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Jovem abre mão de olimpíada nacional para ser batizado

Foram mais de 18 mil inscritos e Márcio ficou entre os 5% dos candidatos que passaram para a segunda etapa do concurso.

Por Rafael Brondani 7 de outubro de 2019

Filho, emocionado após a cerimônia de batismo. (Foto: André Azevedo)

Neste ano, mais de 18 milhões de estudantes se escreveram na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Entre eles, o jovem Márcio Rodrigues Filho, de 15 anos, estudante do 1º ano do ensino médio. Após participar da primeira fase do concurso, ele ficou entre os 5% dos candidatos selecionados para a segunda etapa. O resultado foi comemorado com muita alegria pelos professores, colegas e pelo próprio jovem. Porém, ao conferir o calendário, Filho descobriu que a prova aconteceria na mesma data de seu batismo.

Sem pensar duas vezes, ele procurou a direção da escola e informou que não poderia fazer a prova, pois nesse dia realizaria um grande sonho: ser batizado. A reação dos professores foi de surpresa por se tratar de uma prova de alta complexidade, além dele compor a parcela dos 18 milhões de inscritos que foram selecionados, com chances de classificação para a próxima etapa e a possibilidade de conquistar um destaque nacional. Mesmo diante de tantos argumentos, nada foi suficiente para desistir do sonho do batismo.

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A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) é um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras, realizado pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e promovida com recursos do Ministério da Educação e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O jovem queria estar ao lado da família no momento em que fosse demonstrar publicamente seu desejo de seguir a Cristo (Foto: André Azevedo)

Questão de fé

“Passar na prova nacional de Matemática é algo que poucos conseguem. Foi muito difícil realizá-la, pois tive que acertar todas as questões para passar. Mesmo assim, decidi não fazer a segunda fase. O batismo é bem mais importante para mim. Tenho certeza de que terei outras chances para participar de um concurso como esse. Eu queria batizar com todo mundo, com minha família, com a igreja, e o meu sonho sempre foi ser batizado com os desbravadores. Eu não quero perder essa oportunidade,” explica o jovem.

O aluno chegou a ter a opção de fazer um acordo judicial para ser batizado no local da prova, mas ele queria que o batismo acontecesse na igreja, ao lado de sua família e de seus amigos, que testemunharam pessoalmente o momento, realizado no dia 28 de setembro na igreja adventista de Planaltina, em Goiás.

“Me sinto muito emocionado porque, se Deus quiser, estarei junto dEle no céu, com minha família. Para mim, essa foi a opção mais importante, mas meus amigos não pensavam assim. Muitos ficaram surpresos por se tratar da uma renúncia de uma prova difícil, em que poucas pessoas têm o privilégio de passar para a etapa seguinte. A minha decisão em relação ao batismo é muito melhor. A prova acontece todos os anos, e se Deus quiser, no próximo ano vou passar”, pontua.

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