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Templo adventista em Erbil, no Iraque, reabre portas

Após anos de guerra, que obrigaram o encerramento das atividades, igreja inaugura novo edifício para atender comunidade

Por Allana Ferreira, União do Oriente Médio e Norte da África

Membros oram durante culto de inauguração do novo templo (Foto: União do Oriente Médio e Norte da África)

A comunidade adventista do sétimo dia inaugurou sua primeira igreja em Erbil, capital da região do Curdistão iraquiano, no dia 25 de fevereiro. Durante o primeiro culto no novo edifício da igreja, no sábado anterior, os membros refletiram sobre os anos passados, nos desafios enfrentados e nas bênçãos alcançadas.

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Gilberto Araújo, diretor da sede adventista para a Região Mediterrânea Oriental, que abrange o Iraque, Líbano, Jordânia e Síria, manifestou sua gratidão pelo apoio recebido da União do Oriente Médio e Norte da África (Mena).

“Gostaríamos de expressar nossa apreciação às autoridades locais no Curdistão por nos permitir prestar culto livre e pacificamente”, disse Araújo. “Ao mesmo tempo, agradecemos à Mena por sua ajuda financeira e liderança”.

Na cerimônia de inauguração, as autoridades locais felicitaram a comunidade adventista do sétimo dia pela dedicação da nova igreja. “Dezenas de templos foram abertos na região do Curdistão, mostrando a coexistência de diferentes nações e religiões”, destaca Pshtiwan Sadiq, ministro interino de Dotações e Assuntos Religiosos.

Os líderes da igreja incentivaram os membros a compartilharem a esperança e o amor de Deus com a comunidade, a despeito dos sofrimentos pelos quais passaram. “Essa inauguração mostra que há futuro para o evangelho no país”, conclui Tibor Szilvasi, secretário executivo da União do Oriente Médio e Norte da África.

Foi um dia memorável para os membros da igreja adventista no Iraque, que era muito forte no passado até que ocorreram os muitos conflitos na região, fazendo com que a presença adventista no país enfraquecesse.

O Início no Iraque 

Em 1923, os colportores adventistas iniciaram sua obra na cidade de Mosul, 400 km ao norte de Bagdá. Posteriormente foram construídos escolas e um hospital na cidade.

Visão do templo adventista antes do início da guerra no Iraque

Em 1958, a primeira igreja adventista no Iraque foi aberta em Bagdá, capital do Iraque. Durante o pico da presença adventista no país, havia quatro templos na cidade de Mosul, Bagdá, Kirkuk e Basrah, com um total de aproximadamente 200 membros.

Levantes Políticos

Na década de 1970, embora o governo tenha nacionalizado as instituições adventistas, como escolas e hospitais, os adventistas iraquianos ainda tinham liberdade de culto e assim as igrejas permaneceram abertas.

Porém, o país sofreu com as várias guerras do Irã, de 1980 a 1988, e dos Estados Unidos em 2003. Devido às guerras e à instabilidade, muitos membros deixaram o país e a igreja foi severamente afetada.

Todas as igrejas adventistas no país começaram a fechar, uma a uma, até que por fim a igreja em Bagdá teve de fechar as portas porque não sobraram membros.

“Foi realmente um período estressante para a igreja”, explica George Yousif, adventista iraquiano de Erbil.

Novo Começo

Em 2011, adventistas nativos e expatriados de Bagdá, da Nicarágua e do Brasil, começaram a se reunir para o culto em Erbil. O grupo de adoradores cresceu em número, especialmente quando a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) foi para a região para trabalhar em favor dos refugiados e das Pessoas Internamente Deslocadas (IDP, sigla em inglês).

Em 2015, a igreja enfrentou outra crise quando iniciaram as operações militares contra o Estado Islâmico (EI), na cidade de Mosul, 81 km a oeste de Erbil. Contudo, a crise não impediu os membros da igreja de prestarem culto juntos.

Próximos Passos

Com o novo edifício, a igreja pode receber mais pessoas do que antes e está idealizando vários projetos para servir os membros da comunidade.

Visão externa do novo templo adventista em Erbil

Rick McEdward, presidente da sede regional da Igreja em Beirute, Líbano, acredita que ser uma luz na comunidade deve ser o foco principal da nova instalação.

“Como adventistas, somos chamados a trazer esperança ao mundo. Depois de anos e anos de crises, este é um grande momento para ver uma nova igreja aberta para servir a comunidade”, avalia McEdward. “Somos gratos a Deus pela liberdade de abrir um local de oração e culto a fim de trazer o amor de Deus ao mundo”.

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