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Rotina de um ancião vai além de pregar e fazer reuniões

Líder local encoraja a congregação a participar de atividades que estimulam a comunhão, o relacionamento e a missão.


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Anderson é ancião na Igreja Adventista de Tatuquara

Curitiba, PR... [ASN] A filosofia cristã do amor ao próximo está sendo conhecida em uma comunidade de famílias de baixa renda em Curitiba, capital do Paraná. Os adventistas que congregam no bairro Tatuquara ajudam com doações de recursos, alimentos, roupas e atenção, principalmente para as crianças. A partir dessa aproximação com os adventistas, as crianças da comunidade participam de classes de estudo da Bíblia promovida pelo Clube de Desbravadores e são alunos da Escola Sabatina. Nos sábados pela manhã, a igreja fica repleta de crianças. A mensagem de esperança dos adventistas está chegando aos adultos por meio dos meninos e meninas. No mês de julho, uma casa que fica no meio da comunidade será o ponto de encontro para um grupo de estudos da Bíblia com os pais das famílias.

Entre os responsáveis pela iniciativa está o ancião Anderson de Amorim Pereira. A definição popular diz que ancião é uma pessoa de idade avançada, respeitável e que assume o papel de conselheira em uma comunidade. Anderson está longe de ser idoso, mas é experiente. Aos 37 anos, há 12 é ancião da Igreja Adventista do Sétimo Dia, onde a função se trata de um líder local, representante do pastor, com a responsabilidade de dirigir a congregação. Os adventistas lembram dessa função importante nas suas congregações locais nesse dia 20 de junho.

As ações na comunidade refletem o que a igreja promove dentro do templo. E o ancião tem parte fundamental nisso. Entre as suas atribuições, o estímulo aos demais fiéis para que desenvolvam a comunhão com Deus é uma das mais importantes. “Visito as famílias da igreja, converso com eles, estudamos a Bíblia, oramos juntos e os oriento a realizarem o culto familiar com seus filhos, terem o momento para sua devoção pessoal”, conta Anderson, que também é o responsável pelo Ministério da Família e integrante da equipe de Reavivamento Espiritual, grupo que promove a busca profunda pela espiritualidade nas igrejas da região.

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O ancião é também diretor de Ministério da Família

Acompanhamento sempre

Acompanhar o trabalho de todos os departamentos da igreja e prestar o suporte necessário faz parte do serviço de um ancião. “Quando o membro está executando algum trabalho, você deve apoiá-lo, dar suporte para que ele consiga se manter firme no seu trabalho. Para isso, você tem que se doar um pouco, pois não é somente em momentos alegres que você motiva o membro, nas horas difíceis você também precisar estar ao lado dele. E isto faz uma diferença muito grande”, observa Pereira.

As atividades de uma ancião ativo é especial nos finais de semana. Para ele, o sábado é um dia especial e o auge da semana quando se trata de comunhão com Deus, relacionamento com os outros e atividades missionárias. A rotina na parte da manhã é intensa, com participação na Escola Sabatina e direção e organização do culto. O almoço é o momento de receber ou ser recebido por alguma família da igreja ou amigo que esteja conhecendo a congregação. Isso quando não há almoço coletivo nas dependências do tempo, o chamado “junta panelas”, em que cada participante leva um prato a ser compartilhado com os demais. A parte da tarde é dedicada ao serviço missionário ou visitação de membros, além de programações especiais ou planejamento de atividades com algum departamento.

No restante da semana, o microempresário faz de sua casa uma pequena igreja, com o culto familiar diário e o estudo da Lição da Escola Sabatina junto com os filhos. E a missão não fica de lado. Após os cultos de quarta-feira, ele estuda a Bíblia com um jovem. Já na sexta-feira, o compromisso é dividido: quando não está no ensaio do coral, o encontro é com o pessoal do projeto Geração 148. A juventude, aliás, é um grupo pelo qual Anderson tem um carinho especial. Não à toa é professor dos adolescentes na Escola Sabatina e atua como coordenador dos jovens adventistas da região.

“Com os jovens e adolescentes é um trabalho muito gostoso. Pois, além de realizarmos momentos recreativos, como bate-papo e pipocada, cumprimos alguns desafios que os ajudam a se envolver com a missão da Igreja”, diz o ancião. Os frutos dessa dedicação não demoraram a aparecer, como ele mesmo conta: “Recentemente, duas jovens estavam vindo de forma tímida e acanhada para a igreja. Começamos um trabalho com as meninas, chamando-as para participar das atividades e momentos de estudo da Bíblia. Uma delas pediu para ser batizada na semana passada”.

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O trabalho com os jovens é um dos preferidos de Anderson.

“Não preciso de um cargo para trabalhar para Deus, mas esta função me possibilita diretamente a ajudar outras pessoas a estarem mais próximas de Cristo. Quando se faz uma visita a alguém que está aflito e angustiado, você ora, lê alguns versos da Bíblia e principalmente escuta aquela pessoa. No final, você sente que aquela pessoa está mais tranquila e com esperança! Dá para sentir que você foi um instrumento nas mãos de Deus para levar esperança para aquela casa. Isso não tem o que pague”, afirma Anderson ao explicar um pouco do sentimento de ser um ancião. [Equipe ASN, Gustavo Cidral]