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Jovens adventistas visitam membros que não podem ir à igreja

Idosos e pessoas do grupo de risco da Covid-19 não podem congregar os templos temporariamente

Por Rafael Brondani 16 de julho de 2020

Jovens adventistas do Guará levaram uma mensagem de ânimo a idosos e pessoas com comorbidades. (Foto: Divulgação)

Os jovens adventistas do Guará levaram uma mensagem de ânimo a idosos e pessoas com comorbidades, que não podem congregar.

Nesta pandemia de coronavírus, os idosos e pessoas com comorbidades fazem parte do grupo de risco. Mesmo com o relaxamento da quarentena, em que foi liberada a abertura gradual das igrejas, alguns membros que frequentavam os templos estão impedidos, temporariamente, de participar das reuniões presenciais.

Anair Coutinho é um deles. Ela é membro da Igreja Adventista do Guará. No último sábado, 11, Anair ficou muito triste em não poder ir à igreja. Ela decidiu orar. Ao relembrar dos irmãos, chorou por não poder congregar neste momento de pandemia.
Mas para sua surpresa, no final de sua oração, a campanhia tocou. Era uma jovem da igreja, que seguindo os protocolos de segurança, visitou membros idosos e outras pessoas só grupo de risco, presenteando cada um deles com um bolo integral. A jovem ressaltou a importância do confinamento e levou uma palavra de ânimo e esperança para Anair.

A ação faz parte de um projeto realizado pelo jovens da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Guará, uma Região Administrativa do Distrito Federal. Cada um deles fez visitas a membros que não podem ir à igreja.

“Me senti muito especial. Foi uma surpresa! Estava acabando o sábado e recebi a visita de dois jovens que são muito especiais para mim”, conta, emocionada.

Anair ainda relata que ficou feliz em saber que Deus usou a dupla de jovens para acalmar seu coração. “Eles trouxeram uma mensagem maravilhosa de ânimo, tudo que precisamos neste momento. Eu não tenho palavras para agradecer. Ah, e me trouxeram um bolo muito gostoso”, comemora.

Thayanne Braga foi uma das jovens que visitou Anair. Para ela, foi emocionante ter esse breve encontro. “A minha vontade era abraçá-la e passar a tarde conversando. Foi difícil segurar a emoção. Muitas pessoas que visitamos moram sozinhos e a igreja é um dos poucos vínculos sociais que eles têm”, relata. A jovem também acrescenta que a ação foi uma forma de tentar amenizar a saudade.. “Espero que logo estejamos juntos em nossa querida igreja, nos abraçando e sorrindo. Foi um dia inesquecível que aqueceu os nossos corações”, vibra Thayanne.

Um das organizadoras da ação, Poliana Navarro, afirma que desde o início do distanciamento social escuta alguns depoimentos de idosos que iam aos sábados pela manhã na porta da igreja só pra matar a saudade. Foi assim que surgiu a ideia de realizar as visitas. “Minha mãe também faz parte do grupo de risco e eu via a tristeza dela, até mesmo por não dominar a tecnologia, não conseguir, sem ajuda, assistir aos cultos, participar das classes virtuais…”, diz Poliana.

Sabendo que nem todos podem consumir doces, o grupo propôs fazer bolos com zero açúcar e zero lactose. “Pedi uma lista dos nossos membros acima de 60 anos para a secretária da nossa igreja e lancei a ideia no grupo da classe jovem. Cada jovem devia adotar um idoso, orar por ele, escrever uma cartinha e a entregar pessoalmente no sábado”, conta a organizadora. Segundo ela, os jovens sabiam que o grupo estava com saudades da igreja, mas não imaginava o impacto dessa atitude.

“Não tínhamos ideia do quanto eles ficariam felizes. Os nossos idosos são lindos! Alguns a gente nem lembrava quem era, mas foi uma lição para nós, pois eles sabem quem nós somos. Choraram ao nos ver, ficaram felizes por serem lembrados.
Agora o desafio é continuar dando suporte”, conclui Poliana.

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