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Usina solar garante autossuficiência energética para escolas adventistas em Pernambuco

Usina inaugurada na cidade de Sairé atenderá sete unidades escolares. Projeto pode inspirar implantação em outras localidades.

Por Lucas Rocha 6 de outubro de 2021

Primeira usina solar da Educação Adventista na América do Sul está localizada no IAPE, no interior de Pernambuco (Foto: Divulgação)

A Rede de Educação Adventista inaugurou sua primeira usina solar na América do Sul. A cerimônia realizada ao ar livre contou com a presença de autoridades civis e eclesiásticas, todos com máscara, conforme os protocolos de biossegurança. Com um potencial de gerar até 1.230 megawatts por ano, a estrutura fornecerá energia suficiente para atender as sete unidades escolares da rede em Pernambuco. Além da preservação do meio ambiente, a iniciativa ainda apresenta benefícios pedagógicos e financeiros, uma vez que a estimativa de retorno do montante investido (payback) será de 3,5 anos. 

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Além de atender o Instituto Adventista Pernambucano de Ensino (IAPE), colégio residência onde está localizada, a usina vai entregar energia para as escolas adventistas localizadas nas cidades de Caruraru, Garanhuns, Belo Jardim, Vitória de Santo Antão e outros dois colégios em Recife. “Este é um projeto pioneiro, com um duplo benefício: ele garante a autossuficiência energética e promove a preservação do meio ambiente. Isso nos faz projetar a implantação em outras regiões do País. A ideia é expandir para além da Educação Adventista, levando esse conceito para outras instituições mantidas pela Igreja Adventista”, destaca o pastor Marlon Lopes, diretor financeiro da Igreja Adventista para oito países sul-americanos. 

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Como funciona

Em uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados foram instalados 2.430 painéis fotovoltaicos. Essa estrutura de 70 toneladas transforma a luz solar em uma corrente contínua de energia, em um processo semelhante ao da fotosíntese. Os painéis estão conectados a um inversor, responsável por converter a corrente contínua em alternada, própria para o uso na rede elétrica.

Líderes da Igreja Adventista no Estado de Pernambuco celebram a inauguração da usina, em 29 de setembro. (Foto: Dhellano Furtado)

A economia proporcionada a cada mês deve devolver o montante investido em um prazo de 3,5 anos. Porém, a vida útil da usina é de aproximadamente 25 anos. A proposta é que a economia gerada nesse período seja utilizado para a construção de novas unidades escolares. As projeções atuais estimam que o valor seja suficiente para construir estrutura para atender cerca de cinco mil alunos (quatro escolas de até 1.250 alunos).

“Mesmo considerando os benefícios ecológicos de uma energia limpa, o maior legado do projeto é a troca do custo com energia para investimentos em novas escolas. Esse é, de fato, o grande negócio para o presente e para o futuro”, avalia o pastor Jairo dos Anjos, diretor financeiro da Igreja Adventista em seis Estados do Nordeste.

Fonte de inspiração

A usina solar também deve trazer ganhos pedagógicos para a atual geração de alunos do IAPE, principalmente os que cursam o ensino médio. A estrutura montada próximo aos residenciais e prédio de aulas inspirou estudantes e docentes a desenvolveram projetos inovadores que tenham como base a energia solar. É o caso de um carro elétrico e um balcão para carregamento de aparelhos portáteis, como celulares e tabletes.

“Isso é só o começo, pois no ano que vem, com a implantação da nova matriz curricular para o ensino médio, vamos dar ainda mais fôlego a projetos como esse. A usina também vai ser fonte de inspiração para os alunos em sala de aula”, destaca o professor de Física do colégio residência, Ewerton Faustino.

Professor Ewerton Faustino exibe modelo de carro elétrico elaborado junto com alunos do IAPE (Foto: Dhellano Furtado)

Números da usina

Potencial de redução de carbono: 91 toneladas a menos por ano.

Potencial de preservação de árvores: 292 árvores salvas por ano.

Capacidade de geração de energia: 1 MWp – equivalente ao consumo médio de 600 residências.

Economia estimada: R$ 1 milhão/ano

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