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Programa incentiva jovens no Sul do Brasil a se dedicarem a projetos missionários

I Will Go foi realizado no Instituto Adventista Paranaense com mais de 800 participantes

19 de junho de 2018

Por Carolina Felix

Quarteto de angolanos foi o primeiro a se apresentar no programa de abertura, coordenado pelo pr Tiago Rodrigues e a designer Mauren Dorneles

Quarteto de angolanos foi o primeiro a se apresentar no programa de abertura, coordenado pelo pr Tiago Rodrigues e a designer Mauren Dorneles

É como se um pouquinho de cada canto do Brasil, e outros países, fossem representados por jovens que residem na região Sul. Foi com essa diversidade que o programa I Will Go, que aconteceu entre os dias 15 a 17 de junho, mobilizou mais de 800 pessoas no Instituto Adventista Paranaense (IAP)  – um pontapé inicial para o engajamento dos jovens nos projetos de missão da Igreja Adventista em todo o mundo.

A abertura do programa, coordenada pelo pastor Tiago Rodrigues e a designer Mauren Dorneles, contou com o envolvimento de todo o núcleo musical do IAP. Banda jovem, corais e grupo Expressão de Vida, todos se envolveram na elaboração do programa (Veja um trecho das apresentações no instagram iap.oficial).

pr Lisandro Staut apresenta a expansão da ong Maranatha Brasil. Apenas no país, mais de 1000 igrejas, escolas e poços artesianos foram construídos

Pastor Lisandro Staut apresenta a expansão da ong Maranatha Brasil. Apenas no país, mais de 1000 igrejas, escolas e poços artesianos foram construídos

Enviar 

O pastor Fabiano Mendes, coordenador do Núcleo de Missões para a região Sul do país, explica que a proposta do programa está centrada em três níveis: inspirar, capacitar e enviar.  “Se nós trabalharmos nestes três níveis, e um programa como este trabalha nestes três níveis, nós vamos ter uma aproximação completa do tema da missão e dos jovens nas nossas igrejas”, reforça.

Mais do que aproximar do tema, o casal Franklin Arthur Vitorino e Cinthia Maria R. Vitorino vive a missão como estilo de vida. Franklin teve sua primeira experiência missionária na Amazônia para um projeto de curta duração. Em seguida passou um ano como missionário no Uruguai e, após o casamento, seguiu com a esposa para Moçambique, onde concebeu a pequena Heloá de apenas 1 ano e 5 meses.

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Capacitar

Em um dos workshops, realizados no segundo dia do programa, Cinthia explicou aos interessados que apesar de uma viagem em missão não ser um período para férias, viver pelo próximo é recompensador.  Mas importante é que o desejo de viver em missão esteja latente no coração daqueles que se propõem. “É interessante que a nossa sociedade sente a necessidade de coisas que, em missão aprendemos que não são tão necessárias. Por exemplo, muitas vezes a gente fica triste por que não conseguimos comprar uma blusa que vimos na vitrine, ou não temos condições de comprar algo que estamos com vontade comer. Mas eu aprendi em Moçambique que felicidade é aquilo que você é e não aquilo que você tem”, resume a missionária, que no próximo mês embarca para o Timor Leste.

Ao ser questionado de quando pretende buscar estabilidade para sua família e para com as viagens missionárias, Franklin responde com o sorriso no rosto “ Não pretendo parar. Vou viver como missionário quanto der, agora no Timor Leste e se precisar ir para outro lugar, iremos”, reforça.

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Inspirar

Ir é a resposta positiva a um chamado. Este é o significado do tema do programa e também o que dá significado a trajetória do voluntário. “ Essa também é uma das coisas que o voluntário sempre precisa ter muito claro, o aspecto de que ele tem um chamado especial, não há uma aventura cultural de um país ou de pessoas, mas ele tem a aventura de salvar pessoas para o Reino dos céus. E quando ele entende isso na sua profundidade, você sempre percebe que no final, a história deste voluntário é bem-sucedida, tanto para as pessoas a quem ele foi servir, tanto quanto para ele na sua bagagem espiritual”, explica o pastor Elbert Khun, coordenador dos voluntários adventistas para todo mundo, que já atuou como missionário na Mongólia.

Responder ao chamado 

Para apoiar este ministério, a administração da União Sul Brasileira lançou no programa um projeto de incentivo ao voluntariado. Cinco jovens, inscritos nos programas de voluntariado do Adventist Voluntiers, terão suas passagens de ída e volta custeadas. “A entrega do benefício será feita no Campori Fortes, que será realizado em Curitiba-PR, no próximo semestre”, destaca o pastor Charles Rampanelli, que também passou um mês em um projeto missionário para reconstrução de uma escola no vilarejo de Bishmezzine, no Líbano. O programa I Will Go para os oito países da América do Sul, em 2019, sera sediado no Peru.

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Abertura

I Will Go | 2018 | Dia 1

Workshops

I Will Go | 2018 | Dia 2

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