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No mês do pesquisador saiba como se tornar um e ampliar o conhecimento científico

Em entrevista, a doutora Daniela Reis explica os caminhos da pesquisa no Brasil

Por Ana Clara Silveira 14 de julho de 2021

Entenda como a pesquisa colabora para a ciência no país. (Foto: internet)

A pesquisa é fundamental para o desenvolvimento acadêmico e profissional do aluno. Por meio da investigação é possível conhecer processos e identificar pontos de avanço em diversas áreas, como educação, saúde e política. A doutora e professora da Fadba, Daniela Reis, descobriu seu interesse pela pesquisa ainda na infância. Além de ser curiosa, sempre buscava respostas para suas hipóteses. Em entrevista à Fadba, ela esclarece alguns pontos da vida do pesquisador.

Quando você começou sua trajetória na pesquisa?

Minha história na pesquisa começa na educação básica, uma vez que toda criança inicia sua vida através da descoberta e da imersão nos objetos do conhecimento. Já minha formação Stricto Sensu se inicia no Mestrado, ou seja, minhas atividades de pesquisa de modo mais sistemático. Entretanto, é difícil dizer de forma precisa esse início. Eu diria que na educação básica, à medida que tive curiosidade e procurei descobrir respostas para hipóteses que eu levantava.

Quais os passos para se tornar um pesquisador?

Para que você se torne um pesquisador enquanto carreira é essencial ter curiosidade. Depois disso, se preocupar e ter sensibilidade para observar os fenômenos do cotidiano, buscando identificar caminhos para resolução de problemas. Também é importante conhecer os processos, definir os delineamentos de pesquisa e colher os resultados para realizar análises e formular proposições. Lembrando que, é indispensável conhecer novos delineamentos de investigação, porque as competências técnicas para realização de pesquisas não são definitivas. Sempre surgem outras possibilidades.

 Quais os desafios do pesquisador no Brasil?

O primeiro desafio para pesquisar no Brasil é a revitalização de um sistema de financiamento para a pesquisa. Concomitantemente a criação de uma cultura da pesquisa no país. Eu tenho a percepção do lugar da educação básica para minha constituição enquanto pesquisadora. Aprender através da pesquisa e ensinar através da pesquisa desde a educação básica precisa se instituir no Brasil enquanto cultura de ensino e aprendizagem. Além disso, fortalecer o sistema de financiamento e regulação da produção científica brasileira.

Como a educação adventista incentiva a pesquisa?

A priori, se observarmos os escritos de Ellen White sobre os princípios do experimento, vamos notar o contato direto com a natureza para que a partir dela descubramos a realidade e os fenômenos naturais. Sempre que pensamos em uma educação fora da sala de aula, volvemos nossos olhares para uma educação centrada na experiência. Além disso, a educação adventista é integral e dá conta de todas as dimensões do ser humano, contribuindo para percepção da formulação de pesquisas de modo integral.

Qual a importância da pesquisa para o ensino básico e ensino superior?

A pesquisa para Educação Básica e Ensino Superior é essencial para que nós quebremos um ciclo de alienação e reprodução de ideias. Também podemos qualificar os índices de proficiência na Língua Portuguesa, porque a leitura é incentivada pela pesquisa. Para a educação básica é fundamental, especialmente porque incentiva a descoberta. Imagine como seriam nossos alunos se desde a tenra idade fossem estimulados a responder e fundamentar suas hipóteses a partir da pesquisa? Por exemplo, quando perguntam “Por que uma formiga carrega um peso maior do que o seu próprio corpo?”. Já no Ensino Superior, a pesquisa é essencial para criar e pensar em soluções fundamentadas para os problemas que são postos na sociedade.

As inscrições no ENAIC, Encontro Anual de Iniciação Científica, para divulgação de pesquisas estão próximas. Fique atento ao calendário e se torne um pesquisador desde a graduação na Fadba.

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