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Professora dá suporte educacional e emocional a aluna que supera câncer

"Ser professora é mais que profissão, é missão", diz educadora que esteve lado a lado de Alice Beatriz, diagnosticada com um tumor no cérebro, no início do ano letivo de 2020.

Por Renata Paes 15 de outubro de 2020

Em período de flexibilização do isolamento social, professora Sandra Alves aproveita para visitar Alice. (Foto: Renata Paes)

Janeiro de 2020. O novo ano escolar letivo se iniciava. Professora Sandra Alves, já familiarizada com os estudantes da turma do Jardim I, notou a ausência de uma aluna. A pequena Alice Beatriz, de 4 anos, sorriso espontâneo e cheia de disposição para brincar, não aparecia nas aulas. Profª Sandra tentou contato com a família para saber o que havia acontecido.

Enquanto isso, na casa de Alice, o ano já havia começado com um triste diagnóstico. A menina estava com câncer no cérebro e o tumor chegava a 17 centímetros. Ela passou por cirurgias e radioterapia, que a afastaram da sala de aula.

O diagnóstico veio depois que Alice bateu a cabeça. A mãe, Idalécia Tereza Pereira Lopes, decidiu levá-la ao médico.

A criança está fora de perigo. Está tudo bem”, foi a afirmativa do especialista.

Mas, aquele “sexto sentido” de mãe, dado por Deus, fez com que Idalécia pedisse uma tomografia. O tumor só foi identificado por meio desse exame.

Ao ser informada, Profª  Sandra colocou como meta que Alice ia passar por essa fase da forma mais tranquila, feliz e repleta de superação.

Antes da pandemia, assim que Alice se recuperou das cirurgias, a educadora visitou a família, levou atividades e aproveitou para passar bons momentos ao lado da aluna. Quando a pandemia chegou, as visitas reduziram, porém o contato se manteve por meio da internet e por ligações para Idalécia.

Foto feita durante uma das visitas da Profª Sandra e Prof. Rafael, antes da pandemia. (Foto: Arquivo pessoal)

Sandra e professor Rafael Gonçalves, atual diretor da Escola Adventista da Concórdia,  em Belo Horizonte (MG), sabiam das dificuldades financeiras que Idalécia enfrentaria por conta dos custos do tratamento médico da filha. Eles se uniram e, junto a administração da Educação Adventista em Belo Horizonte, garantiram que Alice se tornasse bolsista integral.

Ao término de uma das aulas on-line, Sandra percebeu que Alice era a única que não tinha os livros didáticos. A professora doou os materiais para que a estudante seguisse aprendendo com as mesmas possibilidades que os demais alunos.

Eu já lido com essa situação de câncer na família há 4 anos. Minha irmã e minha mãe também tiveram. Então, eu entendo o que é passar por isso. Assim que recebi a notícia, disse para mim mesma que precisava ajudar muito a minha aluna. Eu não queria que ela perdesse o ano letivo”, conta Profª Sandra.

Reconhecimento

Na foto, Idalécia e Alice. Mãe reconhece força que a filha tem para lutar contra a doença, que já está em fase de controle. Alice passa atualmente por quimioterapia e acompanhamento médico. (Foto: Renata Paes)

Idalécia reconhece que o apoio da professora e da escola têm sido fundamentais nessa fase. Inclusive, mãe e filha prepararam um presente para Sandra, feito com todo carinho. Se trata de uma pintura e uma cartinha que Alice fez questão de entregar pessoalmente.

“Eu sinto que Deus encaminhou tudo desde o início. A escola que minha filha estudaria, os professores que estariam com ela, a descoberta da doença. Para a professora Sandra eu só posso dizer da gratidão que sinto e desejar muitas bênçãos”, enfatiza Idalécia.

Confira na reportagem do Jornal Rede Tv News, que foi ao ar ontem, 14 de outubro, a matéria sobre o carinho e proximidade da professora Sandra Alves com a pequena Alice Beatriz.

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