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Comunidades rurais e indígenas recebem doações durante a Páscoa

Em Porto Seguro e região, ação solidária realizada durante o Mutirão da Páscoa atendeu cerca de 72 famílias das comunidades indígenas e rurais


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Taiane Ferreira do Espírito Santo faz parte da tribo Etnia Pataxó, seu nome indígena é Thayamehy Pataxó que significa Raio de Sol Feliz. (Foto: Gabriela Carvalho)

Em aldeias e comunidades localizadas na região turística de Porto Seguro, na Bahia, conhecida como a Costa do Descobrimento, tribos indígenas e comunidades rurais foram duramente afetadas pela pandemia da Covid-19. Parte do artesanato local é feito pelas comunidades indígenas de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, que abrange pelo menos 14 tribos locais e cerca de 9 mil índios, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a chegada da pandemia e as restrições de viagens, o turismo na região diminuiu, e o cenário que se viu foram famílias com o sustento comprometido.

A Igreja Adventista na localidade mobilizou uma ação de arrecadação de alimentos como parte da campanha do Mutirão de Páscoa, e neste ano contou com a parceria de instituições educacionais e humanitárias ligadas à igreja e teve o foco voltado para região sul e extremo sul da Bahia, com distribuição de cestas básicas para famílias economicamente vulneráveis. Através da iniciativa, cerca de 72 famílias foram beneficiadas nas aldeias Mirapé, Juerana, Nova Coroa, Novos Guerreiros, Agricultura, Arueira e Aldeia Velha.

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Segundo Gabriela Carvalho, que coordenou a ação de arrecadação e distribuição de cestas básicas para famílias desta região, a realidade desse povo faz parte da estatística das famílias afetadas pelo desemprego na pandemia. “Durante a pandemia, está difícil para a comunidade indígena trabalhar, pois muitos deles produzem e dependem da arte para o seu sustento. Eles vivem do artesanato. Como é proibido a caça, então eles estão vivendo de ajuda, doações. Alguns são aposentados e tem mantido suas famílias com isso”, explica.

Gabriela (direita), Thayamehy Pataxó e Goyspã durante a ação de voluntários. (Foto: Gabriela Carvalho)

Gabriela conta que ao realizar a entrega das cestas, receberam agradecimentos pelo gesto. “Foi muito importante para nosso povo Pataxó receber essa ajuda. Agradecemos o trabalho que a Igreja desenvolve conosco. Estamos muito gratos”, destaca Goyspã, que no idioma de sua tribo significa companheiro.

A experiência de coordenar a ação motivou Gabriela a continuar fazendo mais por comunidades carentes. “Eu não tinha até o envolvimento em ações voltadas para as tribos indígenas, mas agora vejo a necessidade de contribuir ainda mais com esse povo. A Igreja agiu no momento certo. Não esquecerei de cada sorriso”, conta.

Líderes à frente da iniciativa com a diretora Telma e a psicóloga Taine Albernaz, do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), em Porto Seguro (Foto: Norma Portugal)

Para o pastor Davi França, secretário executivo da Igreja Adventista do Sétimo Dia para os Estados da Bahia e Sergipe, essa iniciativa faz parte de um trabalho desenvolvido na região com as tribos, e veio para somar mais ainda no atual momento de crise. “A Igreja se uniu ao esforço dos irmãos, dos líderes, dos pastores e das instituições, para fazer chegar até essas tribos um pouquinho de alimento. Estamos demonstrando que o evangelho não é apenas espiritual: ele tem a ver com o dia a dia das pessoas, tem que transformar a vida das pessoas. E nós vemos que uns estão sendo transformados por ajudar, e outros serão transformados por receber ajuda. Ficamos felizes em poder participar e entendemos que a Igreja está, assim, cumprindo o papel social de aliviar o sofrimento das pessoas”, reforça França.