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Concílio Revolucione derruba paradigmas e reforça união das gerações

1.300 adventistas de todo o Estado estiveram reunidos no último final de semana no parque de exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.

16 de março de 2017

Campo Grande, MS … [ASN] Cabelos negros, compridos e perfeitamente alinhados. No rosto, um sorriso aberto e gentil. Na voz, um tom suave que denuncia a ainda pouca idade. Nas mãos, gestos e expressões que denotam uma ansiedade por compartilhar sua recente decisão. “A minha questão com as joias ficou tão pequena perto de tudo aquilo que eu recebi de bom, de todo aquele ensinamento que transformou a minha vida, que eu decidi fazer parte desse povo que eu considerava tão diferente no início”, destaca a jovem Camila Santos, de 21 anos.

A jovem estudante Camila Santos, que trouxe momentos de importante reflexão sobre a aceitação do diferente pela igreja.

Camila é estudante de Odontologia e, após frequentar diversas denominações evangélicas, encontrou algo que a fez encerrar sua busca espiritual. “Eu amava cada uma daquelas igrejas onde cresci, mas sempre sentia que faltava algo. Eu queria aprender mais sobre a Bíblia e agora eu consegui encontrar respostas para muitas perguntas que eu me fazia há muito tempo”, conta.

No último ano ela começou a estudar a Bíblia com membros de uma comunidade adventista de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, e após algum período de questionamentos e muita dedicação, Camila foi batizada no Congresso Revolucione durante o último final de semana na capital.

Segundo conta o líder da Igreja Adventista para o Mato Grosso do Sul, pastor Fernando Rios, o exemplo da estudante reforça a ideia que a igreja no campo tem buscado para o trabalho missionário. “A missão não é um evento e, muito menos, um projeto. A missão sou eu enquanto igreja e preciso me envolver a cada dia na vida das pessoas, mostrando o amor de Jesus por eles”, explica o líder.

Segundos antes do batismo Camila retirou suas joias e as entregou ao líder da igreja adventista no Estado. Para ela “tudo o que aprendeu é maior e mais valioso do que as próprias joias que usava”.

Ainda de acordo com Rios, o encontro do último final de semana uniu jovens, anciãos das igrejas e instrutores do programa Bíblia Fácil, alcançando três frentes de evangelismo e sua liderança. “O encontro reforça a união das gerações da igreja com o propósito de trazer novos amigos para Cristo e auxiliá-los em sua caminhada espiritual”, destaca.

União

No total, 1.300

1.300 líderes da igreja em todo o Mato Grosso do Sul participaram do encontro que renovou a ideologia da igreja no campo.

adventistas de todo o Estado estiveram reunidos no último final de semana no parque de exposições Laucídio Coelho, e algo amplamente difundido durante a programação foi a união dos membros. “Tem que haver uma unidade, uma integração. Se todos trabalharem alinhados teremos mais êxito do que se trabalharmos aleatoriamente”, acredita o jovem Elton Mendonça, missionário e participante concílio.

Confira aqui todas as fotos do evento.

Missão na prática

Na tarde de sábado os participantes do evento envolveram-se em diversas ações de cunho social e evangelístico para entender o foco do programa na prática. Unidos, jovens, anciãos e evangelistas foram às ruas e distribuíram livros missionários, visitaram lares de idosos, centro de apoio ao migrante, e mobilizaram-se para um mutirão de limpeza urbana no bairro mais populoso da cidade.

Segundo o líder da igreja no Estado, o objetivo do encontro era “unir as gerações para alcançar amigos para Cristo, auxiliando-os em sua caminhada espiritual e os atendendo em suas necessidades”.

Do alto de sua experiência de vida, a agente comunitária de saúde Esletita Teles reforça o que o encontro propôs. “Cristo quer isso de nós. Que a gente saia em auxílio dos que estão em situação de vulnerabilidade, seja ele quem for”, diz.

No final do dia o que ficou claro para a igreja adventista no Estado é que a união pode – e deve – fazer a força do cristão. “Esse é o principio básico da nossa vida aqui se vamos para o céu juntos: nós, que somos jovens, precisamos do auxílio dos que já passaram pelo que estamos passando e eles precisam da nossa força. Diante de tudo isso fica a gratidão a Deus por fazer parte dessa história e um fôlego novo para continuar a missão”, conclui o professor Talysson Dourado. [Equipe ASN, Rebeca Silvestrin]

Fotos: Deivison Pedrê

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