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Evangelismo

Projeto missionário em Guiné-Bissau celebra primeiras conquistas

Três jovens entregaram sua vida a Cristo, em um dos cenários mais difíceis de evangelização


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Missionários voluntários da AFM Brazil ao lado de líderes locais em Guiné-Bissau. Foto: Acervo Adventist Frontier Missions

Conheça o contexto do projeto Geba Animists

A pregação do Evangelho na Janela 10/40 tem dificuldades distintas a depender do país e da sua realidade local. O projeto Geba Animists da Adventist Frontier Missions por exemplo, lida com um dos países menos desenvolvidos da sua região e do mundo. Em Guiné-Bissau (costa ocidental da África), 75% da população se encontra em condição de pobreza extrema. É um país vítima da instabilidade política e social, que vivenciou também uma guerra civil. Além do mais, Guiné-Bissau tornou-se uma passagem para o tráfico entre América, Europa e Ásia, o que dificulta a sua estrutura social. Além do mais, este país conta com uma diversidade de grupos étnicos e só 20%, da população é cristã e o Islã é a religião dominante.

Mas, tal cenário não desanimou a Missionária Gláucia dos Santos e a família Ministerial do Pr. Vanius e Elisabete Dias. Eles se dispuseram a alcançar os povos ainda não alcançados que vivem em Bissau e desde 2021 dedicam suas vidas para pregação do Evangelho na comunidade onde estão vivendo.

“Por vezes, no campo missionário, nos sentimos incapazes e até indignos do trabalho. Hoje entendo que esses são dias comuns e que fazem parte de nossa vida, dos sentimentos que todo ser humano imperfeito como eu tem, ainda mais diante dos compromissos que assumimos diante de Deus. Mas com Ele e através dEle milagres são possíveis”, afirmou Vanius Dias.

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Batismos em Guiné-Bissau

Cidadãos de Guiné-Bissau momentos antes de entregarem a vida a Cristo publicamente.
Foto: Acervo Adventist Frontier Missions

Após quase um ano trabalhando de maneira intensiva no Projeto Geba Animists, os missionários da Adventist Frontier Brazil puderam celebrar vidas sendo entregues a Jesus. O trabalho de discipulado iniciou-se através de reuniões às sextas-feiras em uma casa emprestada por um dos nativos. Posteriormente, foi aberto um curso de português e reforço escolar para as crianças. Com o passar do tempo essas atividades se tornaram um ponto de influência para a comunidade e as reuniões das sextas-feiras se tornaram um grupo para estudo da Bíblia . No mês de abril,  três pessoas, que iniciaram no curso de português, passaram pelas reuniões de sexta-feira e pelos estudos bíblicos, tomaram a decisão de se entregarem a Cristo através do batismo.

           "Auack Imbunhe foi um dos jovens batizados e ao aceitar o apelo para o batismo, disse que ao longo dos estudos ele compreendeu que não pode ficar "em cima do muro", ou seja, indeciso, mas se posicionar ao lado de Deus". Para Auack o batismo marca uma nova caminhada, sem medo dos poderes malignos e o forte compromisso de levar essa luz para seus amigos e familiares de sua etnia – os balantas. Ele se entristece em saber que muitos estão presos nos ensinos tradicionais, mas "tem esperança de que muitos vão abrir o coração a Deus e serão libertos da prisão em que estão", enfatiza a missionária Gláucia.

"Sei que a festa no céu também aconteceu e acredito que quando estivermos juntos na eternidade vou apresentar esses amigos a todos os doadores e tantos outros que oram e trabalham para enviar missionários a lugares distantes. Ver pessoas sendo batizadas é sem dúvida, a maior festa que um missionário pode participar, foi emocionante  a entrega da vida dos jovens a Cristo através do batismo", celebra a missionária Elizabete Dias junto do seu esposo o Pr. Vanius.

É importante ressaltar que há por volta de 7 mil povos que ainda não ouviram o evangelho e que estão espalhados por este mundo, o que representa mais de 3 bilhões de pessoas. De cada mil missionários servindo além-mar, somente 14 estão trabalhando com povos não alcançados pelo evangelho. Esses dados, tornam o número de batismos em Bissau relevantes para que Evangelho do reino seja pregado a todas as nações.