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Vítima de abuso escreve livro como forma de ajudar outras vítimas

“Encorajada” é nome da obra que ainda não foi publicada.

Por Dayane Nascimento 26 de agosto de 2019

Francielle compartilhou um pouco da sua história durante o 1º Simpósio Quebrando o Silêncio, em Cuiabá [Foto: Marciélen Campos]

Quando relembra o que passou durante boa parte da infância, dentro da própria casa, a voz de Francielle Alves de Souza fica embargada. Mas, em meio a emoção é possível perceber muita força e disposição de contar a própria história quantas vezes forem necessárias para que outras crianças e adolescentes não sejam vítimas de abuso sexual.

“Eu sou uma vencedora!”, declara. “Por ter essa certeza, decidi escrever um livro para que as pessoas saibam que o abuso sexual infantil é, infelizmente, uma realidade”, conta. No registro, Francielle relata com detalhes o que viveu dos 7 até por volta dos 14 anos de idade e revela, ainda, que a irmã e a sobrinha também passaram pela mesma situação de violência.

À obra, ainda não publicada, Francielle deu o nome Encorajada. “Houve momentos em que precisei de muita coragem para seguir em frente, mover montanhas, me levantar e procurar a justiça que cabia na época”, explica. “As vítimas de abuso sexual não podem desistir! Devem pedir ajuda a alguém de confiança, buscar justiça e tratamento psicológico”, recomenda.

O 1º Simpósio Quebrando o Silêncio reuniu pais, educadores, psicólogos, assistentes sociais, dentre outros profissionais que lidam diretamente com crianças e adolescentes [Foto: Edilson Proença]

Francielle compartilhou um pouco da sua história durante o 1º Simpósio Quebrando o Silêncio, realizado na última quinta-feira (22), em Cuiabá. Com o tema Abuso: debater para prevenir, o evento reuniu pais, educadores, psicólogos, assistentes sociais, dentre outros profissionais que lidam diretamente com crianças e adolescentes.

Em sua palestra, a pedagoga Isabel Passos, apresentou os sinais mais frequentes que a vítima de abuso apresenta e como lidar com a situação. “Por isso a importância de, sobretudo, os professores serem instrumentalizados com informações acerca dessa realidade, pois costumam ter muita influência e confiança de seus alunos”, explica Passos, que também é terapeuta sexual sistêmica, formada pela Escola de Milão, na Itália, e mestranda em Psicologia Social pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, de Petrolina (PE).

De acordo com a líder do Ministério da Mulher e organizadora do 1º Simpósio Quebrando o Silêncio, Regená Baptista, o evento foi a oportunidade de equalizar o projeto para a sociedade. “Quando tiramos um tempo para dialogar e debater um assunto tão delicado, também estamos quebrando o silêncio. Nós precisamos falar sobre abuso e, dessa maneira, coibi-lo”, pontua.

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