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Fórum reúne autoridades civis e eclesiásticas no debate contra a violência à mulher

28 de agosto de 2017
1º fórum Quebrando o silêncio

Deomar Barroso, Príscila Morgado Sanches, Virgínia, Ironildes Bussons, Rejane Godinho e Djair Santos (mediador)

Belém, PA…[ASN] O estado do Pará ocupa a 5ª posição no ranking nacional dos crimes de violência contra mulheres, crianças e idosos. A cada duas horas acontece um crime de estupro de mulheres e crianças no Pará. A partir da campanha “Quebrando o Silêncio, Grito sufocado” a comunidade Adventista do bairro do Umarizal,  realizou no sábado (26), o primeiro fórum de combate a essa triste realidade. Afim de estancar a violência, o abuso e suas consequências o fórum contou com a presença de autoridades civis que lidam diariamente no combate a estes crimes.

Passeata reúne 2500 pessoas no combate a violência contra a mulher

O fórum foi promovido para discutir a falta de paz na família, a necessidade da justiça restaurativa e ser um braço da justiça como mecanismo de solução de conflitos nos relacionamento familiares. Participou do fórum autoridades civis da capital paraense como: Deomar Barros, juiz de direito do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA), Priscila Morgado Sanches, delegada da Delegacia da mulher (DEAM), Drª Virginia Costa, psicóloga e das líderes Ironildes Bussons (líder das mulheres para os estados do Pará, Amapá e Maranhão) e Rejane Godinho (líder das mulheres para o norte do estado do Pará)

A importância da conscientização da pessoa abusada e vitimada pela violência sexual, especificamente o estupro, foi o objeto de discussão de debate, onde a temática sobre o abuso apresentada com diferentes especialistas apresentou dados, divulgação de notícias, materiais de alerta e conscientização do assunto, junto à sociedade.

A coordenadora da campanha Quebrando o Silêncio no norte do Brasil, Ironildes, explica que o objetivo da campanha neste ano é alertar e identificar possíveis abusadores de forma didática e quais os efeitos causados na vida das vítimas. Para o pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia do Umarizal, Wendson Loureiro, a realização do evento foi muito positiva. “Esperamos que haja uma conscientização de nossa sociedade em não ficar calada. Se, de fato, você tiver acompanhando alguém com algum tipo de abuso, denuncie, porque essa pessoa que está sendo violentada, pode ser alguém que você ame”, disse.

A líder das mulheres para o Norte do estado, Rejane Godinho, enfatizou que cada um de nós é responsável por dizer não ao abuso, identificando possíveis abusadores, protegendo e alertando potenciais vítimas de abusos. “A busca é pela paz na família, pois é a última razão de ser e de existir o direito, a paz social”, comentou Vanderley Oliveira, juiz da 6ª vara do juizado especial cível. [Equipe ASN, Céciah de Jesus. Colaboração e fotos – Eli Braga Magalhães]

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