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Igreja teme que lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo afete liberdade religiosa

Preocupação da Igreja com casamento é fundamentada na Bíblia Sagrada.

11 de março de 2015
Adventistas creem que matrimônio deve ser, conforme entendimento bíblico, apenas entre homem e mulher

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Silver Spring, EUA … [ASN] A Igreja Adventista do Sétimo Dia arquivou uma petição na Suprema Corte dos Estados Unidos, na semana passada, em que pedia que fosse dada proteção legal às denominações religiosas em um potencial caso histórico de casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Segundo reportagem da Adventist Review, os adventistas estão preocupados que uma decisão escrita em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, no país, possa conter linguagem que, um dia, venha a abrir a porta para requerer que organizações religiosas realizem cerimônias contrárias às suas crenças, tais como obrigar as universidades a abrir moradia estudantil a casais do mesmo sexo ou os hospitais a permitir casamentos de pessoas do mesmo sexo em suas capelas.

“Desejamos manter as isenções e proteções religiosas que atualmente temos a fim de assegurar que as teremos ao longo do caminho”, disse Todd McFarland, conselheiro geral associado da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia.

A Igreja Adventista protocolou uma petição amicus curiae na Suprema Corte dos Estados Unidos, juntamente com o Fundo Becket para a Liberdade Religiosa, um escritório de advocacia sem fins lucrativos e não partidário, com o qual a Igreja se uniu anteriormente sobre os casos de liberdade religiosa.

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Entenda o caso

Em janeiro desse ano, a Suprema Corte concordou considerar se os casais do mesmo sexo têm direito constitucional de se casar e se os estados podem banir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A corte deve ouvir os argumentos orais no final de abril para dar um parecer oficial no final de sua reunião em curso no final de junho.

Embora seja improvável que um parecer oficial em favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo obrigue pastores, imames e rabinos a realizar casamentos, o caso levanta sérias preocupações sobre a liberdade religiosa para a Igreja Adventista, suas escolas e hospitais, e até sua agência humanitarian, a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais e Ação Social Adventista, disse McFarland.

“Todas essas são expressões do ministério da igreja, e tentar manter a igreja em uma caixa e dizer: ‘Você só pode realizar seu ministério de acordo com suas crenças nos quatro cantos da igreja no sábado de manhã’ não é liberdade religiosa”, disse McFarland.

Os dilemas potenciais incluem as universidades operadas pela Igreja serem obrigadas a não apenas abrir o alojamento para estudantes casados, mas também a alugar áreas seculares como auditórios ou gazebos para casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Os hospitais de propriedade da igreja, que prontamente cuidam de todos os pacientes, podem precisar permitir que pacientes ou empregados usem suas capelas para casamentos com pessoas do mesmo sexo.

“Há inúmeras formas pelas quais as organizações religiosas interagem com as pessoas sobre a questão do casamento”, disse McFarland. [Equipe ASN, da Redação com informações da Adventist Review]

Veja a posição adventista sobre casamento:

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