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Adventistas de Mamborê realizam 16º edição da Festa das Primícias

Evento reuniu 3 mil paranaenses que reconhecem providência de Deus numa safra que não foi das melhores.

Por Willian Vieira 8 de maio de 2019

O ano de 2018 não foi o melhor período para o produtor rural. As regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sul do Brasil sofreram em vários momentos com o calor excessivo, a falta de umidade ou a presença de chuvas constantes. O clima de incerteza atingiu em cheio o processo de formação dos grãos, incorrendo na antecipação da colheita e afetando sua qualidade para a comercialização.

A situação crítica quase fez o Paraná perder, por exemplo, o posto de segundo produtor de soja do país para o Rio Grande do Sul. O clima ruim atingiu de maneira mais forte as regiões norte e oeste do estado, diminuindo a safra do grão prevista para o período. Já nos primeiros meses de 2019, a preocupação se concentra no desenvolvimento do milho, pelo fato de que uma massa de ar quente tem impedido a formação significativa de chuvas na região.

Ainda assim, uma das comunidades do oeste paranaense segue com motivos de sobra para agradecer pelo sustento obtido na última safra. Um grupo de agricultores adventistas de Mamborê, cidade com 14 mil habitantes, reconhece que, apesar de toda a informação, planejamento e tecnologia envolvida no atual processo de produção agrícola, a confiança no Criador dos ciclos naturais é a base do trabalho.

“A agricultura tem os bons tempos e os maus tempos, mas de nada adianta se não tivermos fé. Inclusive, nós não temos do que reclamar. Na última safra, nós plantamos um pouco depois do que a maioria e então a chuva veio para nós em abundância e tivemos uma boa colheita”, explica o agricultor Alberto Chamberlain.

Educada nesse contexto adventista de produção rural, a jovem Diéssica Zonemberg lembra de um episódio em que a fidelidade da comunidade foi testada. “Em um desses anos, aconteceu que a colheita foi realmente baixa e o pessoal perdeu quase tudo, mas aquele foi o ano em que o percentual de ofertas mais cresceu. Isso para mim é um exemplo claro de que podemos confiar que Deus continua sendo Deus”, relembra a estudante de Direito.

Em poucos minutos de conversa com outros moradores, é fácil perceber que o sentimento de gratidão não se trata de algo isolado. Inclusive, é por conta da perseverança, independentemente da situação, que eles realizam há 16 anos um evento que celebra de forma pública, o reconhecimento do cuidado que vem do alto. Na chamada Festa das Primícias, evento que tem versões em outras regiões do Brasil, 3 mil pessoas acompanham numa tenda, uma programação repleta de louvor, agradecimento e reflexão. O momento mais esperado é quando as famílias locais entram por um corredor com representações simbólicas dos frutos da terra.

Nesta edição, além do apoio dos líderes adventistas para o oeste do Paraná, compareceram também os diretores do departamento de Mordomia Cristã da sede mundial adventista, pastores Marcos Bonfim e Aniel Barbe. “Dízimo e oferta é uma maneira muito prática de eu decidir por mim mesmo se eu creio em Deus ou não. Não devolvo isso para a igreja e sim para Deus, para reconhecê-lo como Criador, mantenedor e em obediência à sua Palavra”, justifica Bonfim.

O pastor Josanan Alves, líder sul-americano da área, reforça que a inspiração para esse tipo de celebração vem do livro sagrado. “Eles estão fazendo algo que viram na Bíblia. Celebram, assim como o povo de Israel, as bênçãos de Deus sobre a colheita”, conclui.

Texto escrito para a edição de junho da Revista Adventista, periódico da editora Casa Publicadora Brasileira.

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