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Richard Figueredo conta sua trajetória e revela os objetivos que sonha alcançar para o Tocantins

Com uma vasta experiência no Ministério de Publicações, Figueredo dará continuidade no trabalho já realizado e tem sonhos para nova geração do Tocantins

Por Gabriela Porto 13 de junho de 2019

A Missão do Tocantins está com novo presidente. Desde novembro de 2012, Richard Figueredo, estava como líder do Ministério de Publicações na União Centro Oeste Brasileira (UCOB), no qual atuou até maio de 2019, recebendo após esse período o chamado para assumir a administração do campo da Missão do Tocantins, além da pasta de presidência, Figueredo assumirá as pastas de Missão Global e Mordomia Cristã.

 

Gabriela Porto – Apesar de muitas pessoas te conhecerem por sempre estar à frente da liderança do Ministério de publicações para todo Centro Oeste, nos fale sobre você. Quem é Richard Figueredo?

 

Richard Figueredo – Sou natural de Curitiba, capital do Paraná, tenho dois irmãos, vim de uma família católica e minha família se converteu quando eu tinha 4 anos de idade, aos doze anos eu me batizei. Minha família era muito rica, tinha muitas posses e no ano de 1995 eu fui estudar no internato, e nesse mesmo ano veio o plano real e meu pai perdeu tudo que tinha, e agora de aluno mais rico do colégio eu me tornei o mais pobre e nesse contexto surgiu a oportunidade de colportar para pagar meus estudos. Não imaginava que um dia seria um pastor. Após um período colportando eu ganhei uma bolsa, naquela época não tinha com facilidade acesso a computador, e no colégio tinha apenas um e como eu sabia mexer fui contratado para ser auxiliar digitando os sermões de um pastor lá no IAP (Instituto Adventista Paranaense), como eu fiz datilografia (risos), eu digitava sem olhar o teclado, tinha uns trezentos sermões, digitava sem olhar sem pensar. Acredito que aquelas palavras começaram a entrar em meu coração, e em um certo momento eu deixei de só digitar, e comecei a ler antes. Então eu lia e só depois digitava. Gosto de dizer que minha conversão foi digitando sermões, foi ali que encontrei Cristo. Orei a Deus para que a vontade Dele fosse feita, e Ele começou a abrir as portas e então comecei o curso de teologia em 1998 no Novo IAE, hoje UNASP campus II – Engenheiro Coelho e em 2001 comecei meu ministério na obra.

Gabriela Porto – Conte um pouco sobre sua experiência com o ministério de publicações.

Como mencionado, eu tinha uma necessidade de pagar o colégio, e algumas características pessoais, como por exemplo, cresci no meio de uma família de comerciantes, então acredito que isso me ajudou a me envolver com vendas. Apenas alinhei esse talento natural e coloquei nas mãos de Deus, Ele transformou isso em um dom para eu distribuir literaturas através da colportagem. Aos 17 anos fui convidado para liderar equipes e fiquei à frente até os 21 anos quando me formei, e já recebi um chamado para ser diretor associado de publicações e logo em seguida diretor de publicações. Minha vida passou a ser Ministério de Publicações, hoje já são quase duas décadas na colportagem e fui muito abençoado através desse ministério.

 Gabriela Porto – Mudanças são sempre surpreendentes, como foi receber a notícia da transferência e qual é o maior desafio que você tem enfrentado nessa nova etapa? Considerando que você está saindo da liderança de um ministério exercido por um longo período para agora assumir a administração e liderança de um campo.

Richard Figueredo – Recebi com muito choque. Realmente eu não esperava, estava no meio da comissão, e quando levantaram meu nome por indicação, fiquei pálido, até me levantei, ao retornar, foi anunciado que havia sido aprovado meu nome. Surgi perguntas, não é mesmo? (risos). “Senhor, o que quer para minha vida?”. Porque venho de uma carreira de um lado ministerial, e agora uma mudança, então de primeira foi o choque, (risos), e depois a sensação de ser pequeno, por mais que eu tenha 18 anos de obra, essa é a única sensação que dá, pela responsabilidade tremenda.

O desafio da parte administrativa já é uma trajetória desde o ministério de publicações, que é uma pasta forte com relação a organização e administração. Mas o grande desafio que sinto é a mobilização de uma igreja e pastores para cumprir uma missão. O mundo hoje está muito secularizado, pessoas estão cada vez mais amantes desse mundo é o estar na igreja no sábado, mas durante a semana fora dela. E esse é o nosso desafio, e sei que preciso muito de Deus e de sua ajuda, e com muita humildade e oração para cumprir esse chamado e essa tarefa que me foi confiada.

Gabriela Porto – Quais são seus objetivos para expandir o trabalho e avanço do evangelho no Tocantins?

Richard Figueredo – O Tocantins é um Estado muito fértil para o evangelho. A igreja vem crescendo, a missão está completando dez anos. Tínhamos seis mil e quinhentos membros no início, hoje temos cerca de quatorze mil adventistas, éramos onze distritos, hoje somos vinte e três distritos pastorais. Por isso, acreditamos que esse é um campo fértil para a obra do evangelho, pelo ótimo trabalho já realizado por líderes e pastores que passaram pelo Estado, nosso desafio é continuar com essa mesma força evangelizadora, precisamos de uma geração missionária, precisamos de adolescentes, jovens, adultos e dos mais experientes, precisamos de uma igreja mobilizada para missão, assim conseguiremos expandir o reino. Vamos sonhar alto, colocar nas mãos de Deus e estar juntos.

Gabriela Porto – Você disse que o foco é a nova geração, de que forma o trabalho de discipulado, evangelismo, missão, que é a visão do projeto juntos desse ano, seja relevante para o público diante da tendência de tantas novidades do meio secular?

Richard Figueredo – A fórmula é simples e bíblica, oportunidade aos jovens. Olha o que Deus fez, Ele deu oportunidade a José, ele era um jovem. Deus deu oportunidade a Davi, um jovem, deu oportunidade a Daniel, um jovem, Deus deu oportunidade a Ellen White, era uma jovem também. Você vê durante toda a história, Deus dando oportunidade aos jovens. A primeira coisa a ser feita, dar um empoderamento a essa nova geração, é dar oportunidade e as ferramentas e as chaves da igreja, para que esses jovens tenha o papel bíblico, do antigo e novo testamento que Deus confiou. Deus disse que nos últimos tempos, Ele usará os jovens, então precisamos dar essa autoridade aos jovens, e assim eles estarão incentivados a estar na missão. E todos mencionados, José, Davi, Daniel e Ellen White foram jovens empoderados para um objetivo e missão. Nossos jovens precisam entender que eles não estão nesse mundo apenas para conquistar bens materiais, mas estão aqui para levantar uma geração de missionários. E Deus disse que derramará o seu Espírito Santo e os concederá poder. E que nossa geração possa cumprir esse papel profético que Deus deixou.

Gabriela Porto – O Tocantins é uma beleza indescritível, você vai encontrar uma cultura diversificada, podemos destacar o minucioso trabalho com aldeias, por exemplo, da ilha do bananal até o extremo norte com as tribos apynajés. E aqui no Tocantins, tem lugares que você só conseguirá chegar de balsa ou de voadeira. A pergunta é, o Richard é aventureiro?

Richard Figueredo – (Risos) Sim, o Richard é aventureiro. O colportor é aventureiro, e estou disposto a ir a qualquer lugar para alcançar e salvar almas, Deus já me deu muitos privilégios de passar boas aventuras para cumprir a missão e eu vou com alegria. O Tocantins é o coração do Brasil, aqui é o centro do Brasil, nós temos culturas diversas, regiões aqui que se parecem mais com norte, outras com nordeste, centro e até do sul encontramos pessoas, então é uma mistura de culturas e uma mistura de aventuras, lugares e belezas naturais que com muita alegria vamos chegar a cada uma delas. E não só levar o evangelho, mas podemos aproveita dessas belezas que Deus nos deu, e que aqui no Estado são únicas e nem todos os Estados tem o privilégio de ter as belezas que tem o Tocantins.  (risos)

Gabriela Porto – Como presidente da Missão do Tocantins e Pastor dessa igreja deixe um recado para os amigos e irmãos

Richard Figueredo – O meu recado é o seguinte, nós estamos aqui para cumprir uma missão, Jesus disse: “Ide e fazei discípulos” (Mateus 28:19), nossa missão é fazer discípulos. Discípulo tem três aspectos: o primeiro, juntos aprendemos a amar a Deus. Precisamos aprender a ser amigos de Deus, existe uma multidão que está dentro da igreja, mas não ama a Deus, nossos esforços é para criarmos uma rede de apoio mútuo. Crescer em nossa vida espiritual. Segundo o discípulo é aquele que tem um relacionamento e amor com próximo. O melhor ambiente é dentro das pequenas comunidades, onde as pessoas se conhecem, sabem seu nome, ali elas são cuidadas. Queremos avançar para que essas pequenas comunidades que chamamos de pequenos grupos continuem a crescer e desenvolver e acreditamos que esse é o melhor ambiente para desenvolver um trabalho de discipulado. E por fim, um discípulo está em busca de salvar almas. Não faz sentido estarmos só na igreja por nós mesmo, nosso sentido de vida é ir em busca do próximo, em busca do outro, em busca do perdido. Nós temos como igreja adventista, uma missão profética de dizer a todos que em breve Jesus voltará, vamos juntos em busca de discípulos, sendo discípulos, com muita humildade Deus vai derramar as suas bênçãos e o seu Espírito sobre nós. Esse é o meu desejo para toda igreja no Tocantins.

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