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Libras é componente curricular em colégio adventista no sul da Bahia

Novidade foi apresentada para a equipe docente da Rede Adventista durante capacitação pedagógica

Por Evellin Fagundes 24 de janeiro de 2019

Alunos do maternal ao 9º ano do Colégio Adventista de Itabuna terão aula de Língua Brasileira de Sinais – Libras – em 2019. Na foto, Thais Campos, que será a professora. (Imagem: Marcos Miranda)

Segundo censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há quase 10 milhões de surdos no país. Um dos meios de comunicação da comunidade surda é a Língua Brasileira de Sinais – Libras -, que tornou-se língua oficial, assim como o português, com a Lei nº 10.436 de 24 de abril de 2002.

Na recente Base Nacional Comum Curricular – BNCC -, a libras é citada nas “Competências Específicas de Linguagens” como uma das alternativas a serem utilizadas no ensino fundamental para desenvolver diálogos e gerar cooperações.
Mesmo não havendo a obrigatoriedade da inserção da libras como disciplina curricular, o Colégio Adventista de Itabuna – CADI – a implementou na grade de 2019 para alunos do maternal ao 9º ano. A novidade foi apresentada na Capacitação Pedagógica, que aconteceu em Itabuna, nos dias 22, 23 e 24 de janeiro, para as quatro unidades escolares da Rede Adventista de Educação do sul da Bahia.

Libras na sala de aula

Para a líder da Educação Adventista desta região e diretora do CADI, Joelma do Vale, além dos ganhos acadêmicos, há avanço no tema “inclusão”. “Dentro do ensino de libras para os alunos da Educação Infantil ao Fundamental II, queremos trabalhar a inclusão, para que as diferenças sejam cada vez mais diminuídas e que a escola seja acessível e tenha acesso a todos”, contou.
Intérprete de libras há 9 anos e professora há 3, Thais Campos dará as aulas no CADI e demonstrou felicidade pela iniciativa da instituição. “Vejo cada vez mais o interesse e reconhecimento da importância da libras. Creio que, para os alunos, isso irá ajudar a desenvolver habilidades, estimular o cognitivo e incentivar o respeito e valorização do próximo”, disse. Perguntada sobre as estratégias pedagógicas que serão utilizadas, Thais explicou que o planejamento está de acordo com cada faixa etária. “Para o maternal, vamos ajudar as crianças a despertarem o interesse e percepção das próprias mãos, descobrindo que esses membros comunicam. Ao decorrer das séries, vamos ensinar, gradativamente, os sinais, para que os alunos sejam capazes de comunicar informações fundamentais. Além disso, queremos quebrar alguns mitos como, por exemplo, de que todo surdo é mudo. Se a criança passar por essas fases, poderá ser considerada bilingue”, relatou.

Capacitação pedagógica reuniu 120 servidores da Educação Adventista do sul da Bahia

Capacitação pedagógica

Outros assuntos também foram abordados no evento de aperfeiçoamento docente, que reuniu 120 servidores entre diretores, professores, coordenadores, orientadores e capelães das unidades escolares de Itabuna, Ilhéus, Eunápolis e Teixeira de Freitas. Palestras e mensagens contemplaram as áreas espirituais, emocionais e acadêmicas. Na ocasião, também foi apresentado o tema “Criacionismo”, que será enfatizado por toda a rede de ensino adventista na América do Sul durante o ano.  “O tema não será trabalhado apenas no Plano de Desenvolvimento Espiritual – PMDE -, que compreende principalmente as atividades da capelania, mas também na sala de aula e em outras ações específicas”, concluiu Joelma.
O ano letivo começará no dia 28 de janeiro.

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