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Compassion 2018 acontece e lança inscrições para evento em 2019

Neste ano, o tema do Compassion foi “Discipulando as Diferentes Gerações”. O evento é um dos maiores seminários na área de Ministérios Urbanos na Igreja Adventista do Sétimo Dia

Evento no sábado pela manhã

Por Michelle Martins  

O Compassion chegou na sua 3º edição no último final de semana, nos dias 13, 14 e 15 de abril. Durante os três dias, o seminário de Missão Urbana abordou o tema “Discipulando as Diferentes Gerações” para mais de 700 pessoas no auditório do Colégio Adventista de Vila Matilde.

Durante a programação de domingo foi confirmada a realização do Compassion 2019 com o tema “Desafios da Missão Urbana”. As inscrições serão disponibilizadas nesta sexta-feira, 20, no site http://eventos.apl.org.br.

De acordo com a organização do evento, o seminário acontecerá em dois momentos. Dos dias 30 e 31 de maio de 2019, será com conteúdo específico para pastores. Dos dias 01 a 02 de junho de 2019 para os membros e interessados.

O ingresso com valor total sem desconto é R$150 para membros, para pastores o valor total sem desconto é de R$200.  Porém haverá valores promocionais para os inscritos.  “É importante estar atento, pois os valores mudarão conforme a aproximação da data do evento”, avisa a organização do evento. Os membros cadastrados no ACMS no território da Associação Paulista Leste deverão procurar o seu pastor distrital para efetivar a inscrição.

Compassion 2018

O evento é realizado pela Igreja Adventista para as regiões Norte e Leste da capital de São Paulo. O idealizador e diretor dos Ministérios Urbanos nas regiões, pr. Jair Miranda, conta que o Compassion surgiu pela necessidade de atender as necessidades dos moradores da Grande São Paulo.

“Diante dos desafios da missão urbana, a gente precisou criar mecanismos de treinamento para os membros que fossem práticos e o Compassion nasceu nesse contexto.  A gente está tentando fazer com que a igreja entenda que missão pode se espalhar de várias formas. A gente entende que onde há necessidade, pode existir um ministério”, conta.

O Ministério Urbano tem o foco de atender as necessidades físicas, espirituais e psicológicas das pessoas por meio de ações voluntárias. Para o diretor e palestrante Douglas Venn, os desafios na missão urbana consistem em atender os grupos diferentes de pessoas como Jesus fez.

O Compassion abordou os conteúdos por meio de três ambientes. As plenárias que possuem o objetivo de oferecer uma base para a realização da missão urbana. Dezoito workshops com abordagens temáticas e ministérios desenvolvidos para públicos específicos. E no terceiro ambiente, foi a mostra de projetos e ações exercidas por voluntários adventistas e amigos da Igreja envolvidos em projetos, incluindo o Meu Talento Meu Ministério.

Entre os palestrantes das plenárias estiveram também os pastores Edison Choque, Lucas Alves, Emílio Abdala, Odailson Fonseca e Marcelo Dias professor no Centro Universitário de São Paulo (Unasp).

Pastor Douglas Venn e o tradutor Yuri Guimarães

Desafios na Igreja

Além dos desafios de evangelizar para as novas gerações, os líderes encontram desafios dentro dos templos. Segundo o presidente da Igreja no Norte e Leste da capital, Aguinaldo Guimarães, atualmente há de seis a sete gerações nas congregações.

“Elas tem as suas características únicas, a sua maneira de encarar a vida, a sua criatividade e o seu potencial. Se nós soubermos conduzir essas gerações unidas usando o que cada uma tem de potência, experiência e a realidade de vida, para que juntas possam cumprir a missão do Senhor, nós só temos a ganhar com isso”

A união dessas gerações pode fazer com que o evangelho e a Igreja cresçam. Porém o presidente da Igreja para o Estado, Domingos Sousa, adverte que é preciso crescer em discípulos e não em membros.

“Quando Jesus esteve nesta Terra em seu ministério, Ele formou líderes e não seguidores, doze discípulos líderes. Essa era a vontade e ambição de Jesus, porque há uma diferença em ser seguidor, membro e discípulo. Por isso que batemos muito na tecla de Ser Discípulo e Fazer Discípulo. Porque um seguidor segue de maneira cega o seu líder. Um seguidor, ele espera pão e até peixe do seu líder. Um discípulo ele é capaz de buscar a farinha, fabricar o pão e pescar. Um membro da Igreja espera a visita do pastor, um discípulo faz visitas. O membro espera ir para o céu, o discípulo vai para o céu e quer levar outras pessoas, porque ele forma discípulos. Nisso há uma diferença muito grande e, às vezes, nós mesmos, líderes, não atentamos para isso”,

Tiago Arrais em plenária

O músico e professor no Unasp, pr. Tiago Arrais, afirmou que discipulado tem que ser um estilo de vida para o cristão. “A gente pensa que missão é trazer alguém para a igreja e ser batizado e a gente falar ‘olha que legal!’ e acabou o processo. Pelo contrário, leia os evangelhos, o batismo em Matheus acontece no capitulo 3, no começo, porque a jornada de discipulado vai começar a partir de você aceitar a realidade do Reino e fazer parte de uma nova família e tudo mais. Então a gente precisa levar a sério o que a Bíblia está dizendo”

Arrais, ainda ressalta que existem dois paradigmas que devem ser abolidos para a realização da missão urbana, o tradicionalismo e a compreensão de “mundano”.

“Tradição é você repetir as coisas que não necessariamente estão na Bíblia, tipo, casamento, como se faz um casamento? A gente tem a nossa tradição de como fazer, está tranquilo, não tem problema. Agora, tradicionalismo é você fazer com que todas as coisas que aconteceram no passado e a sua ideia do que é correto agora sejam normas”

O segundo paradigma para Arrais é o hábito de falar que o mundo está nas coisas (como espaços físicos). “O mundo na Bíblia não tem nada a ver com essas coisas. O mundo é uma condição do coração, de você mentir, ser um hipócrita, de ver o dinheiro acima das outras coisas, isso é viver como o mundo. Por não sermos letrados nas escrituras bíblicas a gente cria um fantoche de uma ideia de mundo. Por causa disso a gente não sai, não fala com as pessoas, fica com medo de perder o céu, que Deus vai ficar triste com a gente. A gente vê Jesus fazendo o inverso, não só tendo um conteúdo riquíssimo para passar para as pessoas, mas a gente vê ele se misturando com as pessoas, estando disposto a perder a reputação diante dos olhos da comunidade para que as pessoas entendam claramente quem é Deus e como funciona o amor de Deus”

Líderes de diferentes regiões do país estavam no Compassion

Mais de 700 pessoas participaram do Compassion e entre os inscritos estavam caravanas de vários estados do Brasil.  Paulo Godinho é presidente da Igreja para o  Norte do Pará e veio ao evento com mais 12 integrantes em seu grupo. Ele conta que o interesse em participar foi desde a primeira edição.

“O Compassion, ele já atrai por si mesmo pelo nome, mas podemos comprovar pela consistência e relevância desse projeto, que vem trabalhando com o evangelismo e com o discipulado. Todos nós que viemos fomos alcançados e saímos daqui impactados e dispostos para encarar os desafios na nossa igreja e também o da missão urbana”

Workshops aconteceram no sábado a tarde no Compassion

Erika Faustino mora em São Paulo e leva como aprendizado a necessidade de atender a comunidade. “Levo a importância de nós como cristãos estarmos desenvolvendo o trabalho na rua e não sentados no banco da igreja. Nós precisamos ir até eles e fazer a diferença na vida de cada um que espera isso”, comenta.

Para o pr. Aguinaldo Guimarães é essencial que os participantes coloquem em prática o que aprenderam. “Não podemos sair daqui e deixar tudo que aprendemos parado conosco, nós temos que compartilhar, nós temos que aceitar o desafio que foi proposto. Temos que ir adiante, vermos onde eu posso me encaixar, o que eu posso fazer além para ser relevante para as novas gerações, para cuidar das gerações mais antigas, para expandir o reino de Deus, quais os dons que eu tenho, que ministério eu posso fazer, quais as novas formas eu posso usar para ensinar a Bíblia, para que ela faça sentido para as diferentes gerações”

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