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Calebes reformam telhado de idosa no Rio

‘Dona Dora’ comentou com uma amiga que, a cada chuva, sua casa ficava cheia de goteiras. Mal sabia ela que teria seu telhado reformado pelos calebes em 3 dias.

Por Fabiana Lopes 4 de fevereiro de 2021

Dona Dora (de óculos) faz questão de posar ao lado dos jovens calebes. Foto: divulgação

Eles formaram o maior exército de calebes da região central do Rio de Janeiro dos últimos 5 anos: mais de 1 mil inscritos! Entre eles, 300 eram calebes de lenço, ou seja, com idade até 16 anos que precisava da presença de um responsável acompanhando a missão.

Ao todo, 30 equipes participaram nestas férias de janeiro em diversos bairros da capital fluminense, no interior e nas regiões caxiense e serrana; e espalharam gestos de bondade por onde passavam. A maior equipe reuniu 70 jovens e aconteceu em Jardim Primavera, que fica em Duque de Caxias.

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Em Sarapuí, na região caxiense do estado, os calebes reuniram uma equipe de 20 jovens, que foram gigantes nas ações. Jéssica Santos Lopes tem 23 anos e liderou a equipe de calebes local. Através da tia, ela soube que uma senhora precisava de ajuda com o telhado de sua casa. Foi aí que tudo começou.

Dona Dora e seu telhado cheio de goteiras

Culto feito na casa da Dona Dora, com os “anjos sem asas”. Foto: divulgação.

Todos a conhecem como Dona Dora, mas seu nome de registro em cartário é Maria das Dores Geraldo Sales. Aos 75 anos, Dora é aposentada e metade dos recursos que recebe são destinados ao pagamento da dívida que fez para construir a casa onde mora com a filha, Adriana Geraldo Sales e a neta, Maiara, de 21 anos — ambas desempregadas. Então, as contas, remédios e todas as despesas da casa ficam por conta do que resta do salário de Dona Dora.

O primeiro contato com os jovens que ela chama de ‘anjos sem asas’ foi durante um pôr do sol na casa dela, quando levaram a cesta básica e avisaram da boa ação que fariam. “Foi a primeira vez que recebi o povo de Deus na minha casa. Ganhei uma cesta básica e um telhado novo. Minha neta diz que eles são muito alegres e comunicativos. Agora eles fazem parte da minha família”, diz Dora.

O carinho e a atenção dos jovens foram marcantes para a família da dona Dora, que afirma fazerem tudo sempre com um sorriso no rosto e muita alegria. A reforma durou três dias. “Eu nunca teria condições de arrumar meu telhado. Para mim, foi uma surpresa muito boa estes jovens me ajudarem assim. Molhava tudo quando chovia, a gente nem tinha onde se deitar à noite. Isso é coisa de Deus mesmo. Ver os jovens envolvidos fazendo o bem”, finaliza Dora.

Para Jéssica Santos Lopes, foi um privilégio fazer parte nesta missão. “Posso dizer que foi um carinho, um amor, uma felicidade sem tamanho. Um cansaço que valeu a pena: acordar cedo, dormir tarde, organizar tudo — valeu a pena!”, conta a líder da equipe.

Batismo de calebe

Diego foi batizado pelo partor Wesley Paim, que acompanhou as ações dos calebes de Sarapuí. Foto: divulgação.

Aconteceram vinte batismos de calebes durante o mês de janeiro, outros ainda estão programados para acontecer em fevereiro. Diego Maicon Vieira, de 17 anos, foi batizado no dia 23 de janeiro, pelo pastor Wesley Paim, que participou diariamente com as meditações para a equipe de Sarapuí, além de estar presente na maior parte do tempo.

Diego afirma: “foi a missão calebe que me motivou a fazer tudo isso. Antes eu frequentava a igreja e o clube dos desbravadores, agora estou completamente envolvido na missão”.

Relatos e ações das equipes

Fabiana de Jesus Lima trabalha diretamente com o pastor Robson Pereira, líder para os jovens adventistas na região Central do Rio. Ela menciona que este movimento foi incrível. “Nossa juventude realizou um lindo trabalho. Foram verdadeiros ‘anjos sem asas’ sendo resposta às orações de muitas pessoas”, encerra.

Na maior equipe em número de Jardim Anhangá, com 70 jovens, a líder Beatriz Ignácio disse estar muito feliz. “Participei pela primeira vez e já como líder. Deus me surpreendeu de uma forma incrível: colocou pessoas em nosso caminho e conseguimos 9 estudos bíblicos em 1 hora!”, relata Beatriz.

Entre tantas ações, os calebes fizeram 122 doações de sangue, limpeza de praças e locais públicos, distribuição de livros missionários, Feiras de saúde, estudos bíblicos, visita a afastados, oração com candidatos do Enem e evangelismo. Além da realização de 20 batismos de calebes que participaram da missão.

Para o líder de jovens, pastor Robson Pereira, havia uma preocupação inicial. “Não sabíamos como seria tudo neste ano. Durante o treinamento com a liderança, mostramos como deveriam acontecer as ações (uso de máscara o tempo todo, álcool gel e o distanciamento mínimo) e os estudos bíblicos, bem como o evangelismo. Centenas de jovens se levantaram nestas férias para se envolver nesta missão e tenho certeza de que a maior recompensa que eles terão não será um kit, medalha ou certificado, mas receber a coroa da vida”, explica Pereira.

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