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Flores contra a violência seguida de morte

Jovens adventistas idealizam projeto contra violência e impactam cidade no interior do Rio Grande do Sul.

Por Emanuele Fonseca 16 de setembro de 2020

Foto: Internet

O Brasil é o 5º país em número de assassinatos de mulheres no mundo, uma a cada 7 horas, segundo um levantamento feito pelo G1 com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal. São centenas de mulheres que sofrem, ou já sofreram algum tipo de violência.

Mas o que você faria se ao acordar, encontrasse flores no caminho da sua casa? E junto das flores se deparasse com mensagens de ânimo e conscientização contra a violência contra a mulher seguida de morte?

Quebrando o Silêncio

Quebrando o Silêncio é um projeto educativo e de prevenção contra o abuso e a violência doméstica promovido anualmente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia em oito países da América do Sul, desde o ano de 2002.

A campanha se desenvolve durante todo o ano, mas uma das suas principais ações ocorre no quarto sábado do mês de agosto. Este é o “Dia de ênfase contra o abuso e a violência”, quando ocorrem passeatas, fóruns, escola de pais, eventos de educação contra a violência e manifestações.

A cada ano um tema é escolhido para ser discutido e abordado com propósito de conscientizar a comunidade, denunciar abusadores e ajudar as vítimas. O tema de 2020 é violência contra a mulher.

Flores no caminho

Na cidade de Canguçu, interior do Rio Grande do Sul, jovens da igreja Adventista, juntamente com o Ministério da Mulher decidiram fazer a ação do projeto quebrando o silêncio de uma forma diferente, para conscientizar a comunidade local sobre a importância de se posicionar contra a violência.

A ideia foi de confeccionar flores de papel crepom e colocar na Avenida principal da cidade, três semanas antes começaram a produção das flores. No total, foram produzidas 730 flores de papel crepom, somadas as 140 mudas naturais que foram doadas por uma participante.

Na madrugada de sexta-feira (4), às 5h da manhã, os jovens colocaram as flores na avenida. Deixaram uma muda natural em frente de cada comércio e as flores de papel crepom foram cravadas no meio fio com uma distância de um metro cada.

“Demoramos uma hora e meia para a colocação das flores. Depois, às 9h, quando o comércio abriu, saímos distribuindo os flyers do Quebrando o Silêncio e explicando para as pessoas sobre o projeto”, compartilha Isis Xavier, participante da ação.

Foram distribuídos aproximadamente 480 panfletos de caráter informativo sobre a violência contra a mulher.

“Foi bastante trabalhoso, alguns ficaram algumas vezes até tarde da noite fazendo, mas ver a reação das pessoas ao ver as flores compensou totalmente. O fato é que muitas mulheres são agredidas em casa (verbal, física e psicologicamente), e se culpam por essa situação. Nós fizemos essa ação social com a esperança de conscientizar pessoas de que o feminicídio é real e mata muito mais do que a gente imagina”, conclui líder jovem, Stephanie Vernetti.

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