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‘Revolucione’ apresenta soluções para o conflito de gerações e destaca união da igreja

Como tratar do conflito de gerações? A igreja no Mato Grosso do Sul tem procurado responder a essa e outras questões do gênero e, para isso, anualmente promove o Concílio “Revolucione”, cujo foco principal é apresentar temas e abordar assuntos pertinentes à igreja como um todo.

Campo Grande, MS … [ASN] Você já se perguntou em que fase da vida mudou hábitos antes tão comuns e cotidianos? Já parou para pensar que hoje gosta de coisas que antes sequer suportava? Sabemos que a vida é uma sucessão de aprendizados e mudanças e, conforme a gente cresce e envelhece, o mundo está em constante evolução e é preciso cautela para não perder de vista o principal.

Mais de mil líderes reunidos para ouvir propostas e soluções práticas para a atual realidade da igreja.

Na pequena cidade de Bela Vista, interior do Mato Grosso do Sul, região de fronteira com o Paraguai, uma pequena Igreja Adventista entendeu que abraçar o novo pode significar uma revolução. “A gente tinha uma igreja quase toda formada por pessoas mais velhas e percebemos que a igreja no futuro estava praticamente morta, justamente por essa ausência da juventude e começamos a nos preocupar seriamente com isso”, conta o vigilante noturno Marcos Macedo, ancião e membro da igreja.

Segundo Adoniran Ruis, pastor da igreja em Bela Vista e região até 2017, os membros não tinham como foco o trabalho com os jovens e a soma da cidade pequena ao pouco envolvimento com os jovens, trouxe como resultado a incerteza sobre o futuro da igreja. “Chegando em Bela Vista notamos poucos membros, poucos jovens, famílias pequenas e no máximo 25 membros atuantes no local. Era desafiante”, lembra.

Mas a história começou a mudar quando alguns líderes sonharam com a criação de um clube de debsravadores. “A Igreja Adventista do Sétimo Dia não era tão conhecida na cidade, mas com o trabalho do clube de desbravadores percebemos que a mensagem do evangelho estava alcançando o coração dos pais e de cidadãos da nossa comunidade”, explica Macedo.

O programa teve períodos de debates com a liderança na busca por soluções práticas que viabilizem a união das gerações.

Pouco tempo após seu início, o clube Vanguarda ganhou mais e mais adeptos e a liderança mais experiente da igreja comprometeu-se em auxiliar o clube em sua construção e manutenção. Hoje, como resultado, a cidade de pouco mais de 20 mil habitantes é também o berço do maior clube de desbravadores do Mato Grosso do Sul. “A igreja que antes tinha pouca expressão na comunidade de Bela Vista e pouquíssimos jovens envolvidos no trabalho missionário, hoje, é uma igreja que trabalha com a união de gerações, tem o maior clube de desbravadores do estado com 140 membros e faz a diferença na vida das pessoas que vivem no local”, emociona-se Marli Macedo, secretária do clube.

Para a sociedade de Bela Vista, o que a Igreja Adventista tem feito naquela região é motivo de gratidão. “Bela Vista não tem muitas opções para crianças e jovens e o clube veio para somar, pois eles aprendem a Palavra de Deus e é algo a mais para toda a educação que eles aprendem em casa. O trabalho desses líderes da igreja com os nossos filhos é algo pelo qual precisamos ser gratos todos os dias”, ressalta Cristiane Lechner, bancária e mãe de duas desbravadoras do clube Vanguarda.

É o que acredita também o engenheiro civil Luis Carlos Cunha, pai de um desbravador do clube Vanguarda. “Para Bela Vista o clube é muito importante, pois oportuniza as atividades para todas as classes sociais e isso é de grande valor para a nossa fronteira Brasil-Paraguai”, enaltece.

Há dois anos a realidade da igreja de Bela Vista era outra. Poucos membros, integrantes mais velhos e pouquíssima juventude. Mas, quando essa mesma liderança decidiu abraçar os mais jovens e ouvi-los em suas necessidades e sonhos, uma nova história começou a ser escrita. “Eu acredito que o mais importante sobre a união dos mais velhos com os mais jovens é a troca de conhecimento. E isso ajuda muito porque, no nosso caso, tanto eles nos ajudam com o clube e todos os nossos projetos, quanto nós os ensinamos algo novo, diferente em relação à nossa visão de igreja. Então, é uma troca de conhecimento”, é o que acredita a desbravadora Kawany Martins, de 12 anos. Kawany é membro da igreja e faz parte do clube  desde o seu início.

Concílio Revolucione

E como tratar do conflito de gerações? A igreja no Mato Grosso do Sul tem procurado responder a essa e outras questões do gênero e, para isso, anualmente promove o Concílio “Revolucione”, cujo foco principal é apresentar temas e abordar assuntos pertinentes à igreja como um todo.

Jovens e membros mais experientes unidos em busca de um mesmo objetivo: unificar o trabalho missionário da Igreja Adventista no Mato Grosso do Sul.

No último final semana, mais de mil de líderes de diversas áreas da igreja no Estado estiveram reunidos durante esse encontro especial, onde propostas foram apresentadas ao público e histórias inspiradoras compartilhadas, tudo com um único propósito: unificar o trabalho das diferentes gerações que a igreja tem. “Esse é o objetivo do concílio: unir esse grupo em busca de soluções práticas para discipular a nova geração e fazer novos discípulos para o reino de Deus”, destaca Fernando Rios, presidente da Igreja Adventista para todo o território sul-mato-grossense.

De acordo com Rios, a Igreja Adventista em toda a região Centro-Oeste tem trabalhado com projetos especiais que incluem as novas gerações à frente do trabalho missionário e no Mato Grosso do Sul, em sua segunda edição o Concílio Revolucione abordou temas com foco no conflito de gerações, apresentando propostas à igreja que  incluam essa camada da sociedade no dia a dia, nas decisões e iniciativas das igrejas locais.

Para Leandro Alencar, pastor e líder dos departamentos de Desbravadores e Aventureiros em todo o Mato Grosso do Sul, mesmo existindo há bastante tempo, o conflito de gerações pode ter um fim e é isso que o campo tem buscado. “O conflito de gerações sempre existiu e a igreja está inserida na sociedade, então, os problemas da sociedade acabam também acontecendo na igreja. Mas, se cada um ceder um pouco, acredito que todos vão continuar caminhando na mesma direção, honrando o nome de Deus e fazendo com que a igreja cresça de maneira saudável”, pontua.

E do alto de seus 73 anos, desses, 40 à frente da liderança de uma pequena igreja adventista na região Sul de Campo Grande, Natalino Del Chiaro conta que todos os assuntos abordados durante o programa foram muito importantes para ele, pois o ajudou a enxergar melhor sua situação como líder. “Temos que analisar os projetos dos jovens e abraçá-los, somar o experiente com o menos experiente. Entendo que o jovem tem ânimo, entusiasmo, mas precisa também da experiência para guiá-los, orientá-los. Então, acredito que essa troca é extremamente positiva e pode mudar para melhor a nossa realidade como igreja”, conclui. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin / Fotos: Cleiton Prado]

*A matéria completa sobre o Concílio Revolucione você assiste no programa Revista Novo Tempo, nesta sexta-feira (2), às 19h (horário do MS), com reprise no sábado (3), às 15h (horário local).

 

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