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Ministério Carcerário forma nova turma de capelães

Voluntários atuarão nos 12 presídios do Distrito Federal e região, que são atendidos pelo projeto.

Por Rafael Brondani 2 de setembro de 2020

No último sábado (29), 87 pessoas se formaram no curso. (Foto: Divulgação)

O sistema prisional é composto por milhares de pessoas. Uma parcela da população carcerária vive, muitas vezes, sem esperança. Devido às más escolhas, a liberdade dos detentos acaba restringida. Para se aproximar desse público, a sede administrativa da Igreja Adventista para a região de Brasília e Entorno (Associação Planalto Central) criou o Ministério Carcerário.

A iniciativa atende mais de 16 mil presos. Ao todo, 12 presídios no Distrito Federal e região são contemplados. Semanalmente, capelães atuam nessas unidades e visitam familiares dos encarcerados. Neste período de pandemia, algumas medidas foram tomadas para garantir a segurança dos voluntários e dos detentos.

Com o intuito de ampliar esse atendimento, nos últimos seis meses foi realizado um curso de formação em capelania carcerária, que preparou novas pessoas para atuar no programa. No último sábado (29), 87 pessoas se formaram no curso.

O líder do Ministério Carcerário em Brasília e Entorno, Jeconias Neto, garante que os novos capelães estão aptos para iniciar as atividades e atender os presos e suas famílias. “O curso é importante para a Igreja porque prepara o capelão para ser o interlocutor da Esperança e da libertação que só Cristo pode dar”, destaca.

Diversos voluntários participam das ações, como pastores, capelães, advogados, psicólogos, entre outros. Cada um auxilia de forma específica. Durante as visitas, eles conversam e utilizam histórias da Bíblia para proporcionar momentos de reflexão e mudança na vida dos detentos.

Voluntários estão aptos a atuar na capelania carcerária. (Foto: Divulgação)

O técnico judiciário Hildebrando Medeiros foi um dos alunos do curso e menciona que a experiência foi impactante. “Eu sempre tive vontade de participar de um projeto semelhante, mas não sabia a quem procurar e aonde ir. E muitas vezes a gente tem medo, pois quando se fala em presidiário, não é qualquer um que está preparado para visitar. Eu tinha um preconceito muito grande com relação a essas pessoas”, explica o técnico judiciário. Ele ainda ressalta que o curso lhe abriu novos horizontes. “A palavra de Deus mostra que o amor lança fora o medo. No curso descobri muitas experiências de pessoas transformadas. Quando tiramos um pouco do nosso orgulho, descobrimos que queremos ajudar as pessoas excluídas. A minha expectativa é muito positiva. Quero levar esperança e ajudar na ressocialização deles”, conclui Hildebrando.

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