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Jacarezinho tem ONG liderada por adventista

A ONG Viva Jacarezinho é liderada por um adventista e oferece oficinas para adultos, além de esporte e lazer para crianças e adolescentes.

Por Fabiana Lopes 25 de maio de 2021
Jacarezinho tem ONG liderada por adventista

Junior (óculos) teve sua vida transformada por projetos sociais da Igreja Adventista, atualmente, sua ONG muda a vida de moradores do Jacarezinho. Foto: divulgação

Elias de Lima Junior é natural do Rio de Janeiro e sempre morou na comunidade onde organiza a ONG Viva Jacarezinho, que começou em 2005 como um projeto social. Mais conhecido como Junior, ele é líder comunitário e já atuou como administrador, tem 46 anos, além de muita disposição para ajudar sua comunidade. A entidade visa a capacitação profissional, bem-estar e qualidade de vida para os moradores locais.

A Viva Jacarezinho tornou-se uma ONG em 2007 numa parceria com o SESC para aulas de português. Neste início, o atendimento era mais voltado para socialização com os dependentes químicos, além de auxílio para retirada de documentos (RG, CPF, Carteira de Trabalho, Certidão de Nascimento, Casamento, Óbito), atendimento jurídico e legalização de estabelecimentos comerciais na comunidade.

De 2012 em diante, a ONG Viva Jacarezinho ampliou suas modalidades. Para crianças e adolescentes: balé, escolinha de futebol, xadrez, violão, inglês. Para adultos cursos de: barbeiro, maqueiro, cuidador de idosos, design de sobrancelhas, informática, culinária, tranças, unhas artesanais, além de convênios com faculdades e entretenimentos em geral voltados para a cultura e o lazer.

A ONG Viva Jacarezinho foi destaque no jornal O Globo, do dia 22 de maio. Leia a reportagem na íntegra aqui.

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Vidas transformadas

A primeira vida impactada pela ONG foi a do Junior, que há 14 anos está livre dos vícios e ajuda outras pessoas a encontrarem a libertação das drogas através da Viva Jacarezinho. Junior envolveu-se em projetos sociais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e credita sua melhora por isso. Em 2007 ele foi batizado e continua ativo na Igreja desde então.

“Comecei com o trabalho social na rua, uma média de 300 pessoas. Ajudamos com documentos, cestas básicas e entregamos sopão na Cracolândia”, relembra Junior, que no início funcionava numa garagem e depois conseguiu um prédio da Prefeitura, onde pode oferecer mais atendimentos e cursos à comunidade.

Atualmente, a ONG tem cerca de doze voluntários e atende cerca de 500 alunos. Durante a pandemia, mais de 5 mil máscaras foram distribuídas, 1.500 frascos de álcool em gel e mais de 10 toneladas de peixe. Anualmente, quase 4 mil pessoas são ajudadas pela ONG.

Diferença na vida dos moradores da comunidade

Uma das alunas de balé, que prefere não ser identificada, também teve sua vida impactada pela ONG. Ela perdeu um irmão na cachina do Jacarezinho e há um ano faz aulas de balé clássico. “Na minha vida, a ONG ajuda bastante, pois foi aqui que descobri meu amor pelo balé clássico. Um dia serei uma bailarina”, afirma a adolescente de 13 anos.

“Agradeço a Deus pela ONG, pois é uma oportunidade para adultos, jovens e crianças. A ONG tirou minhas dúvidas no curso de culinária e pude estar mais qualificada para o mercado de trabalho. Pretendo fazer outros cursos e afirmo que a ONG é muito importante no Jacarezinho”, diz a moradora Maria Audineia Sousa Bezerra.

Para a pequena Gabriele Santana da Silva, de 8 anos, que faz balé, a ONG significa oportunidade. “Tenho recebido muito apoio da ONG para o meu desenvolvimento, aprendizado e educação. Muitas crianças estão perdidas, e a Viva Jacarezinho tem dado pra gente a chance de um futuro melhor”, relata a futura bailarina.

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