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Mulheres realizam semana de evangelismo no sul do RJ

As mulheres que participaram do Evangelismo MM durante a primeira semana de junho são profissionais, mães, donas de casa, mas à noite tornam-se evangelistas e ajudam a levar pessoas a Cristo.

Pr. Luiz Gonçalves (ao centro) participou no Treinamento de Evangelistas que aconteceu em fevereiro deste ano.

Os preparativos para o Evangelismo do Ministério da Mulher acontecem com bastante antecedência. Elas participam de treinamentos, recebem orientações e neste ano, receberam até a visita especial do evangelista para toda América do Sul, pastor Luis Gonçalves, que também é o apresentador do programa da TV Novo Tempo, Arena do Futuro.

Para Débora Rodrigues, líder do Ministério da Mulher para a região sul do Rio de Janeiro, o preparo é fundamental. “Muitas mulheres já estão participando deste evangelismo deste a primeira edição, em 2013. Outras estão começando agora. Elas superam os desafios para cumprirem a missão! São meses de treinamentos, planejamento, reuniões, e muitas vezes abrem mão de tempo pessoal para um envolvimento mais de perto nas ações para o Evangelismo. Elas são mulheres guerreiras, que se colocam nas mãos do Senhor para fazerem a obra! Louvamos a Deus pelas bênçãos e vitórias alcançadas! Podemos dizer que “ Grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos alegres”, e finaliza agradecendo a participação de cada uma delas, que são “Mensageiras da Esperança da Associação Rio Sul”.

Foram mais de 300 igrejas participando, quase 100% do total de congregações da região sul do estado do Rio. Desde a primeira edição deste Evangelismo, as mulheres têm se comprometido cada vez mais em participar e assumir o púlpito durante esta semana especial, que aconteceu entre os dias 2 a 9 de junho. Dezenas de batismos aconteceram neste sábado, dia 9, por influência direta do trabalho das mulheres.

O batismo de Ana Maria: salva das chamas para Cristo

Ana Maria foi batizada pelo pastor Java Batista na Igreja Adventista de Nova Iguaçu, dia 9.

Faltavam apenas três dias para o Natal, e o calor no ano de 2016 era intenso, como a maioria dos verões carioca. Ana Maria morava sozinha e passava por momentos difíceis depois da perda da mãe. A bebida e o cigarro eram seus consolos diários.

O dia 22 de dezembro de 2016 é uma data que marcaria sua vida para sempre. “Eu fazia panos de prato para vender, e tinha em casa muitos tecidos, linha e materiais para confeccionar meus panos. Também fazia uns extras no restaurante perto de casa. Neste dia, eu saí do trabalho por volta das 4 da manhã e fiquei até meio dia bebendo. Nem sei como cheguei em casa e acabei deixando o cigarro cair em algum lugar, depois disso, só me lembro de estar no Hospital da Posse”, inicia Ana Maria.

O incêndio tomou conta do quarto onde ela estava e as pessoas que se aglomeravam no local não sabiam ao certo se ela estava em casa. O filho, Marcos Alexandre (26) resolveu entrar com a ajuda do tio Adenir e pulou o colchão em chamas tateando pelo chão à procura da mãe. Ela estava desacordada e com o corpo coberto de fuligem. Foi graças ao vizinho Lucio, que resolveu descer a rua para ir ao Caixa Eletrônico do bairro, naquela tarde quente, que viu a fumaça e pediu ajuda. “Eu quase desisti de ir naquele momento, estava muito quente, mas uma voz insistia de que eu deveria ir. Ainda bem que eu fui”, conta emocionado.

Familiares que moravam perto não acreditavam no que tinha acontecido. A amiga Elizabeth fez respiração boca a boca antes dos Bombeiros chegarem. “Se ela tivesse ficado cinco minutos a mais inalando a fumaça, teria morrido”, disse um dos bombeiros.

No Hospital da Posse, Ana Maria ficou internada na sala vermelha por 2 dias, em estado gravíssimo. Dois dias depois ela foi para UTI, ficando entre a vida e a morte. Passou 7 dias usando respirador e os médicos diziam que ela perderia a voz. Ana Maria chegou a ficar com pouco mais de 40 quilos, tendo que usar máscara por dias a fio. Foram 15 dias de internação. “Nesses momentos a gente reflete na vida e no que está fazendo dela. E foi quando eu pedi a Deus que me salvasse e me perdoasse, pois eu precisava da ajuda dEle. Prometi ali mesmo que nunca mais beberia ou colocaria cigarro na minha boca outra vez”, relembra Ana.

O reecontro com uma amiga e com Deus

Durante sua recuperação na casa de uma irmã, Ana reencontrou-se com a amiga de infância, Sonia. Juntas iam à Igreja Adventista do Sétimo Dia de Califórnia, em Nova Iguaçu e ali ela conheceu Claudia, que estudou a Bíblia com ela durante o ano de 2017. Durante todo aquele ano, ela dedicou-se ao estudo, frequentava os cultos e dizia: “Claudinha, assim que eu terminar meu estudo quero me batizar”.

No último sábado (9), Ana Maria foi batizada e está contando do milagre que Deus fez em sua vida. “Inacreditavelmente, eu não tenho nenhuma marca de queimadura, nem parece que fiquei entre a vida e a morte há quase dois anos. Deus é maravilhoso, Ele é o Deus do impossível e eu sou uma prova viva disso. Hoje louvo a Deus pois ele salvou a minha vida duas vezes, primeiro do incêndio e agora para ser Sua filha. Estou muito feliz!”, finaliza Ana.

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