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Missão Pará Amapá realiza primeiro campori de desbravadores

Evento reuniu 80 clubes e mais de 2300 pessoas, na maioria adolescentes de 10 a 15 anos.

3 de julho de 2018

Por Juliana Lima, Ananindeua-PA

O I Campori dos desbravadores da Missão Pará Amapá (MPA) aconteceu nos últimos dias 29 de junho à 3 de julho, no Centro Adventista de Treinamento e Recreação (CATRE), em Ananindeua/PA. O acampamento teve como tema “Nossa Herança”, e permitiu que os 2300 participantes, a maioria adolescentes de 10 a 15 anos, conhecessem mais sobre a história da igreja. Os 80 clubes envolvidos no evento competiram durante os 5 dias em atividades físicas e espirituais. Além disso, trouxeram consigo – além da animação característica- inúmeras histórias de superação.

Uma dessas histórias é a da Nonoiro Apalai, uma adolescente de 13 anos que morava na aldeia indígena da tribo Bona, localizada no Parque Tumucumaque, no Amapá. Porém, visando uma educação melhor, se mudou para Macapá. Chegando lá, esbarrou na dificuldade da adaptação social, o que a fez pensar em voltar para casa e desistir do seu sonho. Um pouco antes de sua desistência, ela foi convidada para visitar uma igreja adventista próximo a sua casa, onde conheceu o clube de desbravadores Leão de Judá. O resultado disso? Nonoiro viu no clube uma nova família e lá encontrou o seu novo melhor amigo, Jesus.

Após ter conhecimento sobre o I Campori da MPA, Nonoiro e o seu clube fizeram da ida ao Campori uma meta, mas viram na dificuldade financeira um empecilho. Entretanto, a adolescente já tinha aprendido que desbravador tem que ser perseverante. Por isso, ela e o seu clube pediram orientação divina para resolver a situação e tiveram a ideia de produzir e vender bombons. As vendas se davam em escolas, praças e nas ruas, chegando a marca de 400 bombons vendidos por dia.

Diante dos olhos de toda aquela sociedade, do clube, e perante a Nonoiro foi realizado um verdadeiro milagre. Em 15 dias o clube conseguiu arrecadar 25 mil reais, dentre a venda de bombons e doações. Desta forma, conseguiram levar 57 desbravadores para o Campori, sanar todas as despesas e uniformizar a todos.

Diante de tantas histórias de fé e perseverança, o I Campori da MPA mostrou que ser desbravador é pertencer a uma família que rompe as barreiras das distâncias… sejam elas físicas, territoriais, sociais ou até espirituais. Mostrou que o desbravador é a herança espiritual do céu e que deve ter como principal objetivo diminuir a cada dia o caminho até o nosso verdadeiro lar, onde a principal história a ser contada é que finalmente não há mais distâncias que possam nos separar.

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