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Tecnologia, sistema híbrido e escalonamento marcam retorno às aulas no MS em 2021

Segundo as direções das duas unidades de ensino da capital, o ensino híbrido, o escalonamento de alunos e as novas tecnologias somam forças para o retorno seguro, mantendo a educação de qualidade da rede

Por Rebeca Silvestrin 1 de fevereiro de 2021

A Rede de Educação Adventista retomou as aulas no último dia 27 de janeiro na cidade de Campo Grande (MS). O diferencial do ano letivo para 2021 é o ensino híbrido, como explica o diretor da unidade Jardim dos Estados (CAJE), professor Jean Ribeiro. “Retomamos o ensino em parte de maneira presencial e outra parte em ensino à distância. Além disso, o escalonamento proporcionará aos alunos que todos que desejam possam comparecer às aulas presenciais nesse momento em que podemos atuar com apenas 30% da capacidade total em sala de aula”, explica.

Para atender ao decreto municipal que define lotação máxima em 30% da capacidade total, o ensino híbrido e o escalonamento de alunos foi a maneira encontrada para que alunos da Educação Adventista na capital retornassem às salas de aula. “A escola se organizou e os pais foram compreensíveis ao entenderem que essas medidas são necessárias atualmente para que todos os alunos tenham a possibilidade de participar das aulas presenciais”, pontua Ribeiro.

Através do escalonamento de alunos os colégios obedecem ao decreto de lotação máxima em sala de aula. Para os alunos que não estão no dia de forma presencial, a aula segue ao vivo, através das vídeos chamadas, com interação em tempo real com os professores.

Em outra parte da cidade, o Colégio Adventista unidade Jardim Leblon (CAC), também teve o retorno marcado na última semana e, segundo a diretora da instituição, professora Mathiely Aguiar, todos os esforços do colégio e dos funcionários é para manter o nível da educação oferecida, mesmo em um momento de readaptação para ambas as partes. “Diante desse período de pandemia que estamos vivendo a melhor forma que encontramos para continuar entregando um produto de qualidade aos nossos alunos foi a metodologia híbrida, onde nós também  trabalhamos com o escalonamento, ou seja, um dia temos o grupo ‘A’ na escola e no outro dia o grupo ‘B’. E no dia em que o aluno acompanha de casa, de forma remota, ele assiste à aula ao vivo, tendo a oportunidade de interagir com o professor, tirar suas dúvidas e fazer suas observações”, ressalta.

Ainda de acordo com Mathiely, a instituição investiu em recursos de tecnologia para que esse retorno em sistema híbrido atendesse da melhor maneira possível aos alunos da rede. “A Educação Adventista no Mato Grosso do Sul fez um grande investimento para o ano de 2021, para que toda a nossa rede estivesse equipada com a tecnologia e todos os recursos necessários para continuar proporcionando um ensino de qualidade aos nossos alunos. A gente sabe que todo novo processo tem um período de adaptação e estamos passando por ele ainda, dando as devidas orientações aos nossos alunos e às suas famílias, treinando e capacitando os nossos professores para que possamos continuar avançando e mantendo a qualidade do nosso ensino”, garante.

Para Simone Alves, professora de Ciências do terceiro ao sexto ano no CAC, depois da pandemia para poder voltar à rotina escolar é preciso entender que todo esse processo faz parte e que mesmo lentamente, pouco a pouco, o cotidiano vai voltando à sua normalidade. Entretanto, para isso, é fundamental que os dois lados trabalhem de forma conjunta, ou seja, a velha parceria entre escola e alunos/famílias. “A escola se preparou muito para receber os alunos dessa forma e os professores foram treinados durante vários dias. Participamos de capacitações para conseguirmos nos adaptar à nova rotina da escola e durante uma semana recebemos treinamento para entendermos essa nova realidade e nos adaptarmos a ela. Outro detalhe que me chama atenção aqui no CAC é a rotina de biossegurança, muito rígida e detalhista, o que acredito fazer toda a diferença nesse período”, comenta.

Professores, monitores e demais funcionários participaram de uma semana de capacitações para se adaptarem ao retorno com o sistema híbrido em 2021.

Além de professora da rede, Simone também é mãe de aluna e conta como foi o processo de ver a filha retornar ao ambiente escolar. “Como mãe de aluna me sinto feliz e tranquila, porque apesar de ser um novo tempo, com novas regras, confio que a escola dela está muito bem preparada, preocupada em contratar e capacitar monitores para cuidar dos alunos e lembrá-los das medidas sanitárias constantemente, para que ela e os demais alunos retornem às aulas da forma mais segura possível”, finaliza.

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