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Faama oferece aulas de robótica extracurriculares

Curso instiga alunos a desenvolverem trabalho em equipe e solução de problemas

Por Carolina Nogueira 27 de agosto de 2019

O método utiliza pequenas peças de encaixar para as montagens e blocos prontos como linguagem de programação.

Quem estuda no Colégio da Faculdade Adventista da Amazônia tem acesso a aulas de robótica desde o primeiro semestre de 2019. Em parceria com a prestadora deste serviço – RoboMind, 15 alunos desenvolvem projetos de robótica semanalmente. As aulas são focadas na experimentação e solução de problemas.

O gerente da RoboMind em Belém, Marcos Douglas Gomes fala sobre suas razões para iniciar projetos de robótica nas escolas da região. “Eu percebi que era importante trazer incentivo para raciocínio lógico, trabalho em equipe, solução de problema e habilidades cognitivas bem desenvolvidas”.

Ele comenta que ambientar e instigar os alunos apresenta também respostas imediatas: “Recentemente uma aluna de 9 anos explicou e envolveu o conceito de atrito na solução de um problema em sala de aula. A gente consegue com a mão na massa antes mesmo da teoria descobrir um monte de coisas. E é essa a nossa proposta”.

Gomes explica que o método utiliza pequenas peças de encaixar para as montagens. No lugar de linguagens de programação, para movimentar os robôs, são utilizados blocos de comandos prontos como pegar, soltar, virar, repetir, etc. “Quando a gente propõe um desafio, o aluno olha para o robô que ele tem, para as peças que ele tem e vê como ele pode redesenhar aquilo em uma ação e assim resolver o desafio”.

As aulas de robótica se dividem em duas categorias: “Robotics” e “Inventors” destinados a crianças a partir dos 12 anos e crianças de 7 a 12 anos, respectivamente.

Conteúdo duradouro

Para o professor dos dois grupos, Lucas Carvalho, o curso tem também efeitos sólidos no futuro. “Aqui a gente aprende a lógica da programação. Eles vão começando a entender isso aos poucos. Eu mesmo fiz esse curso quando era pequeno, com 12 anos e isso me levou a fazer engenharia da computação. Com o curso, o aluno aprende um pouco de mecânica, engenharia, e a gente pega tudo isso brincando”.

Os desafios, entre os mais velhos, são escolhidos a cada aula baseado no interesse e avanço do grupo.

João Luis dos Santos de 15 anos participa do curso desde o início. Ele foi surpreendido pelo conteúdo em relação às suas expectativas. “No começo eu achei que seria só mais um curso em que se absorve bem pouco do que foi apresentado. Mas depois eu percebi as aplicações no dia a dia, como mecanismos e lógicas que fazem a diferença nas pequenas coisas”.

Aprendizado abrangente

O impacto da robótica aparece em sala de aula, como compartilhou João. “O professor de Física estava explicando sobre vetores, mas eu já tinha visto esse tema nas aulas de robótica. Quando eu consegui dar um exemplo sobre o assunto, o professor me elogiou e tudo mais. Foi bem mais fácil aprender a matéria com essa base que eu vi na prática”.

Entre as vantagens deste estudo estão também as relações interpessoais, como mencionou Marcos, destacando a influência da robótica em alunos especiais. “A nossa empresa possui um percentual de alunos especiais muito alto e estamos falando de autistas, por exemplo. Eles têm grande capacidade de foco, por isso que uma das vantagens do curso é desenvolver a habilidade de trabalhar em equipe e estreitar laços”.

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