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Professora orienta docentes a dar atenção à saúde emocional

Dayse Costa, que leciona na Rede de Educação Adventista, aconselhou professores do Estado do Espírito Santo a como vencer a ansiedade, estresse e raiva. Veja dicas.

Por Ayanne Karoline 2 de outubro de 2019

Dayse é professora no Colégio Adventista de Vitória. (Foto: Arquivo pessoal)

Os mais de 18 milhões de brasileiros que sofrem com ansiedade colocam o País no topo do ranking no continente latino-americano. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS) e revelam que 9,3% da população sofre com o problema. Nesse contexto estão os professores, com cargas horárias duplicadas, a responsabilidade de controlar comportamentos diversos em sala de aula, o gerenciamento de necessidades acadêmicas e emocionais dos alunos e até mesmo o enfrentamento do desrespeito.

Todos esses elementos são fatores que podem intensificar a ansiedade e desencadear doenças psicossomáticas que levam à depressão e, em última escala, ao suicídio. O assunto foi abordado pela professora Dayse Costa, que leciona na Rede de Educação Adventista no Espírito Santo, em uma palestra na sede do Sindicato dos Professores do Estado (Sinpro). Ela também é psicanalista e teve a oportunidade de ajudar outros colegas de profissão.

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“Os professores enfrentam um contexto escolar que não é formado só por alunos, mas por pais, chefes e colegas de trabalho. Unindo isso aos conflitos familiares, cria-se uma situação emocional de extremo risco para o indivíduo”, alerta Dayse.

A docente ressaltou que, em muitos casos, há uma resistência em tratar os conflitos internos e inconscientes, mas o corpo acaba respondendo. “Estresse, ansiedade, raiva, medo, entre outros sentimentos podem gerar doenças psicossomáticas. As consequências podem ser leves ou mesmo gravíssimas”, afirma.

Atenção especial às emoções

Dayse pontuou três elementos desencadeantes das doenças psicossomáticas e que requerem atenção para possível tratamento profissional. Veja abaixo:

Ansiedade – É considerada transtorno quando sua qualidade de vida cai. Entre suas reações estão a perda de memória recente, confusão, realidade distorcida e os pensamentos sem interrupções sobre tudo e todos. Há prejuízos sociais nos relacionamentos conjugais, relações no trabalho, com vizinhos e amigos.

Estresse – Em períodos de estresse, quando as pessoas desenvolvem muitas reações emocionais negativas, é mais provável que surjam certas doenças relacionadas ao sistema imunológico como a gripe, herpes, queda de cabelo, fadiga e infecções com vírus oportunistas.

Raiva –  Provoca uma grande descarga de adrenalina no organismo e leva a alterações fisiológicas, como o aumento da pressão e dos batimentos cardíacos, tonturas, vertigens, tremores, sudorese e até insônia. Os hormônios por trás da raiva podem se transformar em gatilhos para um infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).

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