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Concílio reúne 1,2 mil anciãos e suas esposas em Itaboraí e em Campos dos Goytacazes

Cada pastor tem, ao seu lado, nas congregações adventistas, um grupo de homens especiais que o auxiliam na condução espiritual dos membros: esses são os anciãos de igrejas e diretores de grupos organizados. Apesar do nome, não é preciso ser idoso para ocupar a função. Há anciãos jovens e outros com mais idade. O importante é que sejam homens que tenham a vida entregue nas mãos de Deus e que amem os membros de suas igrejas. Ao seu lado há suas esposas, mulheres importantes no auxílio e suporte ao ministério do ancião.

3 de julho de 2018

Por Marcely Seixas

O pastor Geovane Souza e a equipe de administradores e departamentais durante a abertura do Concílio de Anciãos e Esposas | Foto: Paulo Araújo

Cerca de 1,2 pessoas, entre anciãos e suas esposas, participaram do concílio em Itaboraí e Campos dos Goytacazes | Foto: Paulo Araújo

Pensando em proporcionar um encontro em alto nível para anciãos e esposas, a Associação Rio Fluminense (ARF) promoveu, nesse fim de semana, 30 de junho e 1 de julho, o Concílio de Anciãos e Esposas “Juntos na Missão”. No sábado, anciãos e esposas das regiões Central, Fluminense, Lagos e Serrana se reuniram no Colégio Adventista de Itaboraí e no domingo foi a vez de o grupo das regiões Norte e Noroeste participarem na Igreja Adventista Central, em Campos dos Goytacazes. Cerca de 1,2 mil pessoas participaram do evento nos dois municípios.

O objetivo do encontro, que acontece anualmente, foi prover ao ancião e sua esposa conteúdo que os auxiliem em suas atividades nas congregações e promover a valorização do casal nesse ministério fundamental para a igreja.

Anciãos são homens que receberam um chamado especial para ministrarem em suas congregações | Foto: Paulo Araújo

“Os anciãos são fundamentais e estratégicos para o andamento da igreja, porque conduzidos por Deus, ajudam a igreja a cumprir com os propósitos que Ele estabeleceu. Ao realizar esse encontro, o objetivo foi foi levar aos anciãos e às esposas a compreensão de que são importantes para a igreja. Também buscamos ajudá-los a compreender o seu papel e a importância para a igreja, e ainda que conhecessem a Igreja Adventista e não tivessem dúvidas de que essa é a igreja de Deus”, explicou o pastor Geovane Souza, presidente da ARF, sede administrativa da Igreja Adventista as regiões Metropolitana, dos Lagos, Norte, Noroeste e  Serrana do Estado do Rio de Janeiro.

Pensando em oferecer um conteúdo relevante, tanto para a vida espiritual do ancião e de sua esposa, quanto para instruir a igreja, os convidados para palestrarem aos casais foram cuidadosamente escolhidos.

Anciãos, diretores de grupos e pastores reunidos no anfiteatro do Colégio Adventista de Itaboraí durante o Concílio | Foto: Paulo Araújo

A Igreja Adventista Central de Campos dos Goytacazes recebeu o Concílio de Anciãos das regiões Norte e Noroeste | Foto: Liziane Possmoser

“Tivemos, também, o objetivo de fortalecer a identidade doutrinária da igreja na vida do ancião, dando a eles ferramentas e conhecimentos que lhes auxiliassem no cuidado da mesma, protegendo-a dos enganos e idéias dissidentes. Outro objetivo foi ajudar, tanto a esposa quanto ao ancião a entenderem o seu papel e importância no movimento profético. Nós somos pouco mais de 4,5 mil pastores em todo o território da Divisão Sul Americana e há mais de 25 mil anciãos. Então é um poderoso exército que tem que estar preparado, tem que ser considerado e principalmente valorizado como exército divinamente conduzido por Deus”, disse Geovane Souza.

Dr Amin Rodor foi um dos palestrantes convidados | Foto: Paulo Araújo

No time de convidados para o encontro estavam o Dr Amin Rodor, Th. D. Doutor em Teologia Sistemática pela Universidade Andrews. Rodor é professor no curso de Teologia no Unasp. Pela manhã ele falou sobre o “Chamado ao Ancionato” e à tarde, falando apenas aos anciãos, ele palestrou sobre o tema “Perfeição e Perfeccionismo”. Para ele, a grande qualidade que um ancião precisa ter é colocar-se sinceramente

Pastor Ricardo Castro, secretário Ministerial da ARF, falou aos casais sobre a importância de ter uma vida dedicada á missão | Foto: Liziane Possmoser

sob o comando divino.

“Tudo começa como conhecer o seu papel, conhecer o que você vai fazer. Você quer marcar um lugar na vida da igreja e das pessoas? Esteja preparado para aquilo que vc faz. Essa sua missão exige sério compromisso de consagração e tempo. Discrição, confidencialidade em temas difíceis, maturidade espiritual, equilíbrio, discernimento, habilidade de liderança e organização. Algo que você não pode fazer sem Deus. Estamos falando de uma missão espiritual.”, pontuou aos anciãos. De acordo com Amin, o ancião terá êxito “se ele decidir ser um servo, um discípulo”.

José Ricardo Alves é ancião na igreja em Barra de São João, no município de Casimiro de Abreu, e voltou animado para casa, após o concílio. “Quando soube do concílio, não queria vir, pois, como venho todos os anos, pensei que não fosse ter contato com nenhum conteúdo novo. Mas estou feliz por ter vindo, pois saio daqui bastante enriquecido. Aprendi coisas novas, principalmente sobre a natureza de Cristo. Fiz anotações de informações de muita qualidade”, contou.

Durante o concílio, houve momentos em que anciãos e esposas tiveram palestras separadamente. Enquanto o dr. Amin Rodor falava aos homens, as mulheres receberam orientações de sua esposa, a enfermeira Rita Rodor e da palestrante Patrícia Oliveira Santos.

A professora Raquel Souza e a enfermeira Rita Rodor em Campos dos Goytacazes | Foto: Liziane Possmoser

Para Rita Rodor, de tudo o que foi dito em sua participação, ela gostaria que as mulheres fossem para casa conscientes de seu papel de apoio. “Gostaria que elas se tornassem apoio, suporte aos seus esposos, pessoas que servissem a Deus pelos maridos e pela igreja. Às vezes a gente se distrai, até mesmo servindo à obra, como aconteceu com Maria, mas podemos fazer diferente e aproveitarmos a melhor parte, como Marta”, aconselhou.

O princípio da Mesa Posta foi o tema da palestra de Patrícia Santos | Foto: Liziane Possmoser

Patrícia Santos, por meio de seu testemunho pessoal, falou sobre a importância do Princípio da Mesa Posta. “Na Bíblia existe o princípio do sentar-se à mesa. A mesa é onde Deus está presente. Há restauração quando pomos a mesa. Ele restaura relacionamentos á mesa. Quando a mulher arruma a mesa para a família, ela não está apenas oferecendo o alimento, mas proporcionando um momento com Deus”, afirmou, incentivando as mulheres a se dedicarem ao hábito de arrumar a mesa para a refeição, sobretudo nos sábados, para que a atmosfera de deleite familiar favoreça para que os filhos aprendam a amar o sábado.

Foto: Paulo Araújo

Márcia Dias é professora e esposa do pastor Maurício Dias, que atua no distrito de Cordeiro, na Região Serrana. Para ela, a palestra sobre a experiência da mesa, trouxe de volta a lembrança da importância da reunião familiar no momento da refeição. “Tão óbvio tudo.  Tão significativo. Tão envolvente! Amo as obviedades. Elas são confirmações daquilo que já sabemos por intuição ou pelo toque de amor do Espírito Santo, e muitas vezes negligenciamos. ”, relatou, afirmando que irá compartilhar o conteúdo com as famílias em seu distrito.

Esse conteúdo veio ao encontro das expectativas de Ester Coelho, esposa de ancião na igreja localizada no bairro Coelho, em São Gonçalo, na Região Metropolitana. “Durante a semana o Espírito Santo falou comigo sobre a me sentar à mesa e cheguei a comentar com meu marido que gostaria de convidar uma vizinha, que é sozinha, para que viesse sentar-se à mesa conosco. Agradeço a Deus pela oportunidade de ouvir essa palestra, porque foi enriquecedor. ”, revelou.

Esposas de anciãos e de pastores se reuniram no evento para aprender e preparar-se para melhor auxiliar ás igrejas locais | Foto: Liziane Possmoser

Sentimento semelhante teve a professora Sueli Duarte, esposa do pastor Mário Sérgio Duarte, que atua no município de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. “Esse concílio foi muito bom. Ouvi muitas coisas que temos que considerar. A correria e a falta de tempo influenciam a nossa dedicação. Há tantas coisas que temos que fazer, detalhes importantes que não podemos negligenciar”, avaliou.

A participação das mulheres foi promovida pela Área Feminina da Associação Ministerial (Afam), liderado pela professora Raquel Souza. De acordo com ela, os temas apresentados foram carinhosamente pensados a fim de promover a comunhão com Deus, união, estabilidade e a felicidade familiar.

“O que a gente precisa, na verdade, é de relacionamento com Deus e a partir desse momento com Deus todas as coisas acabam acontecendo”, disse.

No mês em que se comemora o Dia do Ancião, a ARF preparou um programa especial para esse grupo especial de líderes da Igreja Adventista | Foto: Paulo Araújo

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