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Jovens ajudam vítimas da pandemia a ter um recomeço

Voluntários foram até comunidade no Distrito Federal para levar mensagens de alento, itens de higiene, alimentos, roupas, kit de limpeza e literaturas.

Por Rafael Brondani 3 de agosto de 2020

Voluntários carregam doações em direção aos apartamentos de beneficiados (Foto: Divulgação)

Ajudar pessoas que tiveram suas vidas afetadas pela Covid-19 é o objetivo de uma ação organizada por jovens que fazem parte de um grupo de humanização hospitalar cristão, conhecido como Doutores de Esperança, mantido pela Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA). A ação aconteceu no sábado, 1° de agosto, no Paranoá Park, um núcleo habitacional criado em 2014 para atender famílias de baixa renda do Distrito Federal.

A ação teve cerca de 90 voluntários e foi dividida em três partes. A primeira foi realizada pela manhã no templo adventista do Paranoá, onde os voluntários levaram uma mensagem de amor e esperança aos membros da congregação. Na ocasião, diversas atividades foram realizadas, como músicas, reflexões e orações.

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Já pela tarde, o grupo, seguindo as recomendações de segurança contra o novo coronavírus, visitou alguns moradores do condomínio. São 6.420 apartamentos ocupados por brasilienses de baixa renda, totalizando cerca de 25 mil habitantes. Por lá, há dificuldades como a falta de equipamentos públicos capazes de suprir as necessidades de quem vive no local. E isso tudo somado à pandemia gerou mais frustrações aos residentes.

Na tentativa de amenizar a situação dos moradores, os voluntários foram até o local para conhecer a história de vida de alguns deles e levaram mensagens de alento, além de itens de higiene pessoal, alimentação, roupas, kit de limpeza e literaturas que falam sobre vida, futuro, esperança e recomeço.

Ação continuada

Para a organizadora da ação, Thaís Trivelato, a atividade é intencional e muito mais do que apenas levar auxílio físico, mas também esperança para as pessoas que passam por dificuldades. “Queremos ajudá-los a recomeçar. Fizemos uma triagem para ajudar quem realmente precisa. Queremos fazer algo além da entrega de produtos e alimentos”, explica ela.

A atitude não vai se resumir a apenas um final de semana. Os moradores serão assistidos por membros da Igreja Adventista no local, que continuarão com a ajuda por meio de conversas, conselhos e mantimentos.

Thaís destaca que no local há pessoas que tiveram a vida prejudicada devido à pandemia. “Elas tinham emprego, conseguiam manter suas famílias e tudo isso veio abaixo com a atual situação. Elas precisam da nossa ajuda. Estamos falando de pessoas com famílias numerosas, que perderam tudo, emprego, qualidade de vida, mas as obrigações continuam. Nossa objetivo é ajudá-las a ter um novo recomeço”, destaca.

O síndico de uma das quadras que a ação abrangeu, Silvano Lima, destaca que o projeto foi importante porque levou mais do que alimentos. “Os moradores receberam uma palavra motivadora e oração, elementos que possam trazer fé para o coração deles, além de esperança e uma consciência de que Deus pode e quer mudar suas vidas”, afirma.

Histórias de esperança

O voluntário Jânio Lima conta que visitou uma casa e cantou para um senhor que é pai de duas crianças. A mãe delas foi embora. O homem mora com os filhos e a irmã, que sofre de esquizofrenia, num apartamento pequeno. Ao conversar com o homem, Jânio descobriu uma história triste. Ele contou que numa noite, em maio, a irmã esquizofrênica ferveu uma panela com água e jogou sobre ele enquanto dormia, queimando todo o tórax e a barriga.

“No relatório que tínhamos da família constava apenas que um dos moradores estava se recuperando de queimaduras. Não imaginávamos a realidade. Como constava a presença de duas crianças, escolhi a canção Tenho Paz, para cantar. Mas mesmo sendo uma canção alegre, ele começou a chorar compulsivamente logo nas primeiras frases. Nessa hora, todos os meus amigos do projeto e eu perdemos a direção. E foi maravilhoso, porque nós pudemos ouvir a história dele”, conta Jânio.

Já Mauro Souza coordenou um grupo e visitou três casas. “Nas três famílias sentimos que Deus estava no comando das coisas. Encontramos pessoas desempregadas, com fome, que perderam familiares. Teve uma família que revelou que não sabia o que ia fazer para que os filhos pudessem comer no outro dia e que estava pedindo a Deus uma resposta às suas orações. O melhor de tudo é que todas as famílias atendidas querem aprender mais sobre a Bíblia. Eu sai de lá realizado e completo por ter feito a obra de Deus”, garante.

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(Fotos: Gustavo Leighton e Marcos lima)

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