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Pequeno Grupo de crianças acolhe irmãos que têm a mãe em estado terminal

Igreja também tem oferecido assistência à família

Por Ayanne Karoline

O grupo está organizando uma festa de aniversário para o mais velho dos irmãos, Stephan (sentado, de camisa branca)

Os últimos dias não estão sendo fáceis para Stephany, Stevan e Stephan, que têm 3, 9 e 10 anos de idade, respectivamente. A mãe está internada no hospital em estado irreversível, um tio e amigos se revezam para prestar cuidados necessários, e a avó, que também cuida deles, perdeu a casa em uma enchente. Em meio a esse cenário, um Pequeno Grupo só de crianças na cidade de Serra, no Espírito Santo, tem apoiado os irmãos, principalmente durante a Semana Santa.

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Em todas as reuniões, à noite, a felicidade deles é tamanha que ir embora se torna uma difícil tarefa. Isso porque eles se sentem confortáveis e se distraem entre as mais de 20 crianças que frequentam a casa da professora Sheila Brito, líder do Pequeno Grupo. “Aconteceu um episódio em uma noite, de eles pedirem para ficar aqui em casa. Não queriam ir embora. Eles devem sentir muito a falta da mãe”, conta Sheila.

Entre as músicas, lições, histórias e brincadeiras, os irmãos se divertem. Por algumas horas, a realidade de suas vidas dá lugar a momentos de alegria e esperança. “Está sendo muito bom para eles nessa fase. Eles esquecem as tristezas quando estão aqui, entre os amigos que gostam tanto deles”, reforça a professora.

No dia 31 de março, o mais velho deles completará 11 anos. O grupo de crianças, com amigos da igreja adventista do bairro de Porto Canoa, em Serra, já se organiza para montar uma festinha especial. “Estamos mobilizando algumas pessoas para ajudar. Eles merecem nosso apoio”, pontua Sheila. Além da comemoração, a igreja está ajudando a família das crianças com cestas básicas, passagem de ônibus, leite e fraldas.

O líder de Ministério Pessoal da Igreja Adventista do Sétimo Dia para as regiões central e norte do Espírito Santo, pastor Antônio Junio, explica que histórias como essa reforçam a ideia de que o Pequeno Grupo é o projeto da Igreja que mais se aproxima de uma família.  “Quando as pessoas se reúnem em grupos pequenos surgem características inexistentes em grupos grandes, como amizade, companheirismo, aceitação e acolhimento. É neste lugar onde se conhece cada um pelo nome, onde cada um se sente parte do grupo, onde riem juntos e choram juntos, onde as pessoas são cuidadas com máximo amor e carinho”, sublinha.

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