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O clube que só conseguiu viajar para o Campori no dia da abertura

Sem transporte para percorrer os mais de dois mil quilômetros, eles não desistiram de orar e confiar em Deus.

Por Fernanda Beatriz 19 de janeiro de 2019

Além de realizarem um sonho, a experiência possibilitou aos desbravadores fortaleceram a fé (Foto: Fernanda Beatriz)

O Clube Renascer, de Belém, no Pará, estava inscrito para a edição Ômega do V Campori Sul-Americano. Mas, foi somente no dia da abertura do evento, na terça-feira, 15, que os desbravadores tiveram a confirmação de que conseguiriam viajar os 2.458 Km que os separavam do Parque do Peão, em Barretos, interior de São Paulo.

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O planejamento para participar do evento começou em dezembro de 2017. Para isso, eles venderam picolé, vatapá e mingau. Mas, até o dia da viagem, só tinham dinheiro suficiente parar cobrir as despesas com alimentação. Faltava o principal: o transporte. O aluguel do micro-ônibus para leva-los a São Paulo custava R$ 17 mil.

Sem ter mais ideias do que fazer para arrecadar dinheiro, o clube compartilhou um vídeo nas redes sociais relatando as dificuldades. Ao mesmo tempo, a igreja formou uma corrente de oração.

Assista ao vídeo:

Diante das dificuldades, as crianças e adolescentes passaram a orar com frequência. A atitude chamou a atenção dos familiares, principalmente os que não seguem uma religião específica.

“Em cima da casa da minha avó tem um pátio. Eu costumava ficar lá, sozinha, orando e pedindo muito a Deus. Até quando eu estava no banheiro eu orava”, relembra Manuela Saldanha, de 13 anos. A atitude comoveu a avó da garota, que se dispôs a conversar com amigos na tentativa de conseguir um ônibus, mas não deu certo.

“Teve um dia que eu estava orando na cama. Minha mãe puxou o lençol e viu. Ela perguntou por que eu estava orando e respondi que era para conseguir ir ao Campori. Aí ela começou a orar comigo”, afirma Davison Ernei, de 12 anos.

Oração respondida

As orações foram atendidas. Na segunda-feira, 14, um dia antes do início da segunda edição do Campori, um doador anônimo se propôs a pagar o aluguel do ônibus. Os desbravadores arrumaram as malas, certos de que viajariam no dia seguinte. “Mas aconteceu um problema. Enviamos o dígito da nossa conta errado e o dinheiro foi para outra pessoa”, conta Luciane Neri, diretora associada do clube.

Seriam necessárias 24 horas para o banco corrigir o problema. Porém, no mesmo dia o doador fez um novo depósito, desta vez diretamente na conta da empresa de ônibus e as crianças, que já estavam com mala pronta, puderam viajar na madrugada da quarta-feira, 16.

Os 22 integrantes do clube chegaram ao Parque do Peão na quinta-feira, às 23h, e passaram parte da madrugada armando o acampamento.

Manuela ainda não teve tempo de conhecer todos os atrativos do Campori, mas já está entusiasmada. “Sair da minha cidade e vir a São Paulo é um sonho. E também conhecer clubes que nunca vi, como o do Peru. Acho que é o sonho de cada desbravador”, destaca Manuela.

Além de realizarem um sonho, a experiência possibilitou aos desbravadores fortaleceram a fé. “Deus é muito poderoso. Mesmo quando a gente estiver com dificuldade e não tiver nada, eu não vou abandonar Deus. Vou continuar orando”, garante Davison.

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