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Campanha Quebrando o Silêncio enfatiza o cuidado da família durante a pandemia

Campanha Quebrando o Silêncio enfatiza o cuidado da família durante a pandemia

Palestras e consultorias gratuitas foram realizadas em diversas regiões do estado, além da distribuição de material educativo


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Diante do fechamento das escolas e de outros espaços importantes para a construção de vínculos de confiança com adultos fora do ambiente familiar, crianças e adolescentes ficaram ainda mais vulneráveis à violência sexual durante a pandemia da Covid-19, é o que afirma o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

De acordo com o estudo, as denúncias de estupro de vulneráveis – aqueles cometidos contra menores de 14 anos, pessoas com deficiência ou que não podem oferecer resistência por outra causa ou condição de vulnerabilidade, como embriaguez – vinham crescendo nos últimos anos, mas, no primeiro semestre de 2020, apresentaram redução significativa (-15,7%), sobretudo nos meses de abril (-36,5%) e maio (-39,3%), em comparação ao mesmo período do ano anterior.

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Em busca de contribuir com soluções, a Igreja Adventista do Sétimo Dia desenvolveu a campanha “Quebrando o Silêncio”. Neste ano, o projeto foca nestas demandas, provocadas ou agravadas pela pandemia no ambiente doméstico. Suas ações vão desde palestras e consultorias gratuitas com profissionais da área do direito, da psicologia e da assistência social, até a distribuição de materiais com conteúdo educativo.

Participantes da carreata em Corumbá-MS.

Em Mato Grosso do Sul várias ações foram realizadas no último sábado (28). Em Corumbá, uma carreata de aproximadamente 100 carros foi realizada pelas principais vias da cidade. Dentre os materiais distribuídos para a comunidade estavam revistas direcionadas a diferentes faixas etárias.  A mesma ação de distribuição de materiais gráficos também foi realizada em outras cidades como Paranaíba, Bonito, Nioaque, Campo Grande, entre outras.

Ação de impacto em Dourados-MS, realizado pelos alunos do Colégio Adventista.

Na cidade de Dourados, o Colégio Adventista realizou uma homenagem para a Delegacia da Mulher. Ações no trânsito com dramatizações, faixas e cartazes com o intuito de impactar a comunidade local também foram realizadas pelos alunos.

A ação aconteceção em umas das principias vias da cidade.

Finalizando as ações do Sábado, uma live promovida pelo Ministério da Mulher da Associação Sul-Mato-Grossense trouxe em debate diálogos sobre prevenção à violência contra mulheres, crianças e adolescentes. Entre as convidadas estavam:  Monica Kohatsu – psicóloga na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Maria Thereza Trad - coordenadora do Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), Elenise Melgarejo - psicóloga e advogada,  Sidneia Tobias - delegada, Bruno Mota - adovogado e coordenador do Forlir e Lucas Bittencourt -  líder da Educação Adventista MS.

Profª Soraya Vital - Lider do Ministério da Mulher ASM e Prof. Lucas Bittencourt -  líder da Educação Adventista MS.

Criado em 2002 o projeto Quebrando o Silêncio se propõe a combater e prevenir diversos tipos de vício, abuso e violência, é o que explica a líder do Ministério da Mulher para o território sul-mato-grossense, professora Soraya Vital. “O grande propósito da live foi ampliar e relembrar conhecimentos sobre a prevenção da violência no ambiente doméstico sejam às mulheres, crianças, idosos ou pessoas que passam por algum grau de vulnerabilidade”, afirma.

Bruno Mota - coordenador do Forlir MS e Monica Kohatsu – psicóloga na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA)

Segundo Monica Kohatsu, a violência não está restringida apenas ao âmbito físico. “A violência pode ser definida como uma ação ou até a omissão de algo. Tudo o que constrange a criança, o adolescente, mulheres e idosos, é tido como violência”, explica.

O dia 28 de agosto foi escolhido para marcar as ações do projeto no Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Equador. No entanto, a campanha se estende ao longo de todo o ano, considerando que as demandas abordadas não estão restritas a um período específico.