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Estudantes vivenciam modalidades adaptadas a pessoas com necessidades especiais

Experiência do Colégio Adventista de Santa Maria pretende incluir alunos que tenham tal condição e reduzir preconceitos.

19 de junho de 2017

Basquete adaptado esteve entre as modalidades apresentadas. Esporte foi demonstrado por meio de parceria com equipe da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Santa Maria, RS… [ASN] A estudante Nátali Schmidt ficou surpresa com a quantidade de possibilidades que cadeirantes e cegos tem de atuar de maneira semelhante que o restante das pessoas. Isto porque na última quarta-feira (14), o Colégio Adventista de Santa Maria, onde estuda, proporcionou uma experiência marcante para os alunos da manhã: dez modalidades adaptadas para pessoas com necessidades especiais foram apresentadas com objetivo de fazer os estudantes entenderem como essas atividades são realizadas.

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“Isso aqui torna a área de sociabilização muito maior, porque mostra que todo mundo pode participar, sem exceção. E acho que esse projeto de hoje foi muito importante por causa disso, porque ele mostra que ninguém é diferente de ninguém. Além disto, eu posso passar essas informações adiante, porque, com certeza, tem pessoas que não sabem da existência”, ressalta a aluna.

O colégio possui três pessoas na condição de cadeirantes. Dois são alunos e um é funcionário, o que torna ainda mais importante a experiência. Entre as atividades, havia uma corrida auxiliada, em que um dos participantes tinha seus olhos vendados e seu punho preso ao companheiro. Trajetos feitos com cadeiras de rodas, além de handebol e basquete nestes mesmos moldes também foram praticados, em parceria com times da modalidade vinculados a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Alunos também experimental o parakart, um veículo adaptado para quem tem necessidades especiais.

Conforme explica Thiago Maillo, diretor do colégio, a atividade pedagógica é mais do que uma apresentação de informações. “Além da educação e instrução sobre esportes adaptados para pessoas cadeirantes, nosso objetivo também está ligado a redução de preconceitos e quebra de paradigmas”, caracteriza.

A atividade foi destaque no site do jornal Diário de Santa Maria, que ressaltou a experiência dos cadeirantes que participaram do programa. Entre eles, Kauã de Medeiros (14) e Vitória Vieira (16), que nasceram com má-formação congênita da coluna vertebral, declararam terem gostado da iniciativa da escola tanto pelo benefício destes tipos de esporte, como por ajudar a ter suas experiências mais humanizadas entre os colegas – o que também é motivo de elogio dos pais.

A atividade também chamou a atenção do aluno Luiz Vinicius Costa por conta da alegria e superação demonstradas pelas pessoas com necessidades especiais. “Me impactou muito ver a felicidade dessas pessoas porque, muita gente pensa, ‘se eu estivesse nesta situação, minha vida não seria legal’, mas não é assim. Essas pessoas estão aproveitando a vida delas de um modo legal, gostam de compartilhar e mostrar para as pessoas que nada é impossível para elas”, conclui. [Equipe ASN, Willian Vieira]

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