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Por meio da amizade e da empatia, mulher atrai novas pessoas para Cristo

Por Rafael Brondani 8 de março de 2021

Desde que passou a sentir os benefícios de viver uma vida de valores e princípios ao lado de Deus, Meire passou a compartilhar essa experiência com outras pessoas. (Foto: Divulgação)

No Ministério da Mulher da Igreja Adventista do Sétimo Dia, existem pessoas como a Maria Bernadete Barbosa Maués, que é líder de pequenos grupos e do ministério jovem na Igreja Adventista da 14, no Pedregal. Os amigos a chamam carinhosamente de Meire. Desde que passou a sentir os benefícios de viver uma vida de valores e princípios ao lado de Deus, Meire passou a compartilhar essa experiência com outras pessoas.

Um convite

Certo dia, a caminho da Igreja da 14, Meire, sempre simpática, observava crianças que brincavam de bola e corriam. Ela sorria para as pessoas e para um grupo de crianças que moravam na mesma casa – irmãos e primos.

Em uma programação especial da igreja, as crianças da comunidade foram convidadas a participar. Para a surpresa da líder, os pequenos para os quais ela sempre sorria a caminho da igreja estavam lá. Após a programação, Meire passou a acompanhar os pequenos, inclusive, os levava até a casa deles. No trajeto entre a igreja e a casa das crianças, Meire contava histórias sobre Jesus.

Foi assim que a líder conheceu a família das crianças. “Conheci o Luís Souza. Ele bebia, mas sempre parava para ouvir de Jesus. Certo dia, ele adoeceu e ficou internado por um tempo, entre a vida e a morte. Quando ele saiu do hospital, começou a frequentar a igreja. Eu sempre conversei com ele, dei atenção e falei de Jesus. Então, ele decidiu ser batizado”, comemora.

Meire não perde uma oportunidade de testemunhar sobre salvação, fé e esperança. Em uma das visitas a Luís, ela conheceu a dona Francisca de Paula, vizinha do homem. “Ela tem 72 anos e viveu no espiritismo por 40 anos. Outro dia ela teve um derrame. Sem esposo nem filhos, ficou internada sozinha no hospital de Santa Maria e entrou em coma. Foi quase um mês de internação”, expõe a líder.

Visão do Céu

Deitada em uma maca, entre gemidos de doentes e ao som de bips e alarmes sinalizando que os batimentos cardíacos de algum paciente estava baixo, Francisca teve um sonho no qual viu o Céu. “Um lugar muito lindo e tranquilo”, narra ela, que queria permanecer no sonho. “Mas Deus me disse: ‘Você ainda não pode ficar aqui. Você tem uma missão’”. Após o sonho, Francisca voltou do coma e saiu do hospital.

Quando Meire foi visitá-la, Francisca pediu para ser batizada. A líder chamou o pastor responsável pela igreja, André Luís, que fez perguntas à senhora, tirou-lhe dúvidas e marcou o batismo. “Na semana do batismo eu a visitei. Ela estava com dúvidas, então o batismo foi adiado. Quando chegou a nova data, ela almoçou em minha casa e indagou: ‘será que devo ser batizada?’ Foi quando eu respondi: ‘Deus tem uma missão para a senhora’. Ela disse: ‘Tá bom. Eu serei batizada!’”, recorda Meire.

Fila de espera

Meire recorda de outro momento onde pôde testemunhar para uma pessoa que conheceu na fila de espera do transporte público, que ela usa diariamente para ir e voltar do trabalho.

Raimunda da Silva pegava o mesmo ônibus que Meire. As duas se viam diariamente e começaram a conversar. Raimunda abriu o coração e contou-lhe suas angústias. Meire viu uma oportunidade de evangelismo e falou-lhe a respeito de Jesus. Durante a conversa, a líder mencionou que era membro da igreja adventista e Raimunda expôs que conhecia o pastor e evangelista Luís Gonçalves, e que ele, inclusive, havia lhe presenteado com várias literaturas cristãs.

Como fruto do trabalho de Meire, hoje Raimunda é batizada e está envolvida nas atividades da igreja adventista. Pedro, seu marido, viu a mudança na vida da esposa e decidiu estudar a Bíblia. Hoje ele também faz parte da família adventista.

Tanque vazio

Outro episódio especial da vida de Meire ocorreu quando chegou o momento de preparar a igreja para a Caravana da Esperança, um momento em que as igrejas adventistas recebem pastores que falam especialmente para os amigos que ainda não fazem parte da denominação.

Como na ocasião não haveria batismo, o tanque permaneceu vazio. “Mas na sexta-feira que antecedeu o dia da caravana eu ouvi a voz de Deus dizendo: ‘Pergunte se o tanque está cheio’. Eu perguntei ao meu marido e ele respondeu que não”, recorda Meire.

Após a programação da manhã, Meire organizava o almoço e perguntou novamente ao marido se o tanque estava cheio. “Ele disse: ‘Não, meu amor!’ Então eu pedi que ele o enchesse com o auxílio do Antônio Júnior, namorado da minha filha, Ana Flávia”, relata.

Como de costume, o tanque foi higienizado. Em outras ocasiões, enquanto enchiam o tanque, o esposo de Meire sempre dizia: “Vai ser o seu batismo, Antônio!”, mas nesse dia eles não disseram nada. Lavaram, encheram e arrumaram o tanque para a programação da noite.

Tanque cheio

No púlpito, o líder de evangelismo dos adventistas de Brasília e Entorno, pastor Otoniel Ferreira, ministrou uma pregação. Durante o apelo final, ele salientou que o tanque estava cheio e indagou quem seria batizado. “Tem alguém sentindo o toque de Deus e quer ser batizado hoje?”, perguntou o pastor.

Naquele momento, Antônio levantou a mão. O jovem conhecia a mensagem bíblica há 7 anos e surpreendeu a todos com sua decisão e batismo.

Com o batismo do futuro genro, Meire passou a sonhar ainda mais com a volta de Jesus. Através de um trabalho incansável, ela busca sempre levar paz às pessoas através de uma amizade sincera. Ela procura formas de ajudar, e assim, demonstra o amor de Deus na prática de suas ações.

 

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