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Congresso de Liberdade Religiosa enfatiza o respeito pelo outro e suas diferenças

A ideia é esclarecer e promover o debate sobre a liberdade de praticar a religião livremente, sem a intervenção do Estado.


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O Clube de Desbravadores fazendo a guarda de honra no início do congresso

A liberdade religiosa é um direito constitucional dos cidadãos. Vivemos em um Estado laico que afirma que nenhuma prática religiosa seja favorecida. Portanto, as expressões religiosas devem ser igualmente respeitadas e protegidas e a liberdade de crença não pode ser violada, segundo o artigo 5º da Constituição Federal.

Com a intenção de se aprofundar mais sobre esse tema, a Associação Paulista Sudoeste (APSo) realizou o primeiro Congresso de Liberdade Religiosa no auditório do Colégio Adventista de Hortolândia, no dia 28 de maio. O evento foi idealizado pelo pastor Leonidas Guedes, diretor de Liberdade Religiosa para toda a região sudoeste Paulista.

“A ideia é difundir e levar para a igreja e, para a comunidade local, a importância desse assunto tão relevante para a sociedade moderna e família adventista. Começamos aqui e queremos levar esse assunto para todo o território sudoeste. Liberdade religiosa é amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo”, ressalta Quedes.

Aproximadamente 200 pessoas da região de Hortolândia estiveram presentes

Na ocasião estiveram presentes os membros e líderes de igrejas da região, pastores distritais, advogados, representantes e autoridades. Como também o Dr.Samuel Luz, presidente da ABLIRC -Associação Brasileira de Liberdade Religiosa e Cidadania, a deputada estadual e autora da primeira lei de Liberdade Religiosa no Brasil, Dra. Damares Moura.

O pastor Odailson Fonseca, líder paulista de Liberdade Religiosa e comunicação da Igreja Adventista, na sua fala, ele fez um panorama sobre o que acontece no mundo digital e real, Segundo Fonseca, há muita informação e um certo enxertamento de emoções de que todo mundo quer se manifestar e tomar posição. A situação é muito mais delicada quando se discute religião na internet. “Onde está o limite de usar a internet de maneira boa? A rede social é uma rede de pesca e precisamos usá-la para falar a verdade, do amor de Jesus e não ficar combatendo a mentira", destaca.

Momento especial da mesa redonda com perguntas e respostas

Um dos pontos altos do programa foi a mesa de debates com a participação dos palestrastes. Diversas perguntas foram respondidas e assuntos que foram esclarecidos. Eduardo Freitas é membro da Igreja do Jardim Carmem Cristina. Ele menciona que ter participados do congresso foi um divisor de águas. “O evento transformou o meu pensamento sobre liberdade religiosa em ver tantas pessoas engajadas em prol desse movimento fantástico. Vou me inteirar mais da lei pois o tema é de suma importância para a nossa religião”, diz.

A defensora da liberdade religiosa, Damares, comenta que o maior desafio é conviver, respeitar e conhecer as pessoas com as suas diferenças. A sua recomendação é que a igreja invista nesta conscientização de que não respeitar o outro, significa perder o próprio direito a sua liberdade religiosa. “É uma chave importante para nós avançarmos defendendo, protegendo e promovendo o direito da liberdade religiosa de todos e em todos os lugares”, ressalta.