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Série OYiM: Português e inglês: línguas que aproximam

Jennifer era muito tímida, Alyssa tinha cabelos muito longos e Letícia aprecia a língua inglesa. Saiba os desafios destas jovens, que são missionárias do projeto OYiM.

Por Fabiana Lopes

Um Ano em Missão – OYiM (One Year in Mission)

Neste ano, são 14 missionários do OYiM na região sul do RJ.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita que todo jovem tem uma chama missionária em seu coração. O OYiM promove a participação de jovens adventistas na pregação do evangelho em centros urbanos de oito países da América do Sul, unindo seus talentos, recursos e conhecimento profissional com as necessidades das comunidades.

Durante um ano estes jovens dedicam suas vidas para cumprir a ordem deixada por Jesus na passagem de Marcos 16:15 “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho”.  Ao participar deste projeto, cada jovem tem experiências marcantes para toda a vida. Seja através das amizades, das histórias de vida que vai conhecer e de poder transformar o que faz de melhor em seu ministério.

Para saber mais sobre o projeto clique aqui. e para se inscrever acesse: Pré-seleção.

Português e inglês: línguas que aproximam

Jennifer. Leticia e Alyssa agora são inseparáveis. (esq. para dir.)

Jennifer Haley Doles é uma jovem norte-americana do estado do Arizona. Com seus 21 anos, ela cursava em 2017 o segundo ano da faculdade de Biologia na Pacifc Union College, na Califórnia USA, quando sentiu um forte desejo de se tornar uma missionária fora de seu país.

Na PUC Jennifer procurou Fabio Maia, que é o Coordenador dos Projetos do Departamentos de Missões, tanto para os Estados Unidos como para outros países. Ao se oferecer como missionária, ele comentou que precisavam de alguém com o perfil dela no Brasil. Ela gostou da ideia, porém seus pais não. Sua segunda opção foi ir para Filipinas e Jennifer enviou a documentação, mas não obteve o retorno. Neste meio tempo, a ilha para onde Jennifer iria entrou em guerra com a Coreia do Norte, o que fez os pais da jovem desistirem por completo de autorizar sua ida para lá.

Mas o desejo em seu coração continuava forte e ela voltou a falar com os pais sobre o Brasil, e eles finalmente aceitaram.

Jennifer conta que seu voo durou 15 horas e quando o avião aterrissou, caiu a ficha de que ela realmente estava no Brasil. Era o dia 19 de outubro de 2017. “Foi um misto de ansiedade por tudo que iria acontecer, se iria me adaptar, gostar e principalmente: ser usada por Deus para alcançar pessoas no novo país”, comenta. No caminho do aeroporto até em casa, o pastor que buscou Jennifer levou-a para lanchar num Shopping e ela achou estranho o fato de tocarem tantas músicas em inglês ali.

Leticia: uma carioca que ajudou na comunicação e se apaixonou pelo projeto

Letícia Torres tem 19 anos e é uma carioca que gosta de falar inglês, língua que começou a estudar sozinha desde seus 11 anos. “Sempre gostei de inglês, desde pequena. Eu ouvia músicas, lia livros, assistia filmes e também tive a oportunidade de conhecer amigos que falavam em inglês. Aos poucos, minha fluência foi aumentando”, relata Letícia.

Em 2017 ela foi voluntária no Espaço Novo Tempo de Campo Grande dois dias por semana, auxiliando na classe de inglês ou onde fosse preciso. No final do ano passado, após entrar em período de férias, ela passou a ajudar de quarta a sábado, ficando inclusive, na casa dos missionários para facilitar a comunicação entre todos. E acompanhava Jennifer e o outro missionário norte-americano nas aulas de inglês nos bairros: Campo Grande, Recreio e Taquara.

“Eu sempre senti o desejo no meu coração de ajudar às pessoas e fazer mais, e através do contato com os missionários em 2017 isso ficou mais forte, então eu decidi que queria ser mais do que só um membro de igreja, sabe? Eu queria me envolver no serviço de Deus integralmente, e como uma expressão que eu gosto muito: ‘Extender’ o abraço de Cristo às pessoas”, relata Letícia.

Jennifer e sua timidez

Jennifer nunca havia dado aulas antes, até por que ela sempre foi muito tímida. Suas primeiras experiências como professora foram desafiadoras, mas ela foi sentindo o gostinho de passar a informação e ficou feliz em ver as pessoas aprendendo, e isso a deixou muito realizada.

Uma das coisas que Jennifer diz ter sido beneficiada pelo projeto é o fato de que agora ela sente mais facilidade para falar em público. Para Jennifer, foi muito importante ter alguém para ajudá-la com a nova imersão cultural, essa transição foi mais fácil com a ajuda da Letícia.

Alyssa: seu cabelo longo a ajudou a concretizar o sonho

Com o corte do cabelo, Alyssa conseguiu mais de 500 dólares.

Alyssa Monique Palomino Hidalgo tem 20 anos e é natural San Diego, Califórnia, EUA. Em alguns períodos de férias, ela trabalhou como colportora. No último verão, junho de 2017, ela atuou como monitora de acampamento e foi nesta ocasião que ela sentiu o desejo de ser missionária. Porém, ela ignorou o desejo, pois já havia sido missionária por alguns curtos períodos perto de sua casa.

Ela voltou para a Pacific Union College, onde cursava há dois anos e meio Business Health Administration, ou seja, Administração com enfoque na área de Saúde. Neste período, aconteceram algumas coisas envolvendo sua família que tocaram seu coração pra que ela fosse uma missionária longe de casa e por longo período. Numa visita que fez ao irmão, ela conheceu alguns missionários e isso tocou novamente seu coração.

Em novembro de 2017, Alyssa decidiu falar com o Fábio, a despeito de sua teimosa resistência ao chamado. Inacreditavelmente, ele respondeu ao e-mail dela em dois minutos, o que já a deixou bastante surpresa. Alguns dias depois deste primeiro contato, ela se encontrou com Fabio e ao ouvir sobre o projeto, chorou de emoção. “Senti que era realmente aquilo que eu deveria fazer. Foi muito bom, senti que eu poderia ser útil, mas eu ficava pensando se conseguiria ficar tão longe da minha família”, descreve Alyssa.

Foi quando surgiu o problema financeiro. Alyssa orou e pediu a Deus que se fosse realmente da vontade dEle, portas seriam abertas. Ela conversou com seu pastor e em dois dias sua igreja arrecadou dois mil dólares. Mas ainda faltava um pouco. Foi quando ela sentiu Deus falando: “corte seu cabelo”, que, na época, era abaixo da cintura. Alyssa obedeceu e conseguiu mais uns 500 dólares com seu cabelo. O que faltava, seus pais completaram e puderam dar início ao processo de compra de passagens, visto e outras despesas.

Tudo começou a acontecer muito rápido. O visto, por exemplo, foi resolvido em 2 semanas. As passagens encontradas por um ótimo preço e quando chegou o mês de janeiro, tudo já estava resolvido. Ela embarcou no dia 5 de janeiro e chegou ao Brasil dia 6.

Ao chegar no aeroporto, Alyssa estranhou todo aquele povo falando português, alguns em espanhol. Além da saudade da família, a maior dificuldade dela tem sido a língua, pois ela nunca tinha tido nenhum contato com a língua portuguesa, apesar de já conhecer a cultura latina por parte dos avós paternos e maternos. Para Alyssa, a adaptação foi mais fácil pelo fato de haver poucas pessoas na casa dos missionários, e o ambiente estava muito familiar.

Tudo coopera para o bem

Tanto Jennifer quanto Alyssa são muito apegadas às famílias. No aniversário de Jennifer, (18/11), ela ficou muito feliz com a surpresa que os amigos missionários e da igreja fizeram. Foram a uma pizzaria com direito a bolo e o restaurante inteiro cantou parabéns para ela. “Foi maravilhoso, pois senti o calor dos novos amigos e isso fez muita diferença na minha vida”, diz Jennifer.

Apesar do nervosismo inicial, Alyssa está feliz em compartilhar seu conhecimento de inglês com os cariocas. “É uma sensação muito especial de poder transmitir Jesus através das aulas. Sei que serei mais do que apenas uma professora, mas também uma aluna, por que todos estamos aprendendo. Somos jovens animados para falar de Jesus e me sinto animada ao trocar experiências e transmitir algo de bom às pessoas. Meu desejo é que as pessoas vejam Jesus através de mim.”

Jennifer não conhecia os Centros de Influência e amou este projeto. “É uma maneira muito eficaz de falar de Jesus indiretamente, através da vida, do exemplo e isso tem dado muito resultado. Às vezes as pessoas têm aquele bloqueio com a igreja e é muito especial quando as pessoas expõem suas necessidades e acabam dando abertura para ouvir de Jesus, o projeto abre muitas portas”, destaca Jennifer.

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