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Igreja Adventista trata inclusão para Surdos como prioridade

Existem barreiras entre surdos e falantes, mas elas precisam ser quebradas para que o evangelho alcance a toda língua.

9 de março de 2017

Rio de Janeiro, RJ [ASN] A comunicação usada entre os surdos é a Língua Brasileira de Sinais – LIBRAS, mas a maioria das pessoas não conhece a este tipo de comunicação.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem desenvolvido o Ministério Adventista dos Surdos – MAS para auxiliar no cumprimento da missão de ir e pregar o evangelho a toda criatura, citado em Mateus 28:19.

Acesse o portal MAS para ter acesso à lição da Escola Sabatina e outros materiais institucionais em LIBRAS e encontrar outros ministérios ao redor do mundo.

Na região atendida pela Associação Rio Sul (ARS) existem menos de dez intérpretes de LIBRAS, o que dificulta a realidade da pregação aos Surdos. Por isso, no dia 11 de março, sábado, os membros desta região vão convidar amigos que são surdos a assistirem a mensagem gravada pelo pastor Itamar Rodrigues, presidente da ARS, também traduzida para língua de sinais, e conhecer a história de Eliane Paixão e Lorena Emídio, que enfrentam desafios para se comunicar com as pessoas. Eliane está perdendo a audição gradativamente e tem feito uso de aparelho auditivo, já Lorena perdeu a audição na infância, por problemas de saúde. Tanto a mensagem quanto a história delas encontram-se disponíveis no canal do YouTube – Adventistas Rio Sul.

Confira a história aqui:

Neste mesmo dia, às 16h30, o pastor Itamar estará na Igreja Adventista de Belford Roxo, para um culto especial que reunirá pessoas que já atuam no MAS e está aberto a participação dos que desejam se envolver neste ministério. O endereço da igreja é Rua Morgado, número 609.

Igreja Acolhedora e Inclusiva

“A Igreja atua como um local de inclusão social e vê neste ministério uma missão mais que evangelística”, como descreve o pastor Itamar Rodrigues, que cuida deste departamento e é o líder geral da Associação Rio Sul: “Neste tempo solene da história do mundo, o Senhor nos chama para uma missão desafiadora: levar o evangelho do Reino a cada nação, tribo, língua e povo. Esse é um tremendo desafio, pois muitas pessoas não falam a nossa língua, outras não enxergam ou não ouvem. E muitas vezes existem barreiras, erguidas pela própria sociedade, e elas se isolam, pois, como não nos aproximamos delas, elas também não se aproximam de nós. Como igreja precisamos ajudá-las em suas necessidades e comunicar este amor que recebemos de Jesus Cristo. E não apenas isto, devemos nos preparar para recebê-las em nossas reuniões e eventos, com pessoas treinadas e um ambiente preparado para que se sintam bem e possam apreciar a mensagem. Dia 11 de março é uma tentativa de chamar a atenção da igreja para este e outros grupos de nossa sociedade, que por serem especiais, precisam de uma atenção diferenciada”.

Aline Teodoro conheceu a língua de sinais aos 14 anos, quando morava em Curitiba. Ela conta que na Igreja Adventista Central local existe o MAS com uma excelente estrutura e cursos para iniciantes. Foi ali que ela fez amizade com uma Surda e isso despertou o interesse pela língua. “Eu precisava me comunicar com ela, éramos muito amigas, então a língua de sinais me ajudou  fortalecer a amizade com ela. Além disso, logo que terminei o ensino médio, fui convidada pela diretora da escola onde estudei para servir como intérprete de um aluno surdo, e este foi meu primeiro trabalho”, conta. Aline citou a dificuldade que é encontrar pessoas que queiram aprender uma segunda língua, principalmente a dos sinais, pois muitos desistem logo no início do curso. Atualmente, Aline atua auxiliando o MAS na região sul do Rio.

Eliane Paixão é quem coordena o MAS na região sul do Rio de Janeiro e, segundo ela, o maior desafio não é a dificuldade para a comunicação com os Surdos, mas falar para eles sobre o evangelho. “Explicar ao ouvinte sobre Deus e seu amor, que Ele é o Criador de todos e todas as coisas é um estudo que se faz em uma hora ou pouco mais que isso. Mas, para o Surdo leva muito mais tempo. Como explicar que amamos alguém que não vemos, mas que ouvimos sua voz, se o Surdo não ouve?”, explica. A cultura do Surdo é muito diferente do ouvinte. “É como se eles fossem estrangeiros vivendo num país de ouvintes. Precisamos ter muita paciência e amor para alcançá-los e vivemos num mundo muito imediatista”, finaliza.

Cursos para língua de sinais

O Ministério Adventista dos Surdos está ganhando força e alguns polos de estudo estão oferecendo curso de LIBRAS para iniciantes. A ideia é que ainda neste semestre seja disponibilizado o curso à distância (EAD)  e as aulas práticas aconteçam nos Clubões, ou seja, treinamentos mensais regionais para Jovens, Aventureiros e Desbravadores da Rio Sul.

Confira os locais onde os cursos presenciais já estão acontecendo:

1. Espaço Novo Tempo Campo Grande
Aulas quinzenais aos domingos, das 17h às 19h
Local: Rua Augusto de Vasconcelos, 828
Prof.: Roberto Júnior

2. Pavuna II
Aulas semanais aos sábados, das 16h às 17h
Local: Rua Mercúrio, 1.160
Prof.: Indira Berlim

3. Vila Militar
Aulas semanais aos sábados, das 16h às 17h
Local: Rua Boa Nova, 33 – Magalhães Bastos
Prof.: David Berlim

4. Belford Roxo (vagas esgotadas)
Aulas aos sábados, das 15h às 16h
Prof.: Eliane Paixão e Josuel Araujo

Para mais informações, entre em contato com a Maria Aparecida, pelo e-mail: maria.aparecida@adventistas.org.br

INES – Instituto é referência nacional de Escola para surdos no Brasil

Fundado em 1857 no Rio de Janeiro pelo professor francês E. Huet, o Instituto Nacional de Educação de Surdos – INES é referência no país e oferece ensino infantil, fundamental, médio, graduação e pós-graduação no curso Bilíngue de Pedagogia. O Instituto, que é federal, também presta assessoria técnica nas seguintes áreas: prevenção à surdez, audiologia, fonoaudiologia, orientação familiar e profissional, artes plásticas, dança, biblioteca infantil, língua de sinais, informática, prevenção às drogas e cidadania.

A direção do Instituto é feita pelo professor Marcelo Cavalcanti, que já atuou em gestões anteriores e hoje está no segundo ano do mandato. Segundo a assessoria do Instituto, o maior desafio encontrado é buscar uma comunicação que seja acessível ao Surdo da mesma forma que acontece aos falantes e ter sua representatividade na sociedade. A partir do final deste ano, o Instituto vai oferecer a modalidade de graduação à distância. Atualmente conta com cerca de 600 alunos matriculados no ensino básico e no superior, além de 700 no Curso de Libras, que é aberto à comunidade. Todos os funcionários admitidos devem aprender a língua de sinais, independentemente de terem ou não a surdez.

Para conhecer o Instituto é necessário agendamento prévio pelos telefones: 2285-7990, 2285-7597 ou 2285-7546.

[Equipe ASN, Fabiana Lopes]

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