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Vereadora do MS reforça, durante palestra, importância do projeto Quebrando o Silêncio

A palestra na Escola Municipal Parque São Carlos, instituição “adotada” pela Igreja Adventista na região, atendeu mais de 500 pessoas entre estudantes, jovens e pessoas de todas as idades que fazem parte da comunidade onde a escola está inserida.

30 de agosto de 2017

Três Lagoas, MS … [ASN] “Há muitos anos atrás sofri violência física e sexual e quero trabalhar para que o que aconteceu comigo, não aconteça a outras meninas e mulheres em nossa região”, o desabafo da vereadora pelo município de Três Lagoas, Marisa Andrade Rocha, trouxe conscientização aos participantes da palestra do projeto “”Quebrando o Silêncio”, que aconteceu na última semana na região leste do estado.

Em 2017, 119 igrejas realizaram o projeto “Quebrando o Silêncio” só no mês de agosto em todo o Mato Grosso do Sul.

A palestra na Escola Municipal Parque São Carlos, instituição “adotada” pela Igreja Adventista na região, atendeu mais de 500 pessoas entre estudantes, jovens e pessoas de todas as idades que fazem parte da comunidade onde a escola está inserida. “Todas as igrejas da nossa cidade se mobilizaram para reforçar o tema desse ano através de palestras, distribuição de panfletos informativos e aqui, na escola, com o ápice do programa fomos muito bem recebidos e como abrimos a palestra à toda a comunidade, ouvimos relatos de pessoas comuns e entendemos a importância de falar sobre violência e apresentar formas de combatê-la. O diretor da escola, inclusive, pediu para que deixássemos o banner do projeto no local e solicitou mais palestras da igreja”, conta Maria Helena Vieira, coordenadora do projeto na região.

Vereadora de Três Lagoas (MS) ressalta importância do projeto para o município.

Ações de combate à violência

No sábado (26), a Igreja Adventista de Nova Andradina, região sul do estado, realizou ações educativas e de prevenção ao abuso e à violência doméstica através de passeatas, fóruns, escola de pais e distribuição de panfletos informativos.

Em Campo Grande (MS), a Igreja Adventista do bairro Santo Amaro, região centro-sul da capital, trouxe à cidade a delegada aposentada da Delegacia da Mulher do estado de São Paulo, Maria Raquel, que de maneira objetiva esclareceu características da violência contra a mulher e chamou a atenção para o que acontece, até mesmo, dentro das igrejas. “Meu objetivo é conscientizar os membros que as coisas estão acontecendo muito perto de nós e não estamos vendo. Precisamos estar alertas para evitar o tipo de situação que parece cada vez mais comum no mundo de hoje e alertar, principalmente, nossa igreja para combater esse tipo de mal”, enfatiza a delegada referindo-se aos tipos de violência e abusos físico, verbal e emocional ao orientar pais e crianças presentes em sua palestra sobre as várias formas de prevenção.

Para a enfermeira e mãe da pequena Mariah, de 11 meses, Maíra Amorim, a iniciativa da igreja através do projeto Quebrando o Silêncio trouxe além de esclarecimento, muita informação útil para mães e pais. “Gostei muito da forma com que a delegada abordou o assunto, pois nos fez refletir e mostrou que devemos estar alertas com as mulheres e crianças da nossa comunidade e precisamos estar cientes de que coisas absurdas estão acontecendo e não estamos percebendo. A palestra mostrou também que precisamos de um olhar mais criterioso nesse sentido para ajudar quem precisa e prevenir qualquer situação semelhante em nosso meio”, ressalta.

A delegada aposentada pela Delegacia da Mulher do estado de São Paulo, Maria Raquel, trouxe informações e instruções para a igreja adventista do Santo Amaro.

Já para a advogada Sônia Freitas, membro da igreja responsável por trazer a delegada Maria Raquel, o conteúdo da programação foi de encontro não só ao tema do ano, mas à necessidade de informação que a igreja tinha nesse aspecto, para poder ajudar a comunidade. “Quando paramos pra pensar que a igreja é um hospital com pessoas de todos os tipos, não podemos fechar os olhos para a realidade do mundo e acreditar que as coisas que vemos no noticiário não acontecem dentro da nossa igreja. Famílias vivem o abuso todos os dias, mas as pessoas estão feridas demais para procurar ajuda ou envergonhadas demais. Por isso, não podemos fechar os olhos. Foi esclarecedora a palestra da Raquel e nos trouxe instruções e informações pertinentes ao assunto e a tudo o que está acontecendo no mundo e até mesmo em nosso meio. Além disso, ela nos forneceu meios de possibilitar ajuda a quem tanto precisa e, mais que isso, formas de prevenção eficazes para trabalharmos em nossa comunidade”, analisa.

De acordo com o Ministério da Mulher – departamento responsável pela promoção do “Quebrando o Silêncio” -, em 2017, das mais de 250 igrejas do Mato Grosso do Sul, 119 realizaram o projeto no mês de agosto, enquanto as demais realizaram o programa no decorrer do ano, em meses alternativos. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin /  Fotos: Cleiton Prado / Marlene Durigan]

 

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