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Instituições de Ensino Superior adventistas trabalharão de forma integrada

Objetivo é fortalecer o conceito de rede de educação, melhorando a qualidade do ensino e acompanhando o progresso do universo acadêmico

Por Vanessa Arba 14 de novembro de 2019

A integração das unidades de ensino começa pela unificação da identidade visual, da missão institucional e da malha curricular de cursos em comum. (Foto: Naassom Azevedo)

Mais de 30.6 mil universitários estudam, atualmente, nas 12 Instituições de Ensino Superior (IES) adventistas na América do Sul. São alunos de graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado, inclusive em cursos na modalidade EAD (ensino a distância). Embora trate-se da mesma rede de educação, as unidades trabalham de forma independente em diversos aspectos; cada uma tem seus projetos pedagógicos, sua estratégia de marketing, sua logo, etc., conforme explica o doutor Sócrates Quispe, diretor associado de Educação da sede sul-americana da Igreja Adventista, mantenedora das instituições.

Integração

Com o intuito de fortalecer o conceito de rede, foi formado o Conselho de Educação Superior, que teve sua primeira reunião na última quinta-feira, 07, em Brasília, DF. “Nós queremos começar a trabalhar de forma integrada. Com este Conselho, pretendemos tomar decisões mais corporativas que vão impactar todas as unidades. Então, o primeiro voto tomado foi o de usarmos, todas, um único logo, que é o da Educação Adventista. Depois disso, trabalharemos em implementar um só nome, que evidencie a nossa identidade como adventistas”, revela Quispe. Dado que o processo de transição de marca é longo e complexo, o prazo para que as unidades se adequem é de cinco anos.

Além da identidade visual unificada, outro aspecto a ser integrado pelas instituições é a sua missão. Como parte da Igreja Adventista, elas precisam ter um objetivo apenas, alinhado à sua filosofia. Uma comissão já trabalha para que, no próximo ano, esta missão única seja implementada em toda a rede na América do Sul.

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Outro ponto da integração se refere às disciplinas. A ideia é que cursos que as instituições de ensino superior oferecem em comum tenham a mesma grade curricular. Além de garantir que, em processos de transferência de alunos, estes não sejam prejudicados por grades não equivalentes, a medida também favorece um aspecto importante: a internacionalização. Quispe esclarece que, “apesar de sermos uma rede, ainda não podemos, por exemplo, levar um professor de uma instituição a outra. Tendo um currículo unificado, aproveitamos o nosso capital humano, de mestres e doutores, e propiciamos o intercâmbio, a produção de conteúdo e a inter e multidisciplinaridade”.

Foco nas tendências

Para além da integração da rede, o Conselho de Educação Superior se preocupou em abordar temas relacionados ao progresso dos universos corporativo e acadêmico. Os responsáveis pelas instituições comprometeram-se a trabalhar baseados em estratégias comuns de recursos humanos, tecnologia, metodologias de ensino e da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. Há, também, outras estratégias que devem ser implementadas de forma progressiva pelas instituições nos próximos anos.

Os integrantes do Conselho se reunirão semestralmente para discutir e votar novas definições pelo crescimento da rede. Participaram deste primeiro encontro líderes da Igreja Adventista na América do Sul, das sedes regionais cujos territórios possuem alguma Instituição de Ensino Superior e seus respectivos reitores e diretores. Veja as fotos da reunião:

 

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