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Congresso reúne voluntários que atendem mais de 16 mil detentos no DF e entorno

Encontro foi marcado por testemunhos, batismos e aprendizado

Por Rafael Brondani 30 de outubro de 2019

Os participantes celebram todo o trabalho realizado durante o ano e acompanham testemunhos, batismos e reforçam o compromisso com a pregação da mensagem da esperança. (Foto: Arquivo MCA)

No último final de semana, cerca de 300 pessoas participaram da segunda edição do congresso do Ministério Carcerário, um projeto que atende mais de 16 mil detentos. Ao todo, 12 presídios no Distrito Federal e região são contemplados. Semanalmente, 200 capelães atuam nessas unidades e visitam os parentes dos presos e seus familiares. O congresso que iniciou na sexta-feira, 25, e se estendeu até sábado, 26, teve como tema “Famílias Livres”, e reuniu capelães, conselheiros e demais voluntários que participam das ações do ministério e também familiares de apenados e ex-detentos.

Durante o encontro, que também contou com a presença de autoridades da segurança pública, os participantes celebram todo o trabalho realizado durante o ano e acompanham testemunhos, batismos e reforçam o compromisso com a pregação da mensagem da esperança.

O subsecretário do Sistema Socioeducativo de Brasília, Demontie Batista Filho, ressalta que a assistência religiosa está prevista na lei, é um direito do adolescente e um dever do Estado. Para ele, o ministério da Igreja Adventista dá suporte para essa proteção que a legislação estabelece. “A assistência religiosa é mais um dos eixos que faz com que o adolescente saia do ato infracional. Todo o trabalho que desenvolvemos é para que o adolescente rompa definidamente essa trajetória no ato infracional. A assistência e o trabalho do Ministério Carcerário fortalece esse trabalho. Ele traz a palavra de Deus e isso fortalece o lado espiritual dos presos, para que comecem uma nova vida dentro da linha cristã junto a toda sua família”, diz Demontie.

Para o presidente da Igreja Adventista para Brasília e entorno, pastor Max Schuabb, o encontro reúne aqueles que estão durante o ano todo trabalhando e levando Jesus nos presídios e aos familiares dos detentos. “Deus tem feito grandes milagres através dos mais de 200 capelães voluntários nos 16 presídios do DF. E o segundo Congresso do Ministério Carcerário da APlaC está sendo marcado por testemunhos de mudança de vida dos apenados e suas famílias”, afirma o pastor.

Júri Simulado”, onde os participantes tiveram que julgar a história de um jovem que teve a vida marcada pelo crime. (Foto: Arquivo MCA)

Durante o encontro foi realizado um “Júri Simulado”, onde os participantes tiveram que julgar a história de um jovem que teve a vida marcada pelo crime. Sem os irmãos saberem, o dono da história, o jovem Genildo, estava presente no auditório, foi à frente e contou seu testemunho. Antes de ser preso, Genildo havia sido desbravador. Ao se reencontrar com a mensagem adventista, mudou de vida, se arrependeu de seus crimes e foi batizado durante a programação.

De acordo com o líder do Ministério Carcerário, Jeconias Neto, o evento é um momento em que os capelães são congratulados pelo trabalho realizando durante todo o ano. “Temos familiares aqui que são batizados, familiares dos presos, temos aqui autoridades da área da segurança pública de Brasília, esses grandes guerreiros que abrem as portas dos presídios para que a palavra do Senhor possa atuar nos corações dos detentos. É um dos eventos mais importantes para nós, do Ministério Carcerário, porque é um evento que nos une, nos faz buscar a Deus. Que esse ministério continue crescendo e se consolidando, salvando vidas, afinal, esse é o propósito que temos em nosso coração”, destaca o líder.

Músicas, encenações e batismos marcaram o encontro. A conselheira Maura Veloso, que dedica seu tempo e talento para levar esperança aos apenados, menciona que o encontro é fundamental para que as famílias vejam a grandiosidade do trabalho realizado pelo grupo. “Podemos mostrar o tamanho do trabalho que realizamos, tanto para esses jovens quanto para seus familiares. Queremos levar o conhecimento da palavra de Deus para eles, e que assim, possam entregar a vida para Cristo”, detalha.

“Sou vice-presidente da unidade de internação do Recanto das Emas. Trabalhamos com jovens de 18 a 21 anos incompletos, que cumprem medidas socioeducativas de internação e estão privados de liberdade. Conseguimos garantir vários direitos, estudos, cursos, outras atividades ocupacionais, trazemos ofertas, mas se não tem algo que toque, que lhes tragam motivação para usarem esses recursos, ofertas para procurarem caminhos diferentes, isso não funciona. A participação da igreja levando essas motivações para os meninos fazem toda a diferença! O Ministério Carcerário Adventista toca espaços que a gente não chega. Os nossos trabalhos têm limitações e, junto com a igreja e com o ministério, conseguimos vencer essas limitações”, conclui a vice-presidente da Unidade de Internação Recanto das Emas, Pollyana Assis.

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