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Série Missionários OYiM: A medicina pode esperar

Daniel foi missionário em MG, Uruguai e agora está no Rio de Janeiro.

15 de março de 2018

Por Fabiana Lopes

Viver na cidade do Rio de Janeiro nos dias atuais é um grande desafio para cada morador. Imagina-se que com tantas notícias sobre a violência, muitas pessoas deixariam para conhecer a Cidade Maravilhosa em outro momento. Mas tirando fora a questão turismo, que é um fator decisivo para alguns escolherem a capital carioca como passeio, existem pessoas que escolhem conhecer a cidade com outra intensão: evangelizar.

Nesta série de reportagens, que terá um total de 15 histórias, você poderá conhecer um pouco melhor cada um dos jovens que dedicarão um ano de suas vidas na região sul do Rio de Janeiro. Antes, entenda o que é o projeto OYiM.

Projeto OYiM (One Year in Mission) – Um Ano em Missão

Neste ano, a sede da Igreja Adventista no sul do RJ está recebendo 15 jovens para o OYiM.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia acredita que todo jovem tem uma chama missionária em seu coração. O OYiM promove a participação de jovens adventistas na pregação do evangelho em centros urbanos de oito países da América do Sul, unindo seus talentos, recursos e conhecimento profissional com as necessidades das comunidades.

Durante um ano estes jovens dedicam suas vidas para cumprir a ordem deixada por Jesus na passagem de Marcos 16:15 “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho”. Ao participar deste projeto, cada jovem tem experiências marcantes para toda a vida. Seja através das amizades, das histórias de vida que vai conhecer e de poder transformar o que faz de melhor em seu ministério.

Para saber mais sobre o projeto clique aqui e para se inscrever acesse: Pré-seleção.

A medicina pode esperar

Daniel é capixaba e pela terceira vez está participando no OYiM.

Durante a Campal de Morobá, que aconteceu em novembro de 2015, Daniel conheceu o projeto OYiM e os jovens que participavam deste projeto pela Divisão Sul-Americana. Ele foi um dos que ficaram animados a participar do projeto e fez sua inscrição.

Daniel Gonçalves dos Santos é capixaba e tem apenas 20 anos de idade. Seu sonho desde criança é ser neurocirurgião. Nascido numa família adventista, sempre participou nas atividades da sua igreja: pregava, cantava, ajudava onde era preciso. E o sonho cada vez mais se tornava realidade através da sua dedicação aos estudos.

“Na época da Campal, eu trabalhava numa oficina de carros e já nem me lembrava da inscrição que fizera. Em dezembro, recebi a ligação do pastor Paulo Prazeres, líder jovem da Igreja Adventista do Sétimo Dia na região Central do Espírito Santo (Associação Espírito Santense), dizendo que eu havia sido escolhido para participar do projeto”, relata Daniel, que passou o ano de 2016 na cidade de Unaí, em Minas Gerais.

Daniel gostou tanto de participar que no ano seguinte, 2017, ele participou do OYiM no Uruguai. Neste país ele conheceu outra realidade: um lugar cheio de restrições para a pregação do evangelho. Durante o tempo que passou ali, Daniel visitou duas universidades: Universidad Oriental de la Republica Uruguai, no Uruguai e Universidad Adventista del Plata, na Argentina. E durante as visitas, o contato com as pessoas e o ambiente universitário, aumentaram seu desejo de se tornar um médico missionário e ele iniciou naquele mesmo ano seu curso de medicina no Uruguai.

Em janeiro de 2018, ele foi evangelista na Missão Calebe (projeto com jovens que dedicam as férias para a missão) em São Domingos do Norte, no ES. Ao retornar para casa, Daniel começou a organizar seus documentos para retornar ao Uruguai e continuar seu tão sonhado curso de medicina. Foi quando recebeu o convite a participar pela terceira vez do OYiM. Como seria na cidade de Vitória, ES, ele aceitou. “Afinal, eu não ficaria longe da minha família e namorada. Seria menos difícil”, relembra.

Novo desafio: ser missionário no Rio de Janeiro

Antes de cada início de projeto OYiM, os missionários participam de um treinamento. Daniel estava neste treinamento em Belo Horizonte, quando soube que iria para o Rio. “Foi um misto de emoções: medo, incerteza, apreensão. Sou criado numa cidade do interior do Espírito Santo, que sempre foi muito tranquila. Sempre ouvi falar de muita violência no Rio. Meus pais, a princípio, não queriam que eu viesse, me aconselharam a cursar minha faculdade, que também era algo muito importante para minha vida”, descreve Daniel, que a despeito de tudo e todos, aceitou vir para o Rio.

Daniel conta que aos poucos Deus foi confirmando seu chamado. Numa das mensagens que ouviu do líder jovem para oito países da América Latina da Igreja Adventista, pastor Carlos Campitelli, foi o fato de que alguns que estavam ali já eram veteranos no OYiM, mas que este seria um ano diferente. “A gente pode participar da missão várias vezes, mas as situações mudam, os desafios são outros e sempre vai parecer que é a primeira vez. Por que a gente nunca vai saber lidar com os sentimentos de boa, logo no início, bate a saudade de todos: família, namorada; mas vale muito a pena. Já valeu a pena! E a medicina pode esperar!”, finaliza.

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