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Nove detentos se casam por influência de estudos bíblicos com adventistas em Itajaí

Ministério Salvação na Prisão estuda a Bíblia com 150 detentos do Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí

13 de julho de 2017

Os nove detentos estão buscando seguir as orientações bíblicas, por isso oficializaram seus casamentos

Itajaí, SC… [ASN] O trabalho missionário de quatro adventistas está fazendo a diferença no Complexo Penitenciário de Canhanduba, em Itajaí (SC). A influência dos estudos bíblicos e dos aconselhamentos já levou muitas pessoas ao batismo e a mudanças de comportamento. A valorização da família é também algo apresentado por esses voluntários, e como resultado disso,  nove detentos oficializaram seus casamentos perante a lei, na última terça-feira (11).

O ministério chamado Salvação na Prisão funciona há 4 anos e meio, e atualmente realiza um trabalho todos os sábados com 150 detentos, estudando a Bíblia com eles. Nove desses presidiários decidiram se confirmar a união com suas companheiras, e por isso a própria administração da penitenciária organizou a cerimônia. “A primeira situação que a gente vê em um evento desse é a aproximação das pessoas com Deus. Os cursos bíblicos da Igreja Adventista favoreceram para que os presos queiram legalizar a situação deles perante o direito civil e também perante Deus”, explica a doutora Cristina Baldicero da Motta, da promotora de Justiça da 1º Vara Criminal da Comarca de Itajaí.

Representando a igreja, estiveram presentes os participantes do ministério Salvação na Prisão e o pastor João Nicolau Gonçalves, líder do Ministério da Família da Associação Catarinense. “É extremamente relevante o trabalho desses irmãos aqui neste complexo penitenciário. A própria expressão evangelismo vai além do que pensamos. Ela também inclui se preocupar com as famílias. Isso mostra a proximidade da igreja com aquelas pessoas que precisam de apoio, como esses detentos e suas famílias”, comenta o pastor João Nicolau.

Os detentos reconhecem a influência positiva do trabalho missionário dos adventistas a cada sábado. “Quando eu olho para o alto e pergunto: ‘De onde virá o meu socorro? Eu sei que o meu socorro vem do senhor Deus que fez o Céu, a Terra e o mar. Essa cerimônia foi permissão dEle, eu creio dentro do meu coração. Foi uma prova do amor que eu sinto por Jesus Cristo em primeiro lugar e pela família que Ele me deu”, conta o detento Francisco Lopes de Albuquerque Filho.

Para a direção da penitenciária, os cultos semanais feitos pelo ministério adventista estão transformando o comportamento dos detentos: “É um trabalho muito importante realizado por essa equipe, porque a partir dos encontros religiosos é que começa a aflorar essa vontade de buscar a família, de concretizar o casamento. Consequentemente é um trabalho que reflete lá fora, na sociedade. Eu tenho certeza que eles irão sair daqui pessoas melhores do que quando entraram”, acrescenta Luciani Szemansqui, gerente de saúde, ensino e promoção social do complexo de Canhanduba.

Todos os detentos que se casaram  estão estudando a Bíblia, e a expectativa é que em setembro aconteça uma grande cerimônia batismal da Igreja Adventista dentro da penitenciária. “A importância de uma cerimônia dessa é que Deus está operando. Deus está alcançando pessoas aqui dentro. Essas pessoas estão aprendendo a verdade e os caminhos que devem andar. Isso é sinal que a palavra de Deus não volta vazia. Essa porta que Deus abriu está sendo abençoada”, conclui Paulo Roberto dos Santos, coordenador do ministério Salvação na Prisão. [Equipe ASN – Daniel Gonçalves]

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