as crianças dentro da temática do autismo e entrega de material explicativo no final.

Emily Adrielle, filha de Lia.

Inclusão para todos

Para Lia, o maior exemplo de inclusão é Jesus, que demonstrava amor pelas pessoas, curando e realizando milagres. E considera “importante esclarecer, pois, se algum familiar conhece alguém com as mesmas características pode começar a investigar. Precisamos divulgar. Esse tema deve estar presente nas igrejas”, fala a professora.

O que despertou o interesse da psicopedagoga em realizar a programação, foi o fato de ter Antony e a família dele na igreja central de Campo Bom.

Antony e sua família com Lia, ao centro, organizadora do programa.

Uma família acolhida

A família de Antony também se envolveu na programação decorando a recepção da igreja e levou um livro que explica o que é o autismo, distribuído às famílias presentes. De forma lúdica e divertida, o material traz figuras para colagem, onde crianças e pais podem aprender juntos sobre o autismo. Clique aqui e baixe o livro Conhecendo o Autismo!

Gilberto Dias Maciel, pai de Antony, já realizou palestras em algumas escolas da região abordando o autismo para crianças e para os educadores. Segundo ele, “pais de autista sempre procuram ajuda. O que pudermos fazer para ajudar outras pessoas a gente vai fazer”, enfatiza.

Antony foi diagnosticado com autismo aos três anos de idade devido à procura dos pais por um fonoaudiólogo, quando perceberam o atraso em sua fala com um ano e meio. Para os pais "nunca foi um problema ter um filho autista, pelo contrário, entendemos ser uma bênção de Deus que foi colocada em nossa família. Nunca rejeitamos e sempre houve aceitação”, analisa.

Membros da igreja oram pela família de Antony.

O maior desejo de Yasmim é que seu filho seja amado, compreendido e incluso nas atividades, de forma que consiga participar. Segundo ela, o programa foi muito importante por transmitir conhecimento, ensinar como olhar, lidar e ter empatia com os autistas. Além disso, esclareceu dúvidas sobre o autismo, que muitas vezes é mal compreendido ou visto como uma desculpa para o “mal comportamento”.

Yasmim ainda destaca, que fez toda a diferença para eles como família, "porque nos sentimos seguros em ir à igreja e ver que o Thony é bem recebido e amado.” A mãe relata que, desde que Antony era bebê, sempre foram bem acolhidos, e ressalta a importância de o assunto ser cada vez mais falado e ensinado na igreja. Seu desejo é "que tenha mais desses eventos e que possamos cada vez mais preparar a igreja para receber outras famílias autistas”, encerra.


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